Nvidia alerta sobre mal-entendidos do mercado sobre IA nas empresas

Jensen Huang, CEO da Nvidia, expressa suas opiniões sobre como o mercado está mal interpretando a ameaça da IA para empresas de software, defendendo a continuidade de necessidades humanas nesse setor.

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26/02/2026, 15:21

Autor: Felipe Rocha

Uma imagem de Jensen Huang, CEO da Nvidia, em um evento de tecnologia, cercado por gráficos de crescimento e ícones de inteligência artificial, em um ambiente vibrante que reflete inovação e disputas na indústria de software.

Em uma declaração que está repercutindo em todo o setor tecnológico, Jensen Huang, CEO da Nvidia, destacou sua visão sobre as equívocas percepções do mercado relativamente à ameaça da inteligência artificial (IA) às empresas de software. A Nvidia, uma gigante em desenvolvimento e fornecimento de produtos de hardware para IA, tem um interesse profundo em esclarecer como as empresas de software e as soluções que oferecem permanecem uma parte crucial do ecossistema tecnológico, mesmo com o avanço veloz de ferramentas de IA.

Huang argumenta que muitos investidores estão se deixando levar pela ideia de que a IA, em particular, ferramentas e assistentes de programação, substituirão o trabalho humano em plataformas de software empresarial como Salesforce e Atlassian. De acordo com ele, essa perspectiva simplista ignora a complexidade e a necessidade fundamental de uma camada humana em processos que envolvem identidade, permissões, fluxos de trabalho e conformidade. Em sua visão, enquanto a IA pode melhorar e acelerar certos processos, ela não eliminará a necessidade de engenheiros, desenvolvedores e outros profissionais que desempenham papéis essenciais na criação e manutenção de software.

Está claro que a relevância dos softwares continua a ser uma necessidade nas organizações. O papel dessas ferramentas vai além de serem meramente uma interface; elas são fundamentais para garantir que a tecnologia funcione de forma integrada e eficiente em um ambiente de negócios que cada vez mais depende da análise de dados e da automação. Huang acredita que o sentimento do mercado pode ser um reflexo da ansiedade em relação a essas mudanças e a desconfiança sobre o futuro das empresas de software, mas ele se posiciona de forma assertiva de que a realidade é diferente e mais complexa.

Os comentários sobre essas declarações sugerem um ceticismo crescente em relação à narrativa adotada por figuras proeminentes no setor de tecnologia. Alguns comentaristas apontaram que a dependência da Nvidia em suas vendas de hardware de IA poderiam influenciar Huang a minimizar os efeitos da inteligência artificial, alegando que sua fortuna está intrinsicamente ligada ao sucesso da IA como uma tecnologia abrangente. Outros também questionaram a visão de Huang sobre negociações futuras para levar à redução da importância das soluções indígenas de mercado em função de uma suposta independência gerada pelas novas funções de IA.

Por outro lado, o conceito de que as empresas estão em risco de substituição não é amplamente compartilhado por todos os especialistas na área. Em troca de experiências e ideias, muitos acreditam que, embora a IA traga mudanças significativas, ela também requer a evolução dos profissionais de tecnologia, que precisam se adaptar às novas ferramentas e modos de operação, ao invés de serem completamente substituídos. Essa visão de adaptação é frequentemente utilizada para reforçar a necessidade de um "humano por trás da máquina", indicando que a dinâmica das relações de trabalho dentro do setor de tecnologia pode mudar sem que sua essência seja completamente transformada.

O que isso nos ensina é a alteração no papel que as empresas de software estão levando adiante com a integração da IA. Com um número crescente de empresas, incluindo gigantes da tecnologia como Microsoft, afirmando que uma parte considerável do desenvolvimento de software está sendo realizada com o auxílio de sistemas de inteligência artificial, a conversa sobre o futuro dos softwares e suas relações com a tecnologia de IA se torna cada vez mais pertinente. Por exemplo, a afirmação de que 25% do código do Xbox foi gerado por IA mergulha fundo na situação, como uma demonstração clara da intersecção entre necessidade humana e capacidade automatizada.

Apesar das diferentes nuances da discussão, evidências sugerem que as empresas precisam preparar seus processos internos para a assunção dessas novas tecnologias e, ao mesmo tempo, enfrentar as expectativas do mercado. O questionamento crítico sobre o papel da IA não apenas como uma ferramenta de produtividade, mas como uma mudança que pode redefinir as práticas de negócios, se intensifica a cada dia. A ideia de que as empresas estão "erradas" sobre a direção que a IA está tomando só funciona para reforçar a importância dos softwares como uma necessidade que evoluirá junto com as novas tecnologias que surgem.

À medida que o panorama tecnológico continua a evoluir, será importante observar como as empresas se adaptam e como figuras influentes como Huang manifestarão suas ideias, pois cada declaração pode impactar não apenas empresas específicas, mas também jogar luz sobre estratégias mais amplas dentro do ecossistema de tecnologia. Os próximos meses e anos serão cruciais para definir como a interação entre IA e software empresarial se desenvolverá e como o setor lidará com as expectativas do mercado em relação a essa relação complexa.

Fontes: TechCrunch, Wired, The Verge, CNBC

Detalhes

Nvidia

A Nvidia é uma empresa americana de tecnologia especializada no desenvolvimento de unidades de processamento gráfico (GPUs) e soluções de inteligência artificial. Fundada em 1993, a empresa é reconhecida por suas inovações em gráficos de computador e tem se expandido para áreas como aprendizado de máquina e computação em nuvem, tornando-se uma líder no fornecimento de hardware e software para aplicações de IA.

Resumo

Jensen Huang, CEO da Nvidia, comentou sobre as percepções equivocadas do mercado sobre a inteligência artificial (IA) e seu impacto nas empresas de software. Ele defendeu que, apesar do avanço da IA, as soluções de software continuam essenciais para o ecossistema tecnológico, pois a complexidade dos processos requer a intervenção humana. Huang criticou a ideia de que a IA substituirá profissionais em plataformas como Salesforce e Atlassian, argumentando que a presença de engenheiros e desenvolvedores é fundamental. Embora a IA traga mudanças significativas, especialistas acreditam que ela exigirá a adaptação dos profissionais em vez de sua substituição total. A crescente integração da IA nas empresas, como evidenciado pela afirmação de que 25% do código do Xbox foi gerado por IA, destaca a importância de preparar processos internos para novas tecnologias. À medida que o setor tecnológico evolui, as declarações de líderes como Huang podem influenciar a forma como as empresas se adaptam às expectativas do mercado em relação à interseção entre IA e software.

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