Empresário condenado a 27 anos por matar idoso com voadora em Santos

Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos por assassinar César Fine Torresi com uma voadora, ato que chocou a população e chamou atenção para a violência urbana.

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14/01/2026, 14:22

Autor: Laura Mendes

Uma cena dramática onde um homem em pranto está ajoelhado em frente a uma placa de aviso sobre a penalidade de crimes violentos, simbolizando sua culpa e arrependimento. No fundo, um grupo de pessoas observa com expressões de indignação e tristeza, evocando um forte sentimento de justiça e compaixão pela vítima idosa.

O crime brutal que abalou Santos, litoral de São Paulo, resultou na condenação de um empresário a 27 anos de prisão. O réu, Tiago Gomes de Souza, foi responsabilizado pela morte do idoso César Fine Torresi, que sofreu um golpe mortal durante uma discussão causada por uma abordagem imprudente de trânsito. O evento destaca, mais uma vez, os problemas da violência urbana que afligem a sociedade contemporânea.

O episódio ocorreu no dia 8 de junho de 2024, quando César, um idoso de 65 anos, estava atravessando a rua com seu neto de apenas 11 anos. O garoto, em um relato que repercutiu por sua inocência, explica que estava com o avô devido ao trânsito parado. Em um momento de impaciência, Gomes de Souza freou bruscamente seu veículo, levando o idoso a se apoiar no capô do carro. A partir desse ponto, em um ato de violência desmedida, ele saiu do veículo e aplicou um golpe de "voadora" no peito da vítima, um ato que rapidamente se tornou fatal.

O julgamento de Tiago Gomes de Souza foi intensamente acompanhado pela população local, que se reuniu em frente ao Fórum da Barra Funda, onde o caso foi deliberado. O clamor por Justiça ecoou ao longo do dia, com dezenas de pessoas assistindo à reconstrução da cena crime e demonstrando solidariedade à família de César. O momento se tornou ainda mais tocante quando, durante a reconstituição, Tiago se jogou no chão, chorou e pediu desculpas, um ato que foi recebido com desconfiança por muitos presentes. Enquanto algumas pessoas demonstravam compaixão diante do arrependimento do réu, outras ressaltaram a necessidade de penalizações mais severas para atos de violência.

A legislação brasileira prevê penas agravadas para crimes cometidos contra idosos, e nesta circunstância, a juíza Patrícia Álvares Cruz aumentou a pena em um terço devido à idade da vítima, enfatizando o desrespeito absoluto ao direito à vida. Além disso, a sentença impôs uma reparação de R$ 300 mil aos herdeiros de César, o que levantou debates sobre o valor de uma vida e os direitos das vítimas de violência no país.

O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, indicou que irá recorrer da decisão, afirmando que a condenação contradiz as evidências apresentadas durante o julgamento. Casos como esse ressaltam a fragilidade da vida humana e geram questionamentos profundos sobre a efetividade da legislação e o papel da Justiça em punir de forma justa todos os responsáveis por atos de violência.

Esta situação não é um caso isolado; reflete um padrão alarmante de agressões e crimes que têm se tornado comuns nas grandes cidades brasileiras. comentários nos últimos dias indicam uma preocupação crescente com o futuro da segurança pública, bem como a necessidade de abordagens mais eficazes para prevenir a violência. A impotência do Estado em proteger seus cidadãos é um tópico recorrente nos debates, mostrando que a sociedade ainda busca respostas para a questão da violência urbana.

A condenação do empresário é vista por muitos como um passo em direção à responsabilização por atos violentos, mas ainda existe uma percepção de que as sentenças impostas não são suficientemente dissuasivas. Existiram comentários nas redes sociais sobre a necessidade de reformas mais amplas na legislação para garantir que casos de violência, especialmente contra grupos vulneráveis, como os idosos, sejam tratados com a rigorosa que merecem.

Este trágico incidente não apenas tirou a vida de um homem, mas também deixou marcas profundas em seus familiares, principalmente em seu neto, que testemunhou a cena aterradora. A questão da educação sobre a convivência social é levantada a partir de episódios como esse, já que o comportamento agressivo que culminou na morte de César é um reflexo de uma cultura que pode, muitas vezes, tolerar ou até mesmo glorificar a violência. A sociedade, portanto, se vê em um dilema: até que ponto a agressão e a brutalidade são aceitáveis, e como é possível construir um futuro onde atos como o de Tiago Gomes de Souza sejam improcedentes?

Fontes: G1, Folha de São Paulo, Estadão

Resumo

Um crime brutal em Santos, São Paulo, resultou na condenação do empresário Tiago Gomes de Souza a 27 anos de prisão pela morte do idoso César Fine Torresi, que foi agredido durante uma discussão de trânsito. O incidente ocorreu em 8 de junho de 2024, quando César, de 65 anos, estava atravessando a rua com seu neto de 11 anos. Após uma manobra imprudente, Gomes de Souza saiu do carro e desferiu um golpe fatal no idoso. O julgamento atraiu a atenção da população, que se reuniu em frente ao Fórum da Barra Funda, clamando por justiça. A juíza Patrícia Álvares Cruz aumentou a pena em um terço devido à idade da vítima e impôs uma reparação de R$ 300 mil aos herdeiros. O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, anunciou que irá recorrer da decisão. O caso destaca a crescente preocupação com a violência urbana no Brasil e a necessidade de reformas na legislação para proteger grupos vulneráveis, como os idosos.

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