ADL enfrenta críticas por foco em Mamdani em vez de antissemitismo

A Liga Antidifamação é acusada de desviar foco do antissemitismo real, priorizando ataque ao candidato progressista Zohran Mamdani.

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02/01/2026, 20:31

Autor: Laura Mendes

Uma imagem impactante de um protesto urbano, com uma multidão segurando cartazes com mensagens de apoio aos direitos humanos, enquanto outros seguram bandeiras de Israel. No fundo, há um mural que critica a política atual com símbolos de antissemitismo e apoio à Palestina, criando um contraste visual e emocional forte.

Nos últimos dias, a Liga Antidifamação (ADL) se viu no centro de uma intensa controvérsia após a crítica à sua decisão de alocar recursos significativos para atacar a reputação de Zohran Mamdani, um candidato progressista à prefeitura de Nova York, em vez de se concentrar em problemas reais de antissemitismo. Essa escolha gerou um debate amplo sobre o papel da ADL no combate ao anti-judaísmo, especialmente em um momento em que o nacionalismo branco e outras formas de intolerância parecem crescer.

A ADL, historicamente reconhecida por sua luta contra o antissemitismo, recebeu uma enxurrada de críticas por sua abordagem recente, levando muitos a questionarem se a organização está realmente comprometida com a causa que diz defender. Em particular, diversos comentários expressam preocupação sobre a aparente prioridade da organização em defender Israel em detrimento da luta contra o aumento de ataques antissemitas, que têm sido evidentes nos últimos anos.

Os críticos argumentam que a ADL extrapola as alegações de Mamdani, indo tão longe a ponto de classificar cada suporte a ele como um "incidente antissemita". Isso é visto como uma tentativa de desacreditar um político que, ao mesmo tempo, critica o antissemitismo e mantém uma perspectiva anti-sionista. Este cenário se tornou um exemplo palpável de como a ADL pode estar mais preocupada com suas narrativas políticas do que com uma verdadeira luta contra a intolerância.

Muitos usuários debateram sobre a repercussão negativa que essa abordagem pode ter sobre a reputação da organização e sua credibilidade entre diferentes grupos da sociedade. Há uma percepção crescente de que a ADL se afastou de seus objetivos fundamentais – que eram garantir a segurança da comunidade judaica em um mundo que ainda enfrenta um antissemitismo perigoso e crescente.

Outra crítica levantada por internautas refere-se à ironia de como a organização parece ignorar(radicalmente) o antissemitismo vindo da extrema direita, enquanto direciona sua atenção para críticos às políticas de Israel. Essa situação gera confusão entre os próprios judeus, levando a um racha dentro da comunidade acerca de como lidar com as críticas e realidades que cercam a questão israelense-palestina. Entre apoiadores e detratores, a ADL luta para manter sua relevância em um cenário político que está rapidamente mudando.

Além disso, o papel da ADL é considerado ainda mais complexo em um contexto em que a verdade é frequentemente distorcida para atender a narrativas políticas. O grupo é acusado de transformar suas iniciativas em uma ferramenta de apoio a governos e regimes que, sob pretextos de defesa da segurança judaica, acabam deslegitimando críticas que são fundamentais para um discurso democrático mais amplo.

Com a ascensão de novas vozes na política, como a de Mamdani, muitos questionam até que ponto a ADL está disposta a se adaptar. O candidato, que almeja representar uma visão progressista, constata que o verdadeiro combate ao antissemitismo envolve mais do que apenas defender Israel; a ênfase deve ser na promoção de justiça e na criação de um diálogo genuíno que enfrente desafios comuns.

Por sua vez, a ADL parece operar sob pressão, especialmente em um mundo em que redes sociais permitem o surgimento de narrativas alternativas e engajadoras. Várias comunidades, incluindo segmentos mais jovens de judeus americanos, começaram a expressar insatisfação com a forma como a ADL articula sua missão. Isso se deve, em grande parte, à necessidade de integrar uma maior diversidade de opiniões e experiências dentro de suas políticas.

Em suma, a situação da ADL levanta questões fundamentais acerca de sua abordagem e eficácia na luta contra o antissemitismo. A tensionada relação entre seu mandato público e a identificação de novas realidades políticas poderá ter um impacto duradouro sobre seu papel e respeito dentro e fora da comunidade judaica. Uma transformação significativa nas prioridades da ADL pode ser necessária para restaurar a confiança e, mais importante, para fazer uma diferença efetiva no combate à intolerância que assola não apenas os judeus, mas diversas comunidades ao redor do mundo. A diversidade de vozes e experiências deve ser valorizada e, essencialmente, reintegrada ao discurso atual se a ADL realmente pretende cumprir sua missão de combate à intolerância.

Fontes: The New York Times, The Guardian, BBC News, Al Jazeera

Detalhes

Liga Antidifamação (ADL)

A Liga Antidifamação (ADL) é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1913, dedicada à luta contra o antissemitismo e outras formas de discriminação. Com sede em Nova York, a ADL se tornou um defensor proeminente da segurança da comunidade judaica e da promoção da justiça e igualdade. Ao longo dos anos, a organização tem se envolvido em diversas campanhas educacionais e de advocacia, embora tenha enfrentado críticas por sua abordagem em questões contemporâneas relacionadas ao antissemitismo e às políticas de Israel.

Resumo

Nos últimos dias, a Liga Antidifamação (ADL) enfrentou uma controvérsia significativa após ser criticada por direcionar recursos para atacar a reputação de Zohran Mamdani, um candidato progressista à prefeitura de Nova York, em vez de focar no combate ao antissemitismo. Essa decisão gerou um debate sobre o papel da ADL na luta contra o anti-judaísmo, especialmente em um momento de crescente nacionalismo branco e intolerância. Historicamente, a ADL é reconhecida por sua luta contra o antissemitismo, mas sua abordagem recente levantou dúvidas sobre seu compromisso com essa causa. Críticos afirmam que a organização exagera as alegações contra Mamdani, tratando qualquer apoio a ele como um "incidente antissemita", o que pode prejudicar sua credibilidade. Além disso, a ADL é acusada de ignorar o antissemitismo da extrema direita enquanto se concentra em críticos das políticas de Israel, provocando divisões dentro da comunidade judaica. A situação é ainda mais complexa em um contexto onde a verdade é frequentemente distorcida para se adequar a narrativas políticas. A ascensão de novas vozes, como a de Mamdani, questiona a disposição da ADL em se adaptar. Para restaurar a confiança e efetivamente combater a intolerância, a ADL pode precisar reavaliar suas prioridades e integrar uma maior diversidade de opiniões em sua missão.

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