Tesla remove Autopilot para incentivar venda do pacote FSD

A Tesla realiza mudanças em seu sistema de direção autônoma, removendo o Autopilot em novos modelos para promover o pacote Full Self-Driving, gerando polêmica entre os consumidores.

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19/02/2026, 12:10

Autor: Felipe Rocha

Uma imagem realista de um carro Tesla em uma estrada movimentada, exibindo o painel do motorista que mostra uma interface de direção autônoma com um alerta de segurança. O carro é rodeado por outros veículos, alguns de luxo e outros comuns, para ilustrar a variedade nas escolhas de veículos. O clima é ensolarado, refletindo o contraste entre tecnologia avançada e a realidade do tráfego cotidiano.

Nos últimos dias, uma mudança significativa no portfólio de tecnologia da Tesla chamou a atenção do público e gerou uma onda de críticas entre os consumidores. A famosa fabricante de veículos elétricos, comandada por Elon Musk, está eliminando gradualmente o recurso Autopilot de seus novos veículos, incluindo as versões mais acessíveis de seus carros, como o Model 3 e o Model Y. Essa alteração, que começou com a apresentação da nova Cybertruck, tem como objetivo incentivar a adoção do pacote mais avançado, conhecido como Full Self-Driving (FSD). Essa estratégia de marketing levantou preocupações sobre a transparência da Tesla em relação ao que os consumidores realmente estão adquirindo ao comprar um carro da marca.

Muitos proprietários de veículos Tesla expressaram descontentamento com a funcionalidade do FSD, reportando uma experiência aquém das expectativas. Para alguns, o sistema FSD não cumpre a promessa de ser uma solução de condução autônoma eficiente, com observações de que ele frequentemente não funciona como anunciado. Um usuário relatou que, apesar de ter pago por esse recurso, ele se sente enganado, afirmando que o sistema “estragou” seu carro ao tentar mudar de faixa repetidamente. Outro comentou que a experiência de direção se torna cansativa, comparável ao esforço de dirigir manualmente, e que não oferece a liberdade esperada. Esse descontentamento era um padrão comum entre os motoristas que interagiram nas discussões sobre a mudança.

Criticando a decisão da empresa, muitos argumentam que renomear a funcionalidade ou alterar o nome do recurso não são soluções para os problemas que os motoristas estão vivenciando. Um comentarista sugeriu que o termo “Copilot” poderia ser mais adequado, em vez de “Autopilot”, dado que seus carros ainda requerem supervisão constante dos motoristas. Além disso, um dos pontos levantados foi a questão da segurança. Os críticos argumentam que a tecnologia deveria ser voltada para garantir proteção ao motoristas e passageiros, em vez de simplesmente promover um produto que não atende as promessas adequadamente.

Entrando na questão dos preços, com o FSD custando milhares de dólares a mais que o Autopilot, muitos consumidores se sentiram pressionados a aceitar essa nova estrutura, mesmo sem garantias de que o produto estivesse maduro. A mudança na política de vendas também evidenciou um desejo da Tesla de aumentar seus lucros, atestando que a ganância corporativa pode sobrepor o desejo genuíno de oferecer um produto seguro e confiável.

Por outro lado, alguns analistas e entusiastas da tecnologia apontam que a Tesla está apenas reagindo a uma evolução natural no setor automotivo, onde a integração de tecnologias avançadas de direção é cada vez mais comum. Com a Waymo, por exemplo, já implementando veículos autônomos há anos, a Tesla pode estar se sentindo pressionada a avançar continuamente. No entanto, a questão que permanece é como a empresa comunica essas mudanças e o impacto que isso tem nos consumidores que confiam na marca.

A mudança de foco da Tesla, que inicialmente proclamava sua tecnologia Autopilot como a inovação do futuro, agora levanta dúvidas sobre a direção que a empresa está tomando. Embora a visão de um mundo com veículos totalmente autônomos seja atraente, a realidade dos desafios tecnológicos e de segurança não pode ser simplesmente ignorada. Para muitos motoristas, a condução autônoma ainda parece estar em fase de testes, e o sentimento de insegurança pode levar a consequências adversas, especialmente quando se considera o aumento das mensagens de regulamentação, como investigações recentes relacionadas a acidentes envolvendo veículos Tesla.

Além disso, a resposta regulatória tardia ou a falta de ação em relação a possíveis falhas têm gerado críticas mistas entre as agências governamentais. Com isso, fica claro que a divisão entre as promessas da Tesla e a entrega prática de seus produtos pode resultar em um impacto significativo na percepção geral da marca. À medida que a polêmica aumenta, muitos se perguntam se a Tesla será capaz de converter sua fiel base de clientes em defensores novamente ou se verá sua reputação manchada em um mercado cada vez mais competitivo e rigoroso.

O movimento da Tesla de eliminar o Autopilot para promover o FSD é emblemático das tensões entre inovação, segurança e responsabilidade corporativa. À medida que os consumidores, reguladores e especialistas em tecnologia continuam a discutir o futuro incomum da condução autônoma, a empresa deve considerar cuidadosamente como suas decisões impactam não apenas suas margens de lucro, mas também a confiança que os motoristas colocam em seus veículos. As provocações e preocupações levantadas pelos consumidores da Tesla nesse contexto são um lembrete de que, ao invés de simplesmente seguir a próxima moda, a empresa deve prezar por soluções úteis que realmente atendam às necessidades individuais e coletivas na estrada.

Fontes: Folha de São Paulo, PBS, Reuters

Detalhes

Tesla

A Tesla, Inc. é uma fabricante de veículos elétricos e soluções de energia fundada em 2003 por Elon Musk, JB Straubel, Martin Eberhard, Marc Tarpenning e Ian Wright. A empresa é conhecida por seus modelos de carros elétricos, como o Model S, Model 3, Model X e Model Y, além de desenvolver tecnologias de armazenamento de energia e painéis solares. A Tesla tem sido pioneira na promoção de veículos sustentáveis e na inovação em direção autônoma, embora tenha enfrentado críticas sobre a eficácia de suas tecnologias e práticas de negócios.

Resumo

Nos últimos dias, a Tesla, liderada por Elon Musk, tem enfrentado críticas após decidir eliminar gradualmente o recurso Autopilot de seus novos veículos, como o Model 3 e o Model Y. Essa mudança, que começou com a apresentação da Cybertruck, visa incentivar a adoção do pacote Full Self-Driving (FSD). No entanto, muitos proprietários expressaram descontentamento com a funcionalidade do FSD, relatando que o sistema não cumpre suas promessas e que a experiência de direção se torna cansativa. Críticos afirmam que a renomeação do recurso não resolve os problemas enfrentados, e sugerem que o termo “Copilot” seria mais apropriado. Além disso, a nova política de vendas da Tesla, que pressiona os consumidores a adotarem o FSD mais caro, levanta preocupações sobre a segurança e a transparência da empresa. Apesar de alguns analistas verem a mudança como uma resposta à evolução do setor automotivo, a Tesla deve lidar com a crescente insatisfação dos clientes e a pressão regulatória, enquanto busca manter sua reputação em um mercado competitivo.

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