Meta anuncia corte de funcionários em sua divisão Reality Labs

A Meta, sob a liderança de Mark Zuckerberg, planeja demitir entre 10% e 15% de sua equipe na Reality Labs, focando em inteligência artificial em detrimento do metaverso.

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12/01/2026, 21:04

Autor: Felipe Rocha

Uma imagem de uma sala de reuniões da Meta, com Mark Zuckerberg olhando para gráficos de desempenho de funcionários enquanto colaboradores discutem ansiosamente ao fundo, com expressões preocupadas e papéis espalhados pela mesa, simbolizando a incerteza e o clima tenso em torno de demissões na empresa.

Em um movimento significativo que indica uma mudança na estratégia da Meta, a empresa anunciou que planeja cortar de 10% a 15% de sua força de trabalho na divisão Reality Labs, que é responsável por seus produtos relacionados ao metaverso. Este corte vem em um momento em que a Meta está redirecionando suas prioridades para a construção de inteligência artificial de próxima geração, conforme revelado por fontes próximas às discussões internas.

A decisão da companhia, que tem sido amplamente criticada nos últimos anos, reconhece o que muitos especialistas do setor têm apontado: o metaverso, um dos projetos mais ambiciosos de Zuckerberg, tem se mostrado um investimento problemático e sem retorno satisfatório. Desde a mudança do nome da empresa, antes Facebook, para Meta, em 2021, a expectativa em torno do metaverso tem encontrado dificuldades com a aceitação do público e a real viabilidade comercial dessa nova forma de interação digital. A avaliação é de que a adoção de um universo virtual não possui a procura esperada entre os consumidores.

O clima de incerteza dentro da Meta é palpável. Comentários dentro dos círculos de tecnologia indicam que o foco em tecnologias emergentes, como inteligência artificial, pode ser um esforço para revitalizar uma empresa que luta com a reputação e o desempenho de suas inovações. Estrategicamente, a Meta está se posicionando para abraçar as oportunidades no ramo de aprendizado de máquina e inteligência artificial, tentando recuperar a credibilidade e a atratividade que tinha anteriormente no mercado.

Além disso, a Meta faz parte de uma tendência mais ampla nas empresas de tecnologia, que normalmente reevaluam suas direções conforme as condições do mercado e as expectativas dos consumidores evoluem rapidamente. A demissão de alguns dos principais talentos em suas equipes de tecnologia é uma questão crítica que a liderança da Meta precisa enfrentar, especialmente em um setor onde a inovação é chave para manter a competitividade.

Os comentários e preocupações de ex-funcionários revelam um ambiente de trabalho que, segundo relatos, tem sido marcado por uma cultura intensa onde a pressão e as altas expectativas tornam difícil o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Críticos apontam que a abordagem de Zuckerberg em manter as aparências pode estar custando caro, não apenas em termos de capital humano, mas também na capacidade da empresa de inovar de forma sustentável.

Com reportagens de insiders e análises do ocorrido, percebe-se que a mudança de foco da Meta pode ser uma resposta tardia às críticas sobre a falta de inovação real em suas propostas, especialmente quando se observa que concorrentes como Apple estão ganhando terreno no mercado de realidade aumentada e virtual. Enquanto isso, a empresa se vê forçada a cortar custos em áreas que antes eram vistas como o futuro da interação digital.

A questão da gestão de recursos humanos também é um aspecto significativo nesse cenário de demissões planejadas. De acordo com informações internas, muitos dos funcionários que estão saindo eram considerados fundamentais para o desenvolvimento de tecnologia que poderia realmente transformar a experiência do usuário em ambientes digitais, tanto no metaverso quanto em aplicações baseadas em inteligência artificial.

Por outro lado, a Meta não está sozinha nesse cenário desafiador. Outras grandes empresas de tecnologia enfrentaram desafios semelhantes, culminando em demissões e reestruturações. Contudo, o que torna esta situação particularmente preocupante para a Meta é a habilidade de Zuckerberg em alinhar sua visão com as expectativas do consumidor — um fator que, se mal gerido, pode levar a consequências negativas em sua posição no mercado.

Embora a empresa esteja tentando se reinventar e se reposicionar, a eficácia de sua nova estratégia ainda está em questão. O futuro da Meta nas novas fronteiras da inteligência artificial vai depender não apenas da habilidade de desenvolvimento técnico, mas também da capacidade de revisitar suas políticas e práticas organizacionais, promovendo uma cultura laboral que possa atrair e reter talentos em um mercado de trabalho competitivo e dinâmico.

De forma geral, o cenário atual exige uma reavaliação constante da parte da Meta, tanto em termos de seus objetivos a longo prazo quanto em sua maneira de interagir e valorizar seus funcionários. Na medida em que a empresa pisa em solo desconhecido nas áreas de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes, a monitorização cuidadosa das reações do mercado e do feedback interno será vital para seu caminho a seguir. O que resta saber é se a Meta conseguirá se recuperar dessas mudanças e se reposicionar de maneira a garantir sua relevância e competitividade no setor.

Fontes: The Verge, TechCrunch, Wired, Folha de São Paulo

Detalhes

Meta

A Meta Platforms, Inc., anteriormente conhecida como Facebook, Inc., é uma empresa de tecnologia americana focada em redes sociais e tecnologias emergentes. Fundada por Mark Zuckerberg e outros colegas em 2004, a empresa revolucionou a comunicação digital com sua plataforma de mídia social. Em 2021, a Meta anunciou sua nova visão voltada para o metaverso, um espaço virtual interativo, embora tenha enfrentado críticas sobre a viabilidade comercial dessa iniciativa. Além de Facebook, a Meta também possui outras plataformas populares, como Instagram e WhatsApp.

Resumo

A Meta anunciou a demissão de 10% a 15% de sua força de trabalho na divisão Reality Labs, que desenvolve produtos para o metaverso. Essa decisão reflete uma mudança estratégica da empresa, que está redirecionando suas prioridades para a inteligência artificial, em meio a críticas sobre a viabilidade do metaverso. Desde que mudou seu nome de Facebook para Meta em 2021, a empresa enfrenta dificuldades em atrair o interesse do público por suas inovações. O clima de incerteza é evidente, com ex-funcionários relatando uma cultura de alta pressão que dificulta o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A Meta busca revitalizar sua imagem e competitividade, mas a eficácia de sua nova estratégia ainda é questionável. A empresa não está sozinha em enfrentar desafios, já que outras grandes empresas de tecnologia também estão reavaliando suas direções. O futuro da Meta dependerá de sua capacidade de inovar e de criar um ambiente de trabalho que atraia talentos em um mercado dinâmico.

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