John Dewey defende controle popular sobre produção e liberdade civil

Pensamentos de John Dewey ganham nova luz ao enfatizar a necessidade de empoderamento dos cidadãos na sociedade moderna.

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10/01/2026, 20:09

Autor: Laura Mendes

Uma cidade moderna em um dia ensolarado, com pessoas se reunindo em um parque, conversando e interagindo. Em primeiro plano, uma mesa com pessoas organizando suprimentos e equipamentos, simbolizando a preparação e a prontidão. Ao fundo, painéis com mensagens sobre democracia e empoderamento dos cidadãos, em um estilo vibrante.

Em uma era marcada por crescentes desigualdades e desafios à democracia, o legado de John Dewey, um educador e filósofo do início do século XX, ressoa fortemente nos debates contemporâneos sobre o papel dos cidadãos na governança. Dewey acreditava que, para garantir um governo verdadeiramente democrático, o poder deveria ser nas mãos do povo. Um dos aspectos mais proeminentes de seu pensamento é a afirmação de que "quem possui os meios de produção, troca, publicidade, transporte e comunicação, reina sobre a vida do país". Este conceito provoca reflexões sobre a estrutura das sociedades modernas e a necessidade de um maior controle civil sobre meios essenciais que moldam a vida cotidiana.

Na prática, isso significa que, para reestabelecer uma democracia verdadeira, a população deve ter acesso e controle sobre os recursos vitais como a terra, os bancos e as agências de produção e distribuição. A relevância do pensamento de Dewey se destaca à luz das recentes crises de representação política e econômica, além das tensões sociais que têm surgido em várias partes do mundo. A luta por maior controle e empoderamento dos trabalhadores e cidadãos é, sem dúvida, um tema central no discurso atual.

Por outro lado, a mensagem contida nos comentários em torno da postagem sobre Dewey também enfatiza uma direção individual e coletiva que as pessoas podem tomar. Um comentário particularmente contundente sugere que cada indivíduo deve estar pronto, não apenas de forma mental e espiritual, mas fisicamente, reconhecendo a importância de estar preparado para qualquer eventualidade. Essa postura de prontidão se alinha à ideia de que, para exercer melhor o controle sobre suas vidas e ambientes, é fundamental que as pessoas cuidem de sua saúde e mantenham uma comunidade de apoio.

Além disso, muitos dos princípios apresentados no comentário incluem manter-se informado e em boas condições físicas, o que é essencial para capacitar os cidadãos a enfrentarem adversidades. A ideia de que a comunicação e a camaradagem entre grupos são vitais para resistir a qualquer imposição sobre as liberdades civis se torna um imperativo forte. Em um mundo dominado por tecnologias que não apenas facilitam a comunicação, mas também a vigilância, criar redes de comunicação fora dos canais tradicionais pode ser uma estratégia eficaz para construir resiliência comunitária.

De fato, o comentário se desvia um tanto do foco principal nas ideias de Dewey, mas ao mesmo tempo, reforça a importância de pessoas preparadas e unidas. O potencial que um grupo bem preparado possui inspira confiança e oferece uma base sólida para ações coletivas. O cuidado físico e emocional, a preparação para situações incertas e a construção de uma rede de suporte comunitário parecem ser a chave para resgatar a autonomia enfrentada em tempos de crise.

Ademais, diante do crescente controle por parte das elites sobre as dimensões fundamentais da vida econômica e social, a chamada à ação aqui não é apenas sobre individualismo, mas sobre a criação de coletivos que possam se organizar em torno de ideais comuns desafiadores. Ao unir os cidadãos em uma missão comum de empoderamento, a sociedade pode começar a retomar o controle que, historicamente, foi retirado de suas mãos por estruturas de poder centralizados.

Dessa forma, refletir sobre o legado de Dewey implica não apenas entender os conceitos de controle e poder civil, mas também a relevância de atualizações nas práticas e princípios que orientam a vida em comunidade. Cada um é convidado a tomar ações, a formar grupos de apoio e a, em última análise, estar preparado para agir, sem medo, mas com a consciência de seu papel em um sistema democrático.

Assim, as mensagens contidas nas reflexões sobre o pensamento de Dewey e nas diretrizes pessoais sobre prontidão formam um quadro instigante. Reunindo o saber histórico e a prática contemporânea, somos levados a assumir uma posição ativa, engajada e transformadora que pode ajudar a moldar uma sociedade onde as vozes da população prevalecem, as liberdades civis são respeitadas e os direitos são garantidos em um verdadeiro espírito democrático.

Fontes: Cornell University Press, BBC, The New York Times

Resumo

O legado de John Dewey, educador e filósofo do início do século XX, é relevante nos debates atuais sobre democracia e cidadania. Dewey defendia que o poder deveria estar nas mãos do povo e alertava sobre o controle das elites sobre os recursos essenciais da sociedade. Para reestabelecer uma democracia verdadeira, é necessário que a população tenha acesso e controle sobre bens vitais como terra e bancos. A luta por empoderamento dos cidadãos e trabalhadores é central nas discussões contemporâneas. Comentários sobre Dewey enfatizam a importância da prontidão individual e coletiva, destacando que estar informado e em boas condições físicas é essencial para enfrentar adversidades. A comunicação e a camaradagem são vitais para resistir a imposições sobre as liberdades civis. A reflexão sobre o legado de Dewey sugere que a criação de coletivos e redes de apoio pode ajudar a retomar o controle perdido para estruturas de poder centralizadas, promovendo uma sociedade onde as vozes da população prevalecem e os direitos são respeitados.

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