10/01/2026, 16:20
Autor: Laura Mendes

Um recente incidente a bordo de um voo da WestJet gerou polêmica e levantou questões sobre o atendimento ao cliente e respeito aos passageiros. Dave Rogers, residente de Redcliff, Alberta, está no centro da controvérsia após relatar que um comissário de bordo tocou sua barriga e comentou sobre seu peso durante um voo que fazia de Edmonton a Mazatlan na véspera de Natal. O caso despertou reações variadas, refletindo as tensões sociais e culturais em torno da discriminação relacionada ao peso e à adequação nas interações profissionais.
Rogers, que é um ex-militar, descreveu a experiência como desconfortável e inapropriada. "Ele deu um tapinha na minha barriga e disse: ‘esse é o resultado’", afirmou Rogers ao detalhar o momento embaraçoso. Em resposta ao que considerou uma violação de suas fronteiras pessoais, o passageiro decidiu formalizar uma reclamação à companhia aérea, solicitando compensação por meio de um voucher de voo ou pontos. No entanto, sua solicitação foi negada pela empresa, que alegou a falta de evidências que comprovassem a interação.
Após a denúncia, a WestJet emitiu uma declaração informando que leva essas questões a sério e que a situação está sendo revisada internamente. A companhia prometeu que tomará as medidas apropriadas, ressaltando a importância de uma experiência positiva para os passageiros. No entanto, a negativa em oferecer compensação gerou críticas entre aqueles que acreditam que ações como as do comissário de bordo não deveriam ser toleradas.
Os comentários dos usuários em discussões sobre o incidente refletem um misto de apoio a Rogers e desprezo pelo atendimento ao cliente da companhia aérea. Alguns usuários observam que o setor de aviação, em geral, enfrentou um declínio na qualidade do serviço, especialmente após a pandemia de COVID-19. Vários comentários insinuam que o antigo prestígio da WestJet na prestação de serviços pode ter se perdido, e muitos passageiros agora optam por companhias como a Air Canada, que promete um serviço mais atencioso e refeições em seus voos.
Muitos comentadores também abordaram a natureza da interação em si, questionando a ética do toque físico sem consentimento. Uma observação pertinente foi feita sobre o fato de que o tratamento profissional deve respeitar as fronteiras pessoais dos passageiros, independentemente do contexto. Essa interação, embora não tenha sido considerada agressão por Rogers, levanta questões sobre como os funcionários devem abordar os passageiros, especialmente em um espaço tão confinado como um avião.
Adicionalmente, o atendimento ao cliente e a cultura empresarial estão passando por um intenso escrutínio. Vários usuários expressaram seu descontentamento com a reputação da WestJet, e um deles chegou a afirmar que a empresa agora está competindo com a Air Canada para determinar qual delas está se tornando a pior companhia aérea do Canadá. Observações sobre a deterioração do serviço ao cliente na WestJet destacaram que, há anos, a companhia era conhecida por sua abordagem amigável e profissional, elementos que parecem estar desaparecendo.
As reações ao incidente de Rogers também refletem uma mudança cultural em como a sociedade aborda questões de peso e aparência. O debate não se limita apenas ao ato em si, mas se estende a uma discussão maior sobre a aceitação e a normalização de temas que antes eram considerados parte do cotidiano, mas que agora são vistos como ofensivos e inaceitáveis. A crítica à interação também sugere que, mesmo que Rogers não tenha se sentido agredido, a situação poderia ter sido percebida de maneira diferente se o comissário de bordo tivesse se dirigido a uma passageira do sexo feminino, levantando assim questões sobre desigualdade de gênero nas interações.
Enquanto a WestJet se prepara para enfrentar as repercussões deste incidente, o descontentamento de passageiros como Rogers indica que a companhia aérea tem um caminho difícil pela frente. O caso pode ser um ponto de virada para discussões sobre o atendimento ao cliente na aviação e a necessidade crescente de normas mais rígidas sobre interações entre funcionários e passageiros. Será que a WestJet conseguirá restaurar a imagem que uma vez teve, ou continuará a lutar para se manter relevante em um mercado competitivo onde o respeito e a qualidade de serviço são os diferenciais essenciais? O desfecho dessa situação e suas implicações para a companhia são questões que muitos passageiros irão acompanhar de perto.
Fontes: The Canadian Press, CBC News, Globe and Mail
Detalhes
A WestJet Airlines é uma companhia aérea canadense fundada em 1996, conhecida por oferecer tarifas acessíveis e um serviço amigável. Com sede em Calgary, Alberta, a empresa opera voos domésticos e internacionais, sendo uma das principais transportadoras do Canadá. A WestJet é reconhecida por sua abordagem centrada no cliente, embora tenha enfrentado críticas nos últimos anos sobre a qualidade do atendimento e a experiência do passageiro, especialmente após a pandemia de COVID-19.
Resumo
Um incidente a bordo de um voo da WestJet gerou polêmica após o passageiro Dave Rogers relatar que um comissário de bordo tocou sua barriga e comentou sobre seu peso. Rogers, um ex-militar, descreveu a interação como desconfortável e inapropriada, levando-o a formalizar uma reclamação à companhia aérea, que foi negada por falta de evidências. A WestJet afirmou que está revisando a situação e que leva a sério questões de atendimento ao cliente. No entanto, a negativa de compensação gerou críticas e levantou discussões sobre a ética do toque físico sem consentimento e a deterioração do serviço ao cliente na aviação, especialmente após a pandemia. Comentários de usuários refletem apoio a Rogers e descontentamento com a reputação da WestJet, que antes era conhecida por seu bom atendimento. O caso também destaca questões culturais sobre a aceitação do peso e a desigualdade de gênero nas interações, indicando que a companhia pode enfrentar desafios significativos para restaurar sua imagem no mercado.
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