09/01/2026, 18:20
Autor: Felipe Rocha

Em uma escalada das tensões entre Moscovo e Kyiv, a Rússia realizou recentemente o disparo de um míssil hipersônico Oreshnik, um sistema de armamento avançado que possui a capacidade de carregar ogivas nucleares. O ataque foi direcionado a um alvo na Ucrânia, marcado como uma resposta ao que o Kremlin afirma ser um ataque ucraniano a uma das residências do presidente Vladimir Putin em Novgorod, ocorrido no final do ano passado. No entanto, as autoridades ucranianas refutaram a alegação de qualquer ataque desse tipo, colocando em questão a veracidade das alegações russas. De acordo com relatórios, o Oreshnik é um míssil de longo alcance com capacidade de atingir alvos a até 5.500 km, significando que pode alcançar qualquer lugar da Europa e até partes da costa oeste dos Estados Unidos a partir de bases russas.
Especialistas em defesa e segurança estão analisando as características do Oreshnik, que, segundo Putin, é "irresistível" e pode viajar a mais de dez vezes a velocidade do som. Embora o ex-presidente tenha declarado que seu poder destrutivo é comparável ao de armas nucleares, alguns analistas salientam que a designação de “hipersônico” pode ser uma retórica exagerada, uma vez que muitos mísseis balísticos também alcançam velocidades hipersônicas durante a fase terminal de sua trajetória. A confusão acerca dos termos pode ser vista como uma tentativa deliberada de incitar medo, ao invés de uma verdadeira inovação tecnológica.
A complexidade do Oreshnik reside na sua capacidade de manobrar ao longo de sua trajetória, tornando-o dificultoso de interceptar, ainda que existam sistemas de defesa como o Arrow 3, adquirido recentemente pela Alemanha, que oferecem uma defesa teórica contra mísseis desse tipo. A situação ressalta a crescente necessidade de estratégias de defesa aprimoradas, uma vez que os mísseis hipersônicos, como os Oreshnik e os Kinzhals, desafiam as abordagens convencionais de defesa aérea existentes.
A reação a este ataque tem sido mista. Enquanto alguns cidadãos ucranianos expressam alívio por uma resposta acelerada à escalada, outros temem por mais perdas e danos em um conflito que já devastou tantas vidas e infraestruturas. A Rússia parece estar utilizando essa nova tecnologia como uma forma de intimidar tanto a Ucrânia quanto os aliados ocidentais, que têm se mostrado solidários à Kyiv com fornecimento de armamentos e apoio financeiro.
Testemunhas do ataque relataram um som estrondoso antes de as explosões ocorrerem, indicando que o míssil foi lançado em alta velocidade e possivelmente sem a detecção prévia pelas autoridades ucranianas. Este fator é especialmente alarmante para as populações em áreas próximas à linha de frente, como Kyiv, onde é comum esperar um breve aviso antes de um ataque.
Por outro lado, mundos da defesa e da política estão se repletindo a respeito das reais capacidades do Oreshnik. Críticos questionam a necessidade de rotular esses mísseis como "hipersônicos", descrevendo isso como uma tendência desnecessária no jargão militar. Muitas vezes, essas denominações podem tornar-se ferramentas de propaganda, enquanto a segurança e a capacidade de defesa crítica permanecem em um estado vulnerável.
Diante de um cenário tão volátil, a resposta da comunidade internacional e de outras potências globais ainda é um campo de incerteza. Algumas lideranças ocidentais expressaram preocupação com a escalada e destacaram a necessidade de ações diplomáticas imediatas para evitar uma piora do conflagrado. O futuro das relações entre Rússia e Ucrânia, e as implicações globais que advêm de um ataque a um míssil hipersônico, permanecem um tópico que exigirá vigilância e análise contínuas.
Agradecendo os esforços das organizações de notícias e os analistas que esmiuçaram a situação, o mundo observa enquanto as duas nações se agarram a um dos mais intensos conflitos da Era Moderna, determinado por novas tecnologias de armamento e uma balança de poder que parece estar em constante movimentação.
Fontes: BBC News, Reuters, Al Jazeera
Resumo
A Rússia disparou recentemente um míssil hipersônico Oreshnik contra um alvo na Ucrânia, em resposta a um suposto ataque ucraniano à residência do presidente Vladimir Putin. As autoridades ucranianas negam qualquer envolvimento nesse ataque, levantando dúvidas sobre as alegações russas. O Oreshnik, com alcance de até 5.500 km, é descrito por Putin como "irresistível", capaz de viajar a mais de dez vezes a velocidade do som. No entanto, especialistas questionam a necessidade de rotular esses mísseis como hipersônicos, sugerindo que pode ser uma estratégia de intimidação. A complexidade do Oreshnik, que pode manobrar durante o voo, representa um desafio para sistemas de defesa como o Arrow 3, adquirido pela Alemanha. A reação à escalada tem sido mista entre os ucranianos, com alguns aliviados e outros temerosos. A comunidade internacional observa com preocupação, destacando a necessidade de ações diplomáticas para evitar uma intensificação do conflito, que já causou imensas perdas e danos.
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