EUA intensificam influência na Venezuela adotando táticas de Putin

A política externa dos EUA enfrenta críticas por adotar estratégias similares às da Rússia, especialmente em relação ao regime de Maduro na Venezuela.

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03/01/2026, 17:31

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imagem impactante de um satélite da Terra, com a Venezuela em destaque, mostrando imagens de protestos nas ruas e um fundo que retrata a tensão política, com sombras de líderes globais como Putin e Trump se sobrepondo ao mapa, simbolizando suas influências nas políticas externas.

A crescente influência dos Estados Unidos na Venezuela, marcada pela intenção de desestabilização do regime liderado por Nicolás Maduro, tem gerado um intenso debate sobre as comparações entre as políticas externas dos dois países. Recentemente, muitos analistas e cidadãos estão traçando um paralelo entre a abordagem de Washington e a de Moscou, caracterizando o que alguns chamam de "Putinização" da política externa americana. Essa expressão surge em um contexto onde a intervenções militares e políticas são vistas como formas de imperialismo que repetem erros do passado.

Historicamente, as ações dos Estados Unidos em nações latino-americanas foram impulsionadas pela crença na promoção da democracia e pela luta contra regimes autocráticos. Contudo, agora, críticos afirmam que as intervenções recentes na Venezuela se assemelham a táticas que Moscou utiliza nos seus próprios interesses, colocando em xeque as alegações de moralidade que cercam tais intervenções. Segundo um dos comentários na discussão, a diferença entre os dois países pode ser vista como uma fachada onde os EUA alegam ser uma força global para o bem, utilizando justificações como o combate à proliferação de armas de destruição em massa.

Outro comentário relevante destaca a crítica ao uso de recursos públicos para fomentar um "terrorismo global" que, segundo o autor, serve aos interesses de aliados como Israel, levantando a questão do financiamento de ações que podem ser consideradas como agressões diretas a nações soberanas. A insatisfação com a intervenção dos EUA na América Latina não é nova, mas novas vozes estão se unindo à discussão, comparando as ações de Washington àquelas atribuídas à Rússia em suas tentativas de influenciar a política ucraniana.

O fato de que Maduro foi reconhecido por algumas administrações americanas como um presidente legítimo, enquanto é considerado um usurpador por outras, gera confusão e críticas. Ao afirmar que Maduro "não é o presidente e está apenas fingindo ser", um comentarista aponta que o reconhecimento internacional é muitas vezes manipulado como forma de legitimar intervenções. As alegações de manipulação de eleitores e fraudes eleitorais em várias eleições têm se acumulado, mas a complexidade do contexto venezuelano exige uma análise mais profunda.

A analogia entre as intervenções dos EUA na Venezuela e as ações da Rússia em outros locais é evidente para muitos. Comentários ressaltam que, enquanto os EUA realizaram ações militares e tentativas de desestabilização em países como o Afeganistão e o Iraque, a Rússia faz o mesmo na Ucrânia. Isso implica que, na prática, ambos os países buscam alcançar seus interesses estratégicos por meio de manobras que envolvem a destituição de líderes que não são alinhados aos seus interesses. A política internacional, muitas vezes, se torna um jogo de poder em que as fronteiras do certo e do errado se tornam turvas.

Analisando os desdobramentos nas relações internacionais, é evidente que a comunidade global observa com preocupação a trajetória que os EUA estão tomando em relação à Venezuela. A presença militar em outras regiões já foi instrumento da hegemonia americana ao longo das últimas décadas, mas especialistas sugerem que a abordagem atual pode provocar resistência e xenofobia ainda mais acentuada na região, o que certamente complicaria o cenário diplomático.

Além disso, a resposta interna à política externa dos EUA não é unânime. Enquanto um segmento da população vê a intervenção como necessária para combater um regime opressor, outros veem isso como uma repetição de erros passados que apenas servem para moldar a narrativa de uma América imperialista que finge defender a liberdade. Esta reflexão sobre o que é "bom" ou "mau" na política internacional, especialmente com as recentes intervenções, é um tema que continua a provocar discussões acaloradas.

A Venezuela, sob a liderança de Maduro, sempre foi um foco de intenso debate no que diz respeito às políticas dos EUA, mas a nova dinâmica provocada pela expressão "Putinização" traz à tona a necessidade de uma reavaliação crítica sobre como a política americana é percebida no cenário global. Aqueles que sustentam que os EUA e a Rússia estão jogando o mesmo jogo se preocupam com as repercussões que isso pode ter, tanto para os países afetados quanto para a reputação mundial das duas potências. O futuro da oposição ao regime de Maduro e a posição dos EUA nessa questão permanecerão em foco à medida que as tensões continuam a se intensificar na região.

Fontes: Folha de São Paulo, BBC, The Economist

Resumo

A crescente influência dos Estados Unidos na Venezuela, com a intenção de desestabilizar o regime de Nicolás Maduro, tem gerado um intenso debate sobre as comparações entre as políticas externas dos dois países. Analistas e cidadãos traçam paralelos entre a abordagem americana e a russa, caracterizando a política externa dos EUA como uma "Putinização". Críticos afirmam que as intervenções na Venezuela se assemelham às táticas da Rússia, questionando a moralidade dessas ações. A confusão sobre o reconhecimento de Maduro como presidente legítimo por algumas administrações americanas e a acusação de manipulação eleitoral complicam ainda mais o cenário. Comentários ressaltam que tanto os EUA quanto a Rússia buscam interesses estratégicos por meio de intervenções que destituem líderes não alinhados. A política externa dos EUA é vista de forma polarizada, com uma parte da população apoiando a intervenção e outra criticando-a como um erro imperialista. A expressão "Putinização" destaca a necessidade de reavaliação da política americana no cenário global, enquanto o futuro da oposição a Maduro e a posição dos EUA continuam a ser questões centrais.

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