Trump investe em mármore para salão de baile na Casa Branca

O presidente Donald Trump planeja remodelar a Casa Branca com a compra de mármore italiano para um novo salão de baile, levantando questões sobre custos e estilo.

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02/01/2026, 20:10

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imagem impressionante do stylist e complexo salão de baile em mármore italiano, inundado de luz natural, com um design luxuoso e detalhes ornamentais, representando o espírito extravagante da administração Trump, situando-se de forma contrastante com a Casa Branca tradicional.

Em meio a um clima político conturbado e com a atenção mundial voltada para as suas ações, o presidente Donald Trump deu um passo ousado em direção à remodelação da Casa Branca. Em uma visita ao estado da Flórida, onde se encontra o seu famoso resort Mar-a-Lago, Trump examinou amostras de pedras para a construção de um novo salão de baile, que promete transformar a fachada e o interior da residência oficial dos presidentes dos Estados Unidos.

Segundo informações de um oficial da Casa Branca, o projeto inclui a compra de mármore e ônix de renomados fornecedores, evidenciando a preferência do presidente por acabamentos luxuosos e extravagantes. Esse projeto, que se estende ao custo estimado de até US$ 400 milhões, levanta questões consideráveis acerca do uso de fundos, bem como sobre o estilo arquitetônico que Trump pretende implementar em um local de importância histórica.

Primordialmente, o salão de baile, inicialmente imaginado com uma cobertura de 90.000 pés quadrados, é uma ampliação de promessas feitas no verão passado, quando Trump anunciou sua intenção de remodelar o Leste da Casa Branca. Durante suas declarações, Trump se comprometeu a que as despesas para a construção não afetariam a estrutura já existente, no entanto, os planos rapidamente mudaram, levando à decisão de demolir o antigo salão e iniciar um projeto mais ambicioso.

Diversas vozes se levantaram contra esse novo plano, seus críticos questionando não apenas os custos envolvidos, mas também a estética que o novo salão de baile representaria. Os opositores argumentam que a escolha do mármore pode não estar alinhada com a tradição do local, que preza por uma arquitetura mais erudita e menos ostentativa. Entre os comentários, houvesse um apelo à preservação da história e do patrimônio cultural associado à Casa Branca, uma das construções mais icônicas do mundo. Uma das críticas expressou a insatisfação com a aparência do mármore, que foi descrita como "datada" e "feia", evidenciando que o projeto pode não agradar a todos.

Com mais de meio ano desde o anúncio inicial, o envolvimento de Trump com o projeto causou uma série de discussões sobre a sua validade, prioridade e necessidade. A administração já está enfrentando batalhas judiciais relacionadas ao projeto, o que levanta ainda mais incertezas sobre o cronograma e a finalização da obra. Diante de um projeto que promete não só mudar a estrutura física da Casa Branca, mas também gravar a marca pessoal de Trump na história da residência oficial, muitas pessoas deixam claro que preferiam ver o foco em questões sociais urgentes, como a pesquisa do câncer, que recebeu cortes significativos durante sua administração.

Trump, por sua vez, vem defendendo o projeto como uma 'contribuição à história', afirmando que as suas aspirações de remodelar um espaço tão significativo fazem parte de seu legado. Em suas declarações, houve um tom de desdém para aqueles que criticam as suas escolhas, apontando que, conforme a história muitas vezes mostra, inovações são frequentemente recebidas com resistência, mas eventualmente consideradas necessárias.

Enquanto isso, a administração continua a programar a construção de um espaço que representaria uma nova era na Casa Branca, e Trump explicou que as despesas estão sendo cobertas por seus próprios recursos, embora haja céticas levantando questões sobre a proveniência desse financiamento. A ideia de que o presidente não estaria gastando do próprio bolso, mas sim utilizando dinheiro oriundo de doações privadas e gastos públicos, alimenta especulações sobre a ética de todo o projeto.

Este novo salão de baile é mais do que um mero espaço para eventos; ele simboliza a ambição de Trump de deixar uma marca indelével na história da Casa Branca. À medida que a construção e seus detalhes vão tomando forma, a administração deverá lidar não apenas com as questões logísticas, mas também com a percepção pública sobre as prioridades e decisões que envolvem a preservação histórica e a modernização dentro do contexto atual da política americana. O futuro deste espaço se entrelaça não só com a administração Trump, mas também com o legado que ela deixará para as próximas gerações.

Fontes: The New York Times, Washington Post, CNN

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano, conhecido por ter sido o 45º presidente dos Estados Unidos, ocupando o cargo de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. Antes de entrar na política, ele era um magnata imobiliário e personalidade da televisão, famoso por seu programa "The Apprentice". Trump é uma figura polarizadora, frequentemente envolvido em controvérsias e debates sobre suas políticas e estilo de liderança.

Resumo

Em um momento de controvérsia política, o presidente Donald Trump anunciou planos para remodelar a Casa Branca, focando na construção de um novo salão de baile em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida. O projeto, que pode custar até US$ 400 milhões, envolve a compra de mármore e ônix de fornecedores renomados, refletindo o gosto por acabamentos luxuosos. No entanto, críticos questionam a necessidade e os custos do projeto, além da estética proposta, que pode não estar alinhada com a tradição histórica da Casa Branca. Trump defende a remodelação como parte de seu legado, apesar das críticas e das batalhas judiciais em torno do financiamento e da execução. A administração continua a planejar a construção, enfrentando preocupações sobre a ética do uso de recursos, enquanto muitos prefeririam que o foco fosse em questões sociais urgentes, como a pesquisa do câncer.

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