18/02/2026, 02:41
Autor: Felipe Rocha

A empresa Verizon, uma das principais operadoras de telefonia nos Estados Unidos, está gerando desconforto entre seus usuários ao atrasar o desbloqueio de aparelhos após pagamento integral. De acordo com relatos de clientes, o processo de liberação pode levar até 35 dias, deixando muitos consumidores frustrados e questionando as práticas da empresa, que é conhecida por seu forte abrangência de cobertura e serviços em inúmeras regiões do país.
Após adquirir um smartphone, muitos consumidores esperam que o desbloqueio ocorra de forma imediata, especialmente após a quitação total do aparelho. No entanto, a realidade se mostra diferente. Uma série de comentários de usuários aponta que, em algumas situações, aparelhos que foram vendidos anteriormente e pagos totalmente, acabam sendo bloqueados pela operadora semanas depois, gerando uma série de complicações na transição para novas operadoras e no uso contínuo do dispositivo.
Vários consumidores relatam que a Verizon é a única operadora com serviço adequado em suas áreas de trabalho, o que limita as opções de troca. Um usuário relatou que, apesar de ter feito o pagamento, seu celular ficou bloqueado, tornando-se um grande desafio resolver a situação devido à dificuldade em contatar o suporte ao cliente. "É uma completa perda de tempo e muito difícil conseguir contato com alguém, já que minha conta estava 'fechada'", comentou um dos usuários frustrados.
O bloqueio de aparelhos celulares após a quitação do pagamento não é uma prática única da Verizon, mas se alinha a uma tendência observada nas políticas de outras operadoras de telecomunicações. Muitos consumidores observam que mesmo após pagarem totalmente pelos seus dispositivos, a política de desbloqueio é um entrave. Outro usuário destacou a falta de transparência em relação ao prazo e as possíveis taxas adicionais que podem surgir nesse processo. “Isso é intencional. Os 30 dias são para que possam tentar incluir taxas ocultas, etc. Qualquer coisa para atrasar a transação”, disse um comentarista insatisfeito.
A legislação em relação ao bloqueio de aparelhos celulares tem se concentrado na proteção ao consumidor nos últimos anos, mas ainda apresenta lacunas que podem prejudicar os usuários, como apontado por um comentador que mencionou que "nos últimos 10 anos, a legislação tem se concentrado em coisas que não beneficiam o consumidor". Essa crítica ressoa com muitos que acreditam que as operadoras se aproveitam da desinformação de seus clientes e da falta de regulamentações mais rigorosas que protejam efetivamente os direitos do consumidor.
A insatisfação não se limita apenas aos clientes da Verizon. Relatos de problemas semelhantes surgiram também com operadoras como a Xfinity, onde usuários tiveram dificuldades para desbloquear seus aparelhos, enfrentando longas esperas e suporte ao cliente ineficiente. Um cliente que recentemente passou por uma experiência negativa com a Xfinity relatou que, após um processo tumultuado de atendimento, conseguiu resolver seu problema somente ao ameaçar envolver a imprensa. “A IA realmente ruim estava envolvida em cada passo do processo. Essa empresa está se afundando”, declarou, expressando a frustração comum entre consumidores de telecomunicações.
Enquanto isso, muitos consumidores estão começando a optar por alternativas ao comprar smartphones, evitando operadoras tradicionais para evitar as complicações de desbloqueios. Alguns usuários mencionaram que escolheram modelos desbloqueados de fabricantes como Apple e Google, ou até mesmo smartphones recondicionados, que vem com menos restrições. A incentivo por parte de operadoras menores e alternativas de serviços móveis mais agressivos em termos de preço e serviços está fazendo com que a prioridades de compra mudem, levando muitos a considerar melhores opções e a migração para planos pré-pagos ou operadoras mais flexíveis.
Essa mudança no comportamento do consumidor pode forçar operadoras como a Verizon e suas concorrentes a reconsiderarem suas políticas de bloqueio e desbloqueio de dispositivos. O mercado de telecomunicações está em constante evolução e, à medida que mais consumidores se tornam cientes de seus direitos e das opções disponíveis, as práticas atuais podem rapidamente se tornar obsoletas.
Com o aumento das reclamações e a insatisfação crescente, é crucial que as empresas de telecomunicações sejam mais transparentes com seus usuários sobre as políticas de desbloqueio e as opções disponíveis. Mais educação do consumidor e um esforço para regulamentação mais rigorosa podem ser o caminho para mitigar os desafios que os consumidores enfrentam atualmente. Assim, a esperança é que o futuro traga mudanças significativas, garantindo que o direito à propriedade de um celular adquirido não seja apenas um conceito, mas uma realidade imediata.
Fontes: Folha de São Paulo, TECMUNDO, UOL Tecnologia, O Globo, TechCrunch
Detalhes
A Verizon é uma das maiores operadoras de telecomunicações nos Estados Unidos, oferecendo serviços de telefonia móvel, internet e TV. Conhecida por sua ampla cobertura e qualidade de serviço, a empresa também tem enfrentado críticas relacionadas a práticas de atendimento ao cliente e políticas de desbloqueio de dispositivos, que têm gerado insatisfação entre seus usuários.
Resumo
A Verizon, uma das principais operadoras de telefonia dos Estados Unidos, enfrenta críticas de usuários devido ao atraso no desbloqueio de aparelhos após o pagamento integral. Clientes relatam que o processo pode levar até 35 dias, gerando frustração e complicações na transição para novas operadoras. Muitos consumidores dependem da Verizon por sua cobertura, mas a falta de transparência e a dificuldade em contatar o suporte ao cliente têm sido recorrentes. Embora essa prática não seja exclusiva da Verizon, ela se alinha a uma tendência nas políticas de telecomunicações. A legislação atual ainda apresenta lacunas que prejudicam os consumidores, levando a um aumento nas reclamações. Em resposta, muitos estão optando por smartphones desbloqueados ou recondicionados para evitar complicações. Essa mudança de comportamento pode forçar as operadoras a reconsiderarem suas políticas, enquanto a educação do consumidor e regulamentações mais rigorosas são vistas como essenciais para garantir os direitos dos usuários.
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