12/01/2026, 18:36
Autor: Laura Mendes

Nos últimos tempos, as políticas governamentais dos Estados Unidos têm suscitado um crescente sentimento de desconfiança e insegurança entre turistas, não apenas aqueles que desejam visitar o país, mas também americanos que planejam suas viagens internacionais. Esse fenômeno se torna especialmente evidente em meio a relatos de cidadãos que, incomodados com o ambiente político atual, se sentem compelidos a reconsiderar seus destinos de férias.
A situação atual tem levado muitos a optar por evitar as fronteiras americanas, com um número significativo de viajantes aconselhando outros a não gastar dinheiro nos Estados Unidos ou a evitá-los de qualquer forma. Os comentários relativos a esse assunto refletem uma frustração palpável e um sentimento de traição à identidade nacional. Cidadãos americanos que passaram anos vivendo no exterior frequentemente compartilham suas experiências, revelando que muitos optam por se apresentar como canadenses quando viajam, na tentativa de evitar preconceitos ou hostilidades que possam agora ser associadas à nacionalidade americana.
Atletas internacionais e turistas têm expressado preocupações sobre o impacto que a política interna dos EUA pode ter na LGBTQ+ e na população imigrante. A insegurança gerada pelas recentes medidas de imigração e as declarações extremistas de certas figuras políticas têm aliado-se à percepção de que os Estados Unidos não são mais um destino acolhedor para viajantes estrangeiros. Comentários de expatriados ressaltam que a atmosfera se tornou hostil, tornando-se um ponto de vergonha para muitos americanos que, por sua vez, se afastam de visitas à sua terra natal.
As mudanças recentes e as tensões políticas levaram à recusa de viagens para eventos icônicos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2028, com muitos atletas e até mesmo espectadores considerando se afastar dessas competições por questões de segurança e dignidade. Pessoas que costumam cruzar fronteiras para negócios ou lazer agora hesitam em embarcar em voos para o país, temendo não apenas a hostilidade nas alfândegas, mas também um aumento na vigilância e nas dificuldades que podem encontrar ao voltar para casa.
As recomendações de segurança emitidas pelo Departamento de Estado dos EUA, que classificam várias nações como de "nível 4" em termos de risco de viagem, também refletem um clima crescente de incertezas. Em resposta a esse tipo de alerta, muitos americanos sentem que não só devem evitar viajar ao exterior, mas também contemplar as implicações e os riscos associados a retornar ao seu próprio país.
Pequenos grupos de turismo nos EUA têm relatado uma significativa diminuição nas reservas de viagens internacionais, especialmente voltadas para destinos que anteriormente eram populares entre os americanos. A situação se torna ainda mais crítica diante dos relatos de que filas nos portos de imigração dos EUA estão vazias, um indicativo claro do receio generalizado dos cidadãos em relação às viagens internacionais em tempos de crise política.
Os cidadãos americanos que continuam a viajar mantêm um olhar mais atento sobre as políticas que estão sendo implementadas em suas nações de destino. Alguns mencionam que, embora ainda desejem explorar o mundo, suas interações no exterior são frequentemente tingidas com a necessidade de justificar sua nacionalidade, uma vez que percorrendo o globo ouviram comentários negativos sobre os Estados Unidos.
A natureza do turismo tem mudado para muitos, visto que agora os viajantes buscam não apenas novas experiências, mas segurança emocional e respeito em suas interações diárias. O descontentamento com o estado das coisas contribui para que muitos cidadãos busquem refúgio em países que progridem com uma abordagem mais acolhedora, tal como a Coreia do Sul ou o Canadá, onde se sintam valorizados e bem-vindos. Essa busca por um sentido de pertencimento e aceitação se reflete em uma mudança de tendências que apresenta um desafio tanto para a indústria do turismo quanto para a reputação dos Estados Unidos como um destino.
Prezados leitores, o futuro próximo pode não parecer promissor para a imagem dos EUA como destino turístico, mas o desejo de viajar e interagir com culturas diversas continua a pulsar entre aqueles que verdadeiramente anseiam por experiências além de suas fronteiras. Assim, enquanto muitos cidadãos americanos se reavaliam e reimaginam suas conexões internacionais, a política interna se revela um fator determinante em suas decisões. Essa transformação não apenas impacta as futuras gerações de viajantes, mas também a maneira pela qual o mundo perceberá os cidadãos americanos por gerações vindouras.
Fontes: The Washington Post, CNN, BBC News
Resumo
Nos últimos tempos, as políticas governamentais dos Estados Unidos têm gerado desconfiança entre turistas e americanos que planejam viagens internacionais. Muitos estão reconsiderando seus destinos de férias, optando por evitar os EUA e aconselhando outros a fazer o mesmo. Cidadãos americanos que vivem no exterior relatam que se apresentam como canadenses para evitar preconceitos associados à nacionalidade americana. Atletas e turistas expressam preocupações sobre o impacto das políticas internas dos EUA na comunidade LGBTQ+ e na população imigrante, criando uma percepção de que o país não é mais acolhedor. Eventos icônicos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2028, enfrentam a possibilidade de boicotes devido a questões de segurança e dignidade. O Departamento de Estado dos EUA emitiu alertas de viagem, levando muitos a reconsiderar suas viagens, tanto para fora quanto para dentro do país. Pequenos grupos de turismo relatam uma queda nas reservas internacionais, evidenciando o receio generalizado. A busca por segurança emocional e respeito nas interações diárias tem levado os viajantes a preferirem destinos mais acolhedores, como a Coreia do Sul e o Canadá. O futuro do turismo nos EUA parece incerto, mas o desejo de explorar o mundo persiste entre aqueles que anseiam por experiências culturais.
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