Reza Pahlavi busca apoio ocidental em meio a protestos no Irã

O autoproclamado príncipe herdeiro do Irã se apresenta como líder em meio a intensos protestos populares, provocando questionamentos sobre seu papel na política atual.

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10/01/2026, 18:48

Autor: Felipe Rocha

Uma cena vibrante das ruas do Irã repletas de manifestantes segurando bandeiras e cartazes em protesto, com expressões de determinação e esperança, em meio a um clima de intensa mobilização civil e foco na busca por liberdade. A imagem deve capturar a diversidade do povo iraniano, mostrando mulheres e homens em uníssono, com uma grande bandeira do Irã ao fundo, evocando um forte sentimento de unidade e luta pela democracia.

O clima de tensão no Irã tem aumentado significativamente nos últimos dias, acompanhado por protestos em massa que demandam mudanças políticas e sociais. O autoproclamado príncipe herdeiro Reza Pahlavi, que se apresenta como uma figura unificadora da oposição, tem chamado a atenção sobre sua vontade de implementar uma democracia secular no país. Entretanto, ele não contará com o apoio de líderes internacionais, incluindo a administração do presidente dos Estados Unidos, que decidiu não se encontrar com Pahlavi em meio ao agravamento da situação no país.

Os protestos iranianos, que começaram em resposta ao descontentamento com a repressão governamental e a crise econômica, se intensificaram e agora exigem a derrubada do regime atual. Pahlavi, que vive no exílio e é visto por muitos como uma figura controversa, tem buscado capitalizar essa revolta popular. Críticos, no entanto, levantam questões sobre sua legitimidade e sua falta de presença ativa nas questões que afligem o povo iraniano ao longo dos anos. Um dos comentários observou que ele nunca foi uma liderança visível nos momentos críticos da história do Irã, o que levanta dúvidas sobre sua autenticidade como líder de um movimento popular.

Além disso, a história do Irã revela um cenário complexo sobre a formação da atual república islâmica. A queda do primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, em 1953, após um golpe apoiado pela CIA, que reinstalou o xá Mohamed Reza Pahlavi, trouxe o país de volta a uma monarquia que rapidamente se tornaria uma ditadura brutal sob o regime do aiatolá Khomeini. Essa transição é frequentemente utilizada por críticos para questionar a legitimidade e as capacidades atuais de Pahlavi como representante de uma nova mudança.

Em meio a uma revolução democrática, a ideia de Pahlavi retornar ao poder revive antigas fissuras e desconfianças entre os iranianos. Há um debate acalorado sobre se ele realmente representa os interesses do povo ou se é apenas um oportunista tentando se beneficiar da instabilidade atual. As vozes populares ressoam nas ruas do Irã pedindo uma mudança real, e muitos argumentam que a alternativa para a monarquia não é a restauração de um antigo regime, mas sim a construção de uma nova república democrática que escute e atenda às necessidades da população.

Os comentaristas também mencionaram o paradoxo de Pahlavi pedir aos manifestantes que arrisquem suas vidas nas ruas, enquanto ele permanece seguro fora do país. Esse dualismo levanta uma crítica que ecoa no coração da oposição ao regime: é fácil incentivar os outros a lutar enquanto se está protegido da linha de frente, uma realidade que cada vez mais os cidadãos iranianos estão se recusando a ignorar.

Com a recusa de líderes ocidentais em reconhecer Pahlavi como uma solução para a crise iraniana, a questão sobre qual direção o movimento popular tomará continua em aberto. As vozes que clamam por democracia e direitos humanos são mais fortes do que nunca, desafiando tanto o governo quanto figuras que se apresentam como alternativas viáveis, mas que carecem da genuína conexão com as lutas do dia a dia dos iranianos.

O movimento em direção a um Irã democrático e republicano não é apenas uma reedição de antigas estruturas de poder; ele se baseia nas experiências e aspirações de um povo que busca dignidade, direitos e reconhecimento plural em um país que tem sofrido com a repressão. A situação no Irã continua a evoluir, e a atenção global permanece focada sobre o que esta nova onda de protestos pode significar para o futuro da nação e para a estabilidade da região.

O dilema de Pahlavi se torna assim um símbolo do maior conflito entre a memória histórica e a aspiração de um novo futuro, fazendo do Irã um microcosmo das lutas contemporâneas por democracia e justiça.

Diante de todas essas complexidades, a potência dos protestos, a falta de um líder que seja realmente representativo e as velhas histórias de opressão moldam um cenário em que o povo iraniano luta por sua verdadeira emancipação. A busca por um novo futuro se entrelaça com a recusa a aceitar figuras do passado, indicando que a luta pelo Irã está longe de terminar.

Fontes: BBC Brasil, Al Jazeera, The Guardian, Folha de São Paulo.

Detalhes

Reza Pahlavi

Reza Pahlavi é o autoproclamado príncipe herdeiro do Irã e figura central da oposição ao regime atual. Filho do último xá do Irã, Mohamed Reza Pahlavi, ele vive em exílio desde a Revolução Islâmica de 1979. Pahlavi se apresenta como defensor da democracia secular no Irã, mas sua legitimidade é frequentemente questionada devido à sua ausência em momentos críticos da história iraniana e ao seu status de exilado.

Resumo

O clima de tensão no Irã aumentou com protestos em massa exigindo mudanças políticas e sociais. O autoproclamado príncipe herdeiro Reza Pahlavi, que se apresenta como uma figura unificadora da oposição, busca implementar uma democracia secular, mas não conta com o apoio de líderes internacionais, incluindo os Estados Unidos. Os protestos, que começaram devido à repressão governamental e à crise econômica, agora clamam pela derrubada do regime. Pahlavi, vivendo no exílio, é visto como controverso e sua legitimidade é questionada, uma vez que não tem sido uma liderança visível em momentos críticos da história do Irã. O debate sobre sua autenticidade como líder de um movimento popular é acirrado, especialmente com sua chamada para que os manifestantes arrisquem suas vidas enquanto ele permanece seguro fora do país. A recusa de líderes ocidentais em reconhecê-lo como solução para a crise levanta dúvidas sobre a direção do movimento popular, que busca uma verdadeira emancipação e uma nova república democrática, em vez de uma restauração de antigas estruturas de poder.

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