Apple integra Gemini do Google para aprimorar assistente Siri com inteligência artificial

A Apple anunciou a integração do Gemini, sistema de IA do Google, buscando melhorar sua assistente virtual Siri e a experiência do usuário.

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12/01/2026, 17:44

Autor: Felipe Rocha

Uma imagem realista de um smartphone com a interface da Siri moderna, mostrando uma interação com um assistente virtual que tenta responder a uma solicitação de forma complicada, com elementos visuais de frustração e confusão, como um símbolo de pergunta em negrito e um relógio se movendo rapidamente, simbolizando o tempo perdido em interações falhas.

Em um movimento estratégico e muito aguardado, a Apple revelou que irá incorporar o Gemini, a mais recente tecnologia de inteligência artificial do Google, para aprimorar sua assistente virtual, a Siri. A decisão se dá em um cenário de crescente competição no mercado de assistentes pessoais, onde a Apple tem enfrentado críticas pela falta de inovações significativas na tecnologia de IA durante o último ano. A mudança foi anunciada no dia 9 de outubro de 2023 e visa revitalizar a imagem da Siri, que tem enfrentado uma crescente insatisfação entre os usuários.

Recentemente, diversos comentários de usuários ressaltaram as deficiências da Siri em atender a solicitações simples, como desligar a lanterna ou enviar mensagens de texto quando solicitado. Um usuário destacou que a assistente da Apple frequentemente falha em executar tarefas básicas, como acender a lanterna ou controlar dispositivos inteligentes, levando a uma maior frustração. “A Siri ainda é inepta, e a maioria das funcionalidades que esperávamos não se concretiza”, mencionou um dos comentários, refletindo um sentimento amplamente compartilhado.

Esse sentimento é frequentemente contrastado com usuários contentes com as melhorias oferecidas pelo Gemini em seus dispositivos Google. Vários comentários sugerem que a IA do Google tem se mostrado mais eficaz em tarefas comuns, gerando expectativas de que a integração do Gemini poderia trazer uma revolução ao assistente virtual da Apple. Um entusiasta do Gemini observou que suas interações com a plataforma foram consistentemente mais satisfatórias, contribuindo para um cenário onde a Apple, por sua vez, dependerá dessa nova parceria para recuperar sua posição no jogo.

A escolha do Gemini, no entanto, não vem sem controvérsias. Existe um temor entre especialistas e usuários em geral de que ao integrar a tecnologia da Google, a confiança em relação à privacidade e ao uso de dados dos consumidores pode ser afetada. Um usuário apontou que a Apple já tem um acordo significativo com o Google, recebendo cerca de 20 bilhões de dólares anuais para que o mecanismo de busca seja o padrão no Safari. Essa relação levanta questionamentos sobre a autonomia da Apple em proteger os dados dos usuários enquanto aprimora sua assistente.

Além das preocupações com a privacidade, muitos usuários mostraram interesse em saber como a nova IA irá se comportar em termos de performance e funcionalidade. É amplamente percebido que a Apple perdeu tempo crítico ao falhar em desenvolver uma solução robusta de IA antes do surgimento do ChatGPT e do crescente domínio do Google no espaço de assistentes virtuais. Especialistas têm observado que enquanto a OpenAI e o Google se apressaram em inovações, a Apple se manteve relativamente parada, o que acabou prejudicando sua relevância nesse mercado em rápida evolução.

A integração do Gemini também levanta uma questão interessante sobre o futuro dos assistentes virtuais. Comentários indicam que o assistente da Apple, ao longo do tempo, foi considerado uma opção inferior em comparação com outras tecnologias, levando a um ceticismo generalizado sobre a capacidade da Siri de atender às expectativas novas de usuários que agora esperam funcionalidades mais interativas e inteligentes, como respostas contextuais e intuitivas a comandos de voz. Um comentário notou que, a análise e a execução de tarefas simples precisam ser precisas e instantâneas, destacando falhas que se tornaram mais comuns nos últimos anos.

A competição acirrada no mercado de assistentes de voz e a pressão para atender prontamente as expectativas dos consumidores estão na linha de frente dessa transformação. A Apple não apenas precisa melhorar a Siri, mas também deve inovar continuamente para manter seu espaço contra gigantes como Google, Amazon e outras startups de IA que continuarão a emergir.

Ainda assim, há quem duvide da real eficácia dessa parceria. Comentários fazem referência a um ceticismo popular sobre a capacidade da Apple de se reposicionar adequadamente no mercado a partir dessa integração, com diversos usuários afirmando estar desencantados por promessas anteriores que não se concretizaram. Outros expressaram que, dado o histórico da Siri, pode levar tempo até que a nova versão se prove como realmente eficaz. Apesar da expectativa positiva, o desafio será enorme para a Apple, dada a longa história de frustrações associadas à sua assistente, que muitos consideram ainda abaixo das alternativas no mercado.

A Apple, portanto, não está apenas introduzindo uma nova tecnologia; está tentando mudar a narrativa e a percepção em torno da sua assistente, um coração pulsante da experiência do usuário em seus dispositivos. Se a estratégia será suficiente para ganhar a confiança dos usuários novamente, apenas o futuro vai revelar.

Fontes: The Verge, TechCrunch, Wired, CNBC

Detalhes

Apple

A Apple Inc. é uma multinacional americana de tecnologia, conhecida por desenvolver produtos eletrônicos, software e serviços. Fundada em 1976, a empresa é famosa por inovações como o iPhone, iPad e Mac. A Apple também é reconhecida por seu ecossistema de serviços, incluindo a App Store, Apple Music e iCloud. Com uma forte ênfase em design e experiência do usuário, a Apple se tornou uma das marcas mais valiosas do mundo, influenciando significativamente a indústria de tecnologia e consumo.

Resumo

A Apple anunciou a integração do Gemini, a nova tecnologia de inteligência artificial do Google, em sua assistente virtual, a Siri, em 9 de outubro de 2023. A decisão visa revitalizar a imagem da Siri, que tem enfrentado críticas por sua falta de inovações e desempenho insatisfatório em tarefas simples, como controlar dispositivos inteligentes. Usuários frequentemente expressam frustração com a assistente, enquanto a IA do Google tem sido elogiada por sua eficácia. No entanto, a parceria levanta preocupações sobre privacidade, especialmente considerando o acordo existente entre Apple e Google, que gera cerca de 20 bilhões de dólares anuais para a Apple. A Apple enfrenta o desafio de recuperar sua relevância em um mercado competitivo, onde a pressão por inovações é constante. Apesar das expectativas em torno do Gemini, há ceticismo sobre a capacidade da Apple de melhorar a Siri e atender às demandas dos consumidores, dado o histórico de promessas não cumpridas.

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