Vivo altera condições de internet com bônus confusos e limita velocidade

Vivo implementa novas condições em seus planos de internet, reduzindo velocidade e utilizando bônus controversos, o que gera descontentamento entre usuários.

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16/01/2026, 16:57

Autor: Felipe Rocha

Uma ilustração surrealista que retrata uma pessoa frustrada olhando para um computador com gráficos de velocidade de internet confusos. No fundo, uma imagem satírica de uma empresa de telecomunicações, como uma planta que cresce mas nunca floresce, simbolizando promessas não cumpridas. O cenário deve ser dramático, com cores vibrantes e um toque de humor negro.

No dia de hoje, 15 de outubro de 2023, a Vivo, uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, enfrenta uma onda de insatisfação entre seus clientes devido a novas mudanças nas condições dos seus planos de internet. Os usuários relatam que a empresa está utilizando um esquema envolvendo bônus de velocidade que pode enganar os consumidores e provocar uma série de questões legais e éticas.

Muitos clientes têm afirmado que, apesar de contratarem planos com velocidades de até 600 megabits por segundo (Mbps), na prática, têm recebido velocidades drasticamente inferiores. De acordo com os relatos, os usuários estão experimentando entregas de velocidade que chegam a 0,1 Mbps, o que é inadequado para a maioria das atividades online atuais, como streaming de vídeo e trabalhos que exigem uma boa conexão. Um dos comentários destaca que se a velocidade é declarada como um bônus, a operadora parece se eximir da responsabilidade de entregar a velocidade total contratada.

Essa percepção é corroborada pelo entendimento de que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabelece que as operadoras devem garantir uma entrega mínima de 40% da velocidade contratada. Com a inclusão de bônus como parte da velocidade total, a Vivo é acusada de manipular os números de modo a parecer que cumpre suas obrigações, mesmo quando na realidade está fornecendo muito menos. Um usuário afirmou que, por essa lógica, a operadora estaria, tecnicamente, apenas obrigada a oferecer 68 kilobits por segundo em certas circunstâncias, o que levanta alarmes sobre a qualidade do serviço prestado.

Outro aspecto que vem se destacando nos comentários é a suposta prática da Vivo de cortar imediatamente o bônus de velocidade em caso de atraso no pagamento. Vários clientes relataram uma prática em que, ao atrasar um único dia, a velocidade é reduzida para apenas 0,1 Mbps, o que só permite a realização de tarefas extremamente básicas. Essa medida não só irrita os usuários, mas também levanta dúvidas sobre a legalidade e a transparência da operação da empresa. Um cliente mencionou que a mudança na forma de comunicar essa redução parece ser apenas uma tentativa de se esquivar das responsabilidades legais em relação à entrega de serviços de internet.

Além disso, a nova prática da Vivo pode, potencialmente, incitar uma onda de ações judiciais. Um dos comentários alerta para o fato de que, se a empresa acabar cortando indevidamente o acesso à internet de seus clientes, as reclamações podem resultar em consequências legais, forçando a companhia a rever suas políticas. Em um mercado tão competitivo, onde a satisfação do cliente é crucial, essa abordagem duvidosa poderia resultar em perdas significativas para a empresa.

Os consumidores também questionam a clareza das informações que a operadora as fornece. Com o tema da transparência na comunicação de serviços essenciais se tornando cada vez mais relevante, espera-se que a Vivo seja responsabilizada por suas práticas comerciais. A necessidade de informar de forma clara e precisa sobre o que está sendo contratado é um direito do consumidor que deve ser respeitado.

Por fim, é importante notar que a mudança nas condições de serviços de internet não é um problema isolado, mas parte de um padrão observado em várias operadoras no Brasil. Isso reflete uma atmosfera de desconfiança crescente entre os usuários, que buscam não apenas velocidades de internet mais rápidas, mas também maior verdade nas promessas feitas pelas operadoras.

Em resposta a esse cenário, os clientes estão se mobilizando e manifestando suas experiências de formas variadas, pelo que promete ser uma intensa discussão sobre as obrigações que as operadoras de telecomunicações têm para com seus consumidores e a regulamentação necessária para proteger os direitos do usuário no Brasil. Enquanto isso, espera-se que a Anatel possa tomar medidas adequadas para regularizar e garantir a justiça nas práticas de provisionamento de internet existente no país, que continua a ser um serviço essencial para a vida moderna.

Fontes: Folha de São Paulo, Anatel, Consumidor.gov.br

Detalhes

Vivo

A Vivo é uma das maiores operadoras de telecomunicações do Brasil, oferecendo serviços de telefonia fixa e móvel, internet banda larga e TV por assinatura. Parte do grupo Telefónica, a Vivo se destaca por sua extensa cobertura e por ser pioneira em inovações tecnológicas no setor. A empresa tem enfrentado críticas e desafios relacionados à qualidade de seus serviços e à transparência nas comunicações com os consumidores.

Resumo

No dia 15 de outubro de 2023, a Vivo, uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, enfrenta uma onda de insatisfação entre seus clientes devido a mudanças nas condições de seus planos de internet. Os usuários relatam que a empresa utiliza um esquema de bônus de velocidade que pode enganar os consumidores, resultando em velocidades muito inferiores às contratadas. Muitos clientes afirmam que, apesar de pagarem por planos de até 600 Mbps, estão recebendo apenas 0,1 Mbps, inadequado para atividades online. Essa prática levanta questões legais, já que a Anatel exige que as operadoras garantam uma entrega mínima de 40% da velocidade contratada. Além disso, a Vivo é acusada de cortar rapidamente o bônus em caso de atraso no pagamento, gerando mais descontentamento e dúvidas sobre a legalidade de suas ações. A situação pode incitar ações judiciais e reflete uma crescente desconfiança entre os usuários em relação às operadoras de telecomunicações no Brasil. Os consumidores pedem maior transparência e responsabilização das empresas, enquanto a Anatel é esperada para intervir e regularizar as práticas do setor.

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