18/02/2026, 01:47
Autor: Felipe Rocha

Em uma movimentação que vem gerando descontentamento entre os usuários, a Meta anunciou que o site Messenger.com será descontinuado em abril, obrigando os usuários a acessar suas mensagens exclusivamente pelo Facebook. Essa decisão se insere em um contexto mais amplo das práticas da empresa, que têm sido cada vez mais criticadas por sua abordagem em relação à privacidade e ao uso de dados dos usuários.
Os comentários de usuários expressam frustração e confusão sobre a descontinuação do serviço. Muitos deles não estavam cientes da existência de uma versão web do Messenger, que é uma das plataformas de comunicação mais utilizadas no mundo. A mudança forçará os usuários que preferem não utilizar o aplicativo do Facebook a se adaptarem a uma interface que nem todos consideram amigável. Assim, aqueles que usavam o Messenger em ambiente desktop agora precisam reconsiderar suas opções de comunicação.
Vários usuários disseram que o Messenger era sua única porta de entrada para o marketplace do Facebook, e sua remoção significa que muitos deles poderão perder acesso às oportunidades de compra e venda. Um comentário destacou que o marketplace do Facebook é a plataforma mais valiosa em sua região, e sem o acesso direto, muitos estão se vendo forçados a abandonar a plataforma por completo. Para alguns, essa decisão da Meta representa uma tentativa deliberada de forçar a adesão a aplicativos que consomem mais memória e dados, alimentando os ciclos de obsolescência programada.
Além disso, vários dos comentários refletem uma queixa mais profunda em relação à Meta e suas práticas. Em meio a acusações de que a empresa ignora os impactos negativos de seus produtos nas crianças e na sociedade, a decisão de descontinuar o Messenger.com é vista como mais um movimento estratégico. Muitos usuários expressam que não estão dispostos a baixar o Facebook, optando por aplicativos alternativos, como o Beeper, que prometem oferecer uma experiência menos intrusiva e mais eficaz.
Outro ponto de discórdia é a pressa da Meta em mostrar crescimento nos números de uso, enquanto usuários de longa data começam a se sentir desiludidos com as opções disponíveis. Comentários elogiam a facilidade de uso do Messenger e sua eficiência nas comunicações, mas também destacam a dificuldade crescente de utilização nos últimos meses, sinalizando possíveis falhas na manutenção e inovação do serviço. Alguns usuários fazem referência à nostalgia de serviços de mensagens mais antigos, como o ICQ, expressando que o Messenger de hoje não se compara mais ao que era.
Com a decisão de encerrar o Messenger.com, muitos se perguntam se a Meta está realmente interessada em melhorar a experiência do usuário ou se esse movimento é apenas uma maneira de atrair usuários de volta ao Facebook, na esperança de aumentar o engajamento. A resposta a essa questão pode ser crucial para entender o futuro da comunicação digital e do acesso à informação na era das redes sociais. Usuários que antes confiavam nos serviços da Meta agora ponderam sobre sua lealdade em face das crescentes preocupações com a privacidade, o uso de dados e a relevância dos produtos oferecidos.
Essa questão não é apenas uma mudança de plataforma, mas uma reflexão sobre o controle que empresas como a Meta exercem sobre a comunicação moderna. Com um crescente sentimento de oposição entre os usuários, a descontinuação do Messenger.com pode ser um sinal claro de que as práticas e decisões da Meta estão sendo cada vez mais questionadas. A questão permanece: até que ponto os usuários estão dispostos a continuar tolerando as ações da Meta, e quais alternativas estão dispostos a considerar? As próximas semanas serão cruciais para observar como essa mudança afetará o engajamento dos usuários com as plataformas da Meta e quais novas soluções de comunicação surgirão em resposta à demanda por maior acessibilidade e privacidade.
Fontes: Folha de São Paulo, TechCrunch, The Verge
Detalhes
A Meta Platforms, Inc. é uma empresa de tecnologia americana, anteriormente conhecida como Facebook, Inc. Fundada por Mark Zuckerberg e outros colegas em 2004, a Meta é responsável por plataformas populares como Facebook, Instagram e WhatsApp. A empresa tem enfrentado críticas significativas relacionadas à privacidade dos usuários, uso de dados e impacto social, especialmente após a mudança de foco para o metaverso.
Resumo
A Meta anunciou a descontinuação do Messenger.com em abril, gerando descontentamento entre os usuários que agora precisarão acessar suas mensagens exclusivamente pelo Facebook. Muitos não estavam cientes da versão web do Messenger e expressam frustração com a mudança, que pode forçá-los a usar uma interface que consideram menos amigável. Além disso, a remoção do Messenger.com pode prejudicar o acesso ao marketplace do Facebook, levando alguns a abandonarem a plataforma. Usuários criticam a Meta por suas práticas em relação à privacidade e ao uso de dados, optando por alternativas como o Beeper. A decisão é vista como uma tentativa de aumentar o engajamento no Facebook, enquanto usuários de longa data se sentem desiludidos. A descontinuação do Messenger.com levanta questões sobre o controle que empresas como a Meta exercem sobre a comunicação moderna e a disposição dos usuários em tolerar suas ações.
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