Paes promete estudar tabelamento de preços nas praias do Rio

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anuncia intenção de implantar tabelamento de preços para coibir abusos nas praias após denúncias de preços exorbitantes.

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10/01/2026, 17:21

Autor: Laura Mendes

A imagem retrata uma praia do Rio de Janeiro cheia de quiosques, com turistas tentando relaxar, enquanto um grupo de ambulantes discute preços altos em um canto. Ao fundo, a cena é emoldurada por guarda-sóis e famílias que se espremem em um espaço reduzido, refletindo o caos e a agitação da alta temporada.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou em entrevista recente que está considerando a implementação de um tabelamento de preços para serviços oferecidos nas praias da cidade. A medida surge em resposta às denúncias sobre cobranças exorbitantes por parte de quiosques e ambulantes, especialmente durante a alta temporada de verão, quando a procura por serviços ao ar livre aumenta drasticamente. Os preços cobrados, muitas vezes, têm sido considerados abusivos por frequentadores e especialistas em economia e direito do consumidor.

Nos últimos dias, diversos relatos de consumidores apontaram que o preço de itens comuns, como porções de camarão e aluguel de cadeiras e guarda-sóis, têm sido inflacionados a níveis inaceitáveis. Em um cenário onde famílias buscam lazer à beira-mar, a realidade de valores exorbitantes tem sido um fator que compromete a experiência do turista e do morador carioca. Um dos comentaristas em uma análise sobre a questão destacou que "sazonalidade não pode ser justificativa para extorsão", sugerindo que, com a implementação do tabelamento, a quantidade de serviços prestados poderia garantir lucro suficiente para os trabalhadores sem que fosse necessário onerar ainda mais os consumidores.

Entretanto, a ideia do tabelamento enfrenta resistência sob a premissa de que qualquer forma de controle pode desorganizar o mercado. Críticos afirmam que o tabelamento é uma "medida vergonhosa", mas outros defendem que a intervenção se torna necessária em situações que revelam abusos, principalmente quando serviços públicos são concessões que deveriam respeitar o consumidor. Os altos preços cobrados pelos quiosques levaram a uma crescente insatisfação que poderia gerar movimentos organizados de protesto. Muitos argumentam que a falta de fiscalização eficiente contribuiu para que os preços subissem de maneira descontrolada, enquanto outros defendem a criação de um padrão visual e de preço.

Um dos comentaristas focou na questão dos grupos de ambulantes, que se organizam para fixar preços, tornando quase impossível a concorrência saudável. "Se um concorrente oferece um preço menor, ele é rapidamente sufocado", argumentou. Esse cartel informal cria um ambiente onde a honestidade no comércio se torna inviável, levando a uma espécie de cobrança coercitiva para o aumento das tarifas.

Além do mais, a percepção popular é de que a cobrança elevada não se limita aos produtos e serviços, mas também envolve um cenário de corrupção de larga escala. Várias análises apontam que o problema se estende até as esferas de poder, com muitos reclamando sobre práticas ilícitas que, intimamente ligadas, permitem que corrupção e preços abusivos coexistam em um mesmo espaço. Os frequentadores das praias do Rio de Janeiro expressam seus anseios por uma mudança imediata e eficaz no carnaval do turismo que se estabeleceu nos últimos anos.

A implementação de tabelamento poderia não apenas limitar os preços, mas também transformar a experiência turística na cidade em um ato de dignidade e respeito. Muitos defendem que é uma solução que poderia trazer um controle mais assertivo sobre os preços, permitindo um acesso mais amplo e justo aos lazeres proporcionados pelas praias cariocas. Além disso, um sistema regulatório poderia incentivar a melhoria na prestação dos serviços, promovendo um ambiente competitivo que beneficiaria tanto os usuários quanto os trabalhadores locais.

Por outro lado, há quem defenda a adoção de um sistema de incentivo aos quiosques e ambulantes com preços mais justos e uma campanha para promover estabelecimentos que cumpram as diretrizes propostas. Sugestões incluem a criação de um selo de "qualidade e preços justos", que poderia valer tanto a turistas quanto a habitantes locais, criando uma nova maneira de engajar o consumidor e a comércio dentro de parâmetros aceitáveis.

Assim, a discussão sobre os preços e o possível tabelamento nas praias do Rio ganha cada vez mais vulto. O prefeito Paes promete estudar a viabilidade da medida e, enquanto isso, as vozes do povo e dos especialistas continuam a ecoar pela cidade, clamando por um verão mais justo e acessível para todos os cariocas e visitantes. Ninguém quer ver suas férias arruinadas por preços abusivos, e essa é uma realidade que deve ser equacionada. Afinal, a beleza natural do Rio de Janeiro e sua rica cultura merecem ser desfrutadas sem a sombra da extorsão.

Fontes: O Globo, Folha de São Paulo, Estadão

Resumo

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, considera implementar um tabelamento de preços para serviços nas praias, em resposta a denúncias de cobranças abusivas por quiosques e ambulantes, especialmente durante o verão. Consumidores têm relatado preços exorbitantes para itens comuns, como porções de camarão e aluguel de cadeiras e guarda-sóis, o que compromete a experiência de lazer na cidade. Embora a ideia do tabelamento busque proteger o consumidor, enfrenta críticas que alegam que tal controle pode desorganizar o mercado. Especialistas e cidadãos defendem a medida como necessária para coibir abusos, enquanto outros sugerem alternativas, como um sistema de incentivo a preços justos. A insatisfação popular cresce, e muitos clamam por mudanças que garantam um verão mais acessível e respeitoso para todos os frequentadores das praias cariocas.

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