14/02/2026, 10:43
Autor: Laura Mendes

No último sábado, o ex-jogador Raí, reconhecido tanto por sua trajetória no futebol quanto por seu ativismo social, fez uma declaração impactante durante o desfile de Carnaval da Acadêmicos do Tatuapé, em São Paulo. Representando um importante aspecto da luta social, Raí abordou a baixa presença de atletas em movimentos progressistas e atribuiu isso à "falta de informação, conscientização e formação". O desfile deste ano homenageou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com o enredo "Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra".
Em sua fala, Raí destacou que a falta de conscientização política é um obstáculo significativo para que muitos atletas se engajem em causas sociais. Ele comentou sobre a trajetória de jogadores que, ao longo de suas carreiras, abandonaram a escola em busca do sonho de se tornar profissionais no futebol. O ex-atleta observou que aqueles que conseguem suceder muitas vezes se tornam "projetos de ricos sem consciência social", ignorando as realidades que envolvem seu país e sua gente.
Raí enfatizou a importância de um maior acesso à informação, não apenas para os jogadores, mas para a sociedade como um todo. "Quanto mais a gente municiar de informações e conscientizar a população do que a gente pode ser — um país rico, justo e mais igualitário —, seremos um país melhor", afirmou, defendendo que a educação deve ser a base para qualquer mudança social que se aspire.
O evento revelou-se não apenas como uma celebração do Carnaval, mas como uma plataforma para visibilidade política e cultural, com o objetivo de fomentar o debate sobre a reforma agrária e outras questões sociais urgentes. Raí estará desfilando ao lado de figuras de destaque como o jornalista Chico Pinheiro e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, demonstrando a união entre arte, cultura e ativismo social.
Essa iniciativa reflete uma tendência crescente de artistas e figuras públicas se unirem em torno de causas sociais e políticas. A união de Raí com o MST, que busca promover uma distribuição de terras mais equitativa no Brasil, ressalta tanto a relevância do movimento, quanto a necessidade de figuras públicas adotarem uma postura mais proativa em relação ao ativismo. O MST, conforme ressaltado por Raí, é um exemplo para o mundo todo, não apenas por sua luta por reforma agrária, mas pela sua capacidade de mobilização e organização em torno de uma causa que eternamente será mais justa.
Esse contexto é ainda mais significativo considerando a cultura de consumo e a realidade econômica extrema vivida por muitos atletas. É bem documentado que a maioria dos jogadores de elite recebe salários que multiplicam exponentemente o que outras profissões pagam. Em um cenário em que se observa a simplificação e a espetacularização de sua imagem, é compreensível que muitos atletas se sintam afastados das preocupações sociais que afligem a massa.
Contudo, figuras como Raí, que utilizam sua plataforma para desafiar essa norma e promover uma discussão mais profunda sobre a conscientização política e a responsabilidade social, são essenciais para quebrar esse ciclo. Ele defende a ideia de que esses espaços, como o Carnaval, podem e devem ser utilizados não apenas para celebração, mas também para reflexão sobre as questões sociais que impactam o Brasil.
Raí, que é um dos poucos ex-jogadores a frequentemente se associar a movimentos sociais, traz uma nova narrativa à discussão sobre atletas e política. Sua presença no desfile do Carnaval e seus comentários sublinham a importância de não apenas se destacar em suas respectivas áreas, mas também de se empoderar como cidadões ativos em busca de um mundo mais justo, que promova equidade, direitos humanos e transformers sociais.
Em suma, a declaração de Raí ressoa com a realidade em que muitos indivíduos se encontram, onde a falta de formação política e a desconexão com as urgências sociais são desafios a serem superados. O Carnaval, com todo seu esplendor e alegria, se torna, assim, um espaço de resistência, reflexão e esperança para um futuro mais igualitário.
Fontes: Folha de São Paulo, Estadão, Agência Brasil
Detalhes
Raí, ex-jogador de futebol brasileiro, é amplamente reconhecido por sua carreira no São Paulo FC e pela seleção brasileira. Além de seu sucesso esportivo, ele é um ativo defensor de causas sociais, utilizando sua plataforma para promover a conscientização política e a educação. Raí é conhecido por seu envolvimento com movimentos sociais, especialmente no que diz respeito à reforma agrária e à luta por justiça social no Brasil.
Resumo
No último sábado, o ex-jogador Raí fez uma declaração impactante durante o desfile de Carnaval da Acadêmicos do Tatuapé, em São Paulo, onde abordou a baixa presença de atletas em movimentos progressistas. Ele atribuiu essa situação à falta de informação e conscientização política, destacando que muitos jogadores abandonam a escola em busca do sonho de se tornarem profissionais. Raí enfatizou a importância do acesso à informação e da educação como base para mudanças sociais. O desfile homenageou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), promovendo o debate sobre reforma agrária e questões sociais urgentes. Raí, ao lado de figuras como o jornalista Chico Pinheiro e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, demonstrou a união entre arte, cultura e ativismo social. Ele defendeu que eventos como o Carnaval devem ser utilizados para reflexão sobre as questões sociais que impactam o Brasil, ressaltando a necessidade de figuras públicas se engajarem em causas sociais e políticas.
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