Prefeituras permitem construções sem ar-condicionado e geram polêmica

Novos prédios em cidades quentes são construídos sem estrutura para ar-condicionado, provocando preocupação com conforto e saúde dos moradores.

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12/01/2026, 19:50

Autor: Laura Mendes

Uma proposta arquitetônica futurista de um prédio residencial ecológico, cercado por árvores e áreas verdes, com ventilação natural visível e painéis solares no telhado, contrastando com prédios típicos de concreto. A imagem deve transmitir frescor e inovação, mostrando o contraste entre soluções sustentáveis e a construção tradicional em ambientes urbanos quentes.

A crescente incidência de calor extremo nas cidades brasileiras vem gerando debates em torno da construção de novos prédios residenciais que não oferecem a estrutura necessária para a instalação de ar-condicionado. Este cenário se torna ainda mais alarmante considerando a rápida urbanização e a consequente pressão que o fenômeno gera nas redes elétricas já sobrecarregadas, levando a questionamentos sobre a eficácia das práticas atuais de urbanismo e planejamento habitacional. Nos comentários sobre a questão, ficou evidente a insatisfação de muitos habitantes que se sentem sufocados em ambientes cada vez mais quentes e sem ventilação. Uma das principais preocupações manifestadas foi a incapacidade da infraestrutura existente de suportar a demanda de ar-condicionado, especialmente em um país tropical como o Brasil, onde o consumo de energia tende a aumentar substancialmente nas temporadas mais quentes.

Além disso, muitos moradores têm relatado que, mesmo em prédios novos, a instalação de ar-condicionado é proibida ou altamente limitada. O programa "Minha Casa Minha Vida", voltado para ajudar famílias de baixa renda a adquirir habitação, tem sido criticado por permitir a construção de unidades com características que não atendem às necessidades climáticas específicas do país. Embora o foco seja oferecer moradia acessível, a falta de estratégias adequadas de conforto térmico acaba forçando os moradores a conviver com calor excessivo, sujeitando-os a um desgaste físico e emocional. Comentários a respeito ressaltam que a forma como as habitações são projetadas deve ter em mente o bem-estar dos habitantes, tanto no que se refere ao espaço físico quanto ao clima.

A proibição da instalação de ar-condicionado não só limita as opções de conforto, como também levanta uma série de questões sobre a saúde pública, especialmente em um contexto onde as temperaturas estão se tornando cada vez mais insuportáveis. O aumento da temperatura das cidades, combinado com a impermeabilização do solo e a escassez de áreas verdes, contribui de maneira significativa para a criação de ilhas de calor. Especialistas em urbanismo afirmam que a falta de planejamento efetivo para combater esses efeitos é uma demonstração clara da negligência das autoridades em relação a uma problemática tão premente.

Em termos de arquitetura sustentável, muitas das sugestões propostas incluem a consideração de fatores como pé-direito alto, espaços ventilados, uso estratégico de água e vegetação ao redor dos edifícios. Estes princípios de arquitetura bioclimática podem tornar as construções mais autossuficientes em relação ao consumo de energia. Regiões com prédios revestidos por árvores e paisagismo apropriado tendem a ter temperaturas internamente mais amenas e uma melhor qualidade de vida para os moradores.

Outro ponto levantado é a questão dos espaços pequenos. Com a luta por moradia crescente, muitas famílias se veem obrigadas a viver em apartamentos com área reduzida, o que torna ainda mais difícil a convivência em condições de calor, e a falta de opções de adaptação acaba por se traduzir em desconforto e desgaste ambiental. As opiniões das pessoas que habitam esses espaços demonstram que a combinação de apartamentos minúsculos e calores intensos não representa uma realidade viável para famílias maiores.

Os códigos de obra do país também foram alvo de críticas, uma vez que permitem a construção de edifícios sem a devida previsão de soluções de conforto térmico passivas que poderiam amenizar os efeitos do calor. Essa realidade levanta questões sobre o papel das autoridades em criar e implementar normas que garantam bem-estar em áreas urbanas. Para muitos, a ausência de mecanismos que exijam uma análise térmica nas construções reflete uma falta de cuidado com as pautas ambientais e sociais.

Além das preocupações práticas, este assunto interpela discussões mais amplas sobre o futuro das cidades e as políticas de habitação que precisam ser repensadas. Se o Brasil realmente deseja se transformar em um espaço que priorize a qualidade de vida completamente, é necessário um comprometimento com a adequação das construções às condições climáticas locais, investindo em soluções que tornem as moradias não apenas habitáveis, mas também saudáveis e sustentáveis. A reflexão proposta por estas questões é fundamental para moldar um espaço urbano que respeite o planeta e seus habitantes.

Fontes: Folha de São Paulo, G1, The Guardian, Construbusiness, Instituto de Arquitetura e Urbanismo

Resumo

A crescente incidência de calor extremo nas cidades brasileiras tem gerado debates sobre a construção de novos prédios residenciais que não suportam a instalação de ar-condicionado. A rápida urbanização e a pressão sobre as redes elétricas já sobrecarregadas levantam questões sobre a eficácia do urbanismo atual. Moradores expressam insatisfação com a falta de ventilação e a proibição da instalação de ar-condicionado, especialmente em unidades do programa "Minha Casa Minha Vida", que não atendem às necessidades climáticas do país. A falta de estratégias de conforto térmico força os habitantes a conviver com calor excessivo, afetando sua saúde e bem-estar. Especialistas em urbanismo criticam a ausência de planejamento para combater as ilhas de calor e sugerem princípios de arquitetura sustentável, como pé-direito alto e vegetação ao redor dos edifícios, para melhorar a qualidade de vida. Além disso, a construção de apartamentos pequenos em meio ao calor intenso gera desconforto, evidenciando a necessidade de repensar os códigos de obra e as políticas de habitação no Brasil para garantir um futuro urbano mais saudável e sustentável.

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