03/01/2026, 18:01
Autor: Felipe Rocha

Em uma decisão que repercutiu amplamente entre os entusiastas de videogames, a Microsoft cancelou o Projeto Blackbird, um MMO que estava em desenvolvimento na Zenimax. Este projeto foi especialmente significativo para Matt Firor, ex-chefe da Zenimax, que deixou a empresa após 18 anos em busca de novas oportunidades. Firor expressou sua frustração com o cancelamento em diversas plataformas, descrevendo o Projeto Blackbird como o "jogo que esperei toda a minha carreira para criar". A notícia do cancelamento circulou logo após sua saída em 2 de julho de 2025, o que levantou questões sobre as diretrizes da Microsoft em relação a projetos de larga escala e a sustentabilidade de novas ideias no atual cenário do mercado de jogos.
A indústria de jogos há muito tem sido palco de debates acalorados sobre desenvolvimento e inovação. O Projeto Blackbird estava em desenvolvimento desde 2018, mas os relatos indicam que, após sete anos, ainda não havia um nome definido ou uma direção clara para o jogo. Criado para ser um "looter shooter" similar a Destiny, seu cancelamento levanta preocupações sobre os processos de desenvolvimento dentro de grandes corporações, em especial em um setor que frequentemente vê lançamentos de alta pressão e diretrizes rígidas.
Vários comentários surgiram em resposta a essa situação, destacando que muitos jogos de grande orçamento que estiveram em desenvolvimento por anos frequentemente enfrentam cancelamentos. Um comentarista destacou que esses jogos estão "quase prontos" há uma década, mas falham em progredir devido a mudanças frequentes de conceitos ou motores de jogo. As incessantes mudanças nas negativas de estúdios têm sido uma barreira à conclusão de jogos ambiciosos como o Projeto Blackbird. Essa dinâmica é vista como um reflexo da cultura corporativa que prioriza as tendências populares em detrimento da visão original dos desenvolvedores.
Além dos desafios de desenvolvimento, muitos críticos apontam que a Microsoft e outras grandes empresas de tecnologia parecem seguir uma estratégia onde a exploração de recursos e a conversão de jogos em serviços ao vivo se sobrepõe ao compromisso com a criação de produtos significativos. A prova disso reside em como projetos que gastaram milhões em investimento e desenvolvimento são rapidamente abandonados, enquanto IPs (propriedades intelectuais) valiosos como Halo e Gears permanecem sem novidades relevantes. Essa dicotomia entre a expectativa da indústria e a realidade da entrega é um tema que ressoa profundamente entre os jogadores e críticos.
A frustração com a Microsoft não é isolada; as opiniões sobre as práticas das grandes empresas de jogos têm deliberado sobre as consequências de tal abordagem. Comentários sobre a incapacidade de criar jogos inovadores são comuns, e há um clamor por métodos que forçariam as empresas a "trabalharem para manter" suas IPs, em vez de deixá-las empoeiradas em prateleiras virtuais. Este sentimento ecoa entre muitos usuários que se sentem traídos por promessas não cumpridas e projetos abandonados.
Matt Firor, ao deixar a Zenimax, representa não apenas a perda de um veterano da indústria, mas também a mudança de paradigmas que a indústria está enfrentando em sua essência. Outros comentaristas também apontaram que há desenvolvedores individuais, como os criadores de jogos independentes, que têm alcançado mais sucesso criando jogos sozinhos do que equipes em grandes estúdios. Isso sugere uma crescente desilusão com a ideia de que grandes corporativas são as únicas capazes de criar títulos inovadores e de qualidade.
Histórias de projetos cancelados geram também uma reflexão sobre o futuro do desenvolvimento de jogos, com sugestões de que empresas também possam considerar vender projetos não utilizados a estúdios menores ou desenvolvedores independentes. Essa poderia ser uma forma de revitalizar ideias que, de outra forma, poderiam se perder no limbo de cancelamentos.
No entanto, o cancelamento do Projeto Blackbird e a saída de Firor, longe de serem um caso isolado, se tornam representativos de um padrão mais amplo na indústria dos jogos, onde a paixão e a criatividade muitas vezes são vítimas de ofuscações corporativas. O futuro do MMO e dos jogos online, que intimamente depositam sonhos de grande narrativa e exploração nos jogadores, permanece incerto em um ambiente que parece estar cada vez mais voltado para economias rápidas e menos para inovações duradouras.
Como a indústria se ajusta e enfrenta essas novas realidades? A resposta pode estar na necessidade de mudanças fundamentais nas prioridades corporativas ou no surgimento de um novo modelo de desenvolvimento, que possa unir a paixão dos jogos com a rigorosa lógica da rentabilidade.
Fontes: IGN, GameSpot, Kotaku, Bloomberg, The Verge
Detalhes
Matt Firor é um veterano da indústria de jogos, conhecido por seu trabalho como chefe da Zenimax Online Studios, onde liderou o desenvolvimento de "The Elder Scrolls Online". Com uma carreira que abrange mais de 18 anos na Zenimax, Firor se destacou por sua visão criativa e compromisso com a inovação em jogos online. Após sua saída da empresa, ele expressou frustração com o cancelamento do Projeto Blackbird, um MMO que considerava seu projeto mais ambicioso.
Resumo
A Microsoft cancelou o Projeto Blackbird, um MMO em desenvolvimento na Zenimax, gerando grande repercussão entre os fãs de videogames. O ex-chefe da Zenimax, Matt Firor, expressou sua frustração com o cancelamento, considerando-o o "jogo que esperei toda a minha carreira para criar". O projeto, que estava em desenvolvimento desde 2018, enfrentou dificuldades em definir uma direção clara e um nome, levantando questões sobre a sustentabilidade de novas ideias na indústria de jogos. Críticos apontam que muitos jogos de grande orçamento frequentemente são cancelados devido a mudanças constantes nas diretrizes e conceitos. A Microsoft, assim como outras grandes empresas, é acusada de priorizar a exploração de recursos e a conversão de jogos em serviços ao vivo em detrimento da criação de produtos significativos. A saída de Firor simboliza uma mudança de paradigmas na indústria, onde desenvolvedores independentes têm alcançado mais sucesso do que grandes estúdios. O futuro do desenvolvimento de jogos online permanece incerto, com a necessidade de mudanças nas prioridades corporativas para unir paixão e rentabilidade.
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