Canadá aumenta investimento em defesa e busca autonomia militar

O Canadá planeja aumentar a produção de defesa, reduzindo a dependência de armamentos dos EUA e visando a soberania militar.

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17/02/2026, 16:59

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma assembléia de líderes canadenses discutindo planos de defesa em um ambiente moderno, com protótipos de armas e tecnologia militar expostos ao fundo, enquanto mapas estratégicos ilustram a nova abordagem do Canadá.

Em um movimento significativo para reafirmar sua soberania nacional, o Canadá anunciou uma nova estratégia de defesa que prioriza o aumento da indústria militar local e a redução da dependência do governo dos Estados Unidos, que atualmente recebe 70% do orçamento canadense destinado a armamentos. O Primeiro-Ministro Mark Carney destacou que é essencial para o país fortalecer suas capacidades defensivas, especialmente em tempos de incerteza global. O plano divulgado visa aumentar o investimento do governo em pesquisa e desenvolvimento na área de defesa em 85%, elevar as receitas da indústria de defesa em 240% e criar até 125.000 novos empregos, refletindo um grande compromisso com a autossuficiência militar.

Historicamente, o Canadá tem enfrentado críticas de aliados, incluindo os Estados Unidos, sobre o que muitos consideram gastos de defesa irrisórios. Recentemente, a pressão aumentou, e Ottawa se comprometeu a alcançar a meta de 2% do PIB para gastos militares da OTAN até o ano fiscal de 2025/26, cinco anos antes do prometido inicialmente. Essa meta se torna ainda mais necessária à medida que o cenário geopolítico global se torna mais tenso, refletindo uma crescente necessidade de garantir a proteção nacional e a eficácia das forças armadas canadenses.

A decisão de Carney de reavaliar os contratos de defesa com os EUA, como a aquisição de caças Lockheed Martin F-35, também é uma resposta direta a políticas comerciais norte-americanas que impuseram tarifas que tornaram os produtos canadenses menos competitivos. Este passo não é visto apenas como uma formulação de autonomia militar, mas também como uma estratégia para diversificar os mercados de defesa e não depender exclusivamente dos EUA, um movimento que foi discutido em vários comentários sobre a nova política.

Ao longo dos anos, a afirmativa de que o Canadá precisa desenvolver uma indústria de defesa robusta tem ganhado força, especialmente em face de recentes conflitos internacionais e tensões diplomáticas. A ideia de fortalecer a capacidade de defesa nacional foi expressa por muitos cidadãos que esperam que esse novo foco crie um setor de armamentos que não só corresponda às necessidades locais mas que também busque afirmação no mercado global, especialmente na Europa, onde o Canadá já se comprometeu a participar da iniciativa de Ação de Segurança da União Europeia.

A nova estratégia não apenas visa aumentar a capacidade de defesa, mas também propõe um plano econômico que pode revigorar setores industriais canadenses, que têm sido negligenciados nos últimos anos. A promessa de um aumento significativo nas exportações de defesa em 50% nos próximos anos indica uma expectativa otimista de que o Canadá não apenas seja capaz de se defender, mas também de se tornar um exportador relevante no setor. Isso pode oferecer uma mudança não apenas na dinâmica econômica local, mas também nas relações internacionais do Canadá, já que manter e expandir seus próprios sistemas de defesa pode criar novas parcerias e oportunidades de colaboração com outros países.

A medida de construir uma indústria de defesa autônoma, de acordo com o novo plano, não é apenas uma missão política, mas uma questão de segurança nacional. Ao compartilhar recursos e tecnologia com aliados, o Canadá poderá emergir como um player mais forte na cena internacional. No entanto, muitos céticos se questionam se o plano é viável em um futuro próximo, dado que o desenvolvimento da indústria bélica pode levar décadas e requer investimentos massivos.

No contexto das novas relações internacionais, o Canadá não pode ignorar as ações dos EUA, especialmente as medidas adotadas pelo ex-presidente Donald Trump que afetaram o comércio e as relações bilaterais. Com muitos cidadãos expressando sua desaprovação sobre a forma como o governo dos EUA promove suas agências de defesa, o desejo crescente por um Canadá menos dependente das decisões EUA é palpável. Além disso, alucinar em soluções que convergem para a atividade política, preocupação com a soberania, e desejo de manter a coesão social é refletido nas opiniões de muitos canadenses, que veem a diversificação industrial como um passo político e moral.

Conforme o campo das forças armadas canadenses se expande e fortalece, o futuro da defesa do país poderá depender não apenas da redução da dependência de armamentos estrangeiros, mas também da capacidade de adaptação e inovação próprias para enfrentar os desafios que ainda estão por vir. Enquanto o Canadá se prepara para uma nova era em sua estratégia de defesa, o impacto potencial sobre a economia, a segurança e as relações internacionais certamente será observado com atenção tanto em casa quanto no exterior. Por fim, esse novo capítulo na política de defesa canadense poderá redefinir as prioridades e a postura do país em um cenário mundial em rápida mudança.

Fontes: Reuters, CBC News, The Globe and Mail

Detalhes

Mark Carney

Mark Carney é um economista e político canadense, conhecido por ter sido o governador do Banco do Canadá e do Banco da Inglaterra. Ele é amplamente reconhecido por suas contribuições à política monetária e à estabilidade financeira, além de seu papel em questões de mudança climática e sustentabilidade econômica. Carney foi nomeado Primeiro-Ministro do Canadá em 2023 e tem se destacado por suas iniciativas de defesa e segurança nacional.

Resumo

O Canadá anunciou uma nova estratégia de defesa que visa aumentar a autossuficiência militar e reduzir a dependência dos Estados Unidos, que atualmente recebe 70% do orçamento canadense destinado a armamentos. O Primeiro-Ministro Mark Carney enfatizou a importância de fortalecer as capacidades defensivas do país em um cenário global incerto. O plano inclui um investimento de 85% em pesquisa e desenvolvimento na defesa, a criação de até 125.000 novos empregos e um aumento de 240% nas receitas da indústria de defesa. Além disso, o Canadá se comprometeu a atingir a meta de 2% do PIB em gastos militares da OTAN até 2025/26. A estratégia também envolve a reavaliação de contratos de defesa com os EUA e a diversificação dos mercados de defesa. O foco em uma indústria de defesa robusta é uma resposta a críticas sobre os gastos militares do país e reflete a necessidade de garantir a proteção nacional. A nova política poderá ter um impacto significativo na economia e nas relações internacionais do Canadá.

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