19/02/2026, 22:31
Autor: Ricardo Vasconcelos

No dia 5 de outubro de 2023, Marjorie Taylor Greene, ex-congressista da Geórgia, proferiu críticas contundentes à administração de Donald Trump e ao movimento MAGA (Make America Great Again), em resposta à prisão do Príncipe Andrew Mountbatten-Windsor na Grã-Bretanha. A ação da polícia britânica, que investigou o príncipe em meio ao escândalo de Epstein, provocou reações imediatas e fervorosas na política americana, onde Greene questionou a postura das autoridades dos Estados Unidos em relação a casos semelhantes.
Em suas declarações nas redes sociais, Greene lamentou a ausência de investigações relacionadas aos mesmos arquivos que resultaram na prisão do Príncipe Andrew, criticando o que ela viu como uma inércia pertencente ao movimento MAGA sob a administração Trump. “O Reino Unido prendeu Andrew por causa dos arquivos de Epstein e aqui o Presidente assinou uma ordem executiva protegendo o Glyphosate que causa câncer em nossos alimentos e não temos nenhuma prisão ou investigação relacionada a Epstein desde a liberação dos arquivos”, afirmou a ex-congressista. Greene sugeriu que, enquanto o Reino Unido avança na responsabilização de figuras públicas, os Estados Unidos ainda permanecem paralisados, sem ações efetivas em relação a crimes e escândalos de alta visibilidade.
A postura de Greene gerou uma série de reações. Muitas pessoas questionaram a sinceridade de suas palavras, já que ela foi uma das principais defensoras do ex-presidente Trump e um ícone proeminente do MAGA. A crítica de Greene à falta de investigações sobre Epstein não apenas trouxe à tona o desprezo por parte de alguns em relação à sua credibilidade, mas também expôs as divisões dentro do próprio movimento que criou. Em um contexto em que muitos têm criticado a ambiguidade de suas intenções, a figura de Greene está lutando para se reposicionar em um cenário pós-MAGA, um movimento que muitos seguidores acreditavam ser inabalável até recentemente.
Organizações de mídia têm relutado em comprar a nova abordagem crítica de Greene, e sua tentativa de distanciar-se de algumas das controvérsias vinculadas a seu passado cria um cenário intrigante para o futuro político. Alguns analistas apontaram que sua retórica pode ser parte de uma estratégia para atrair o eleitorado feminino suburbano, refletindo uma tentativa de reinventar sua imagem, apesar de sua história controversa. A desconfiança em relação a Greene permanece palpável, com a maioria das reações questionando seu preparo para liderar uma verdadeira mudança dentro do GOP. Ao contrário de sua popularidade inicial entre o eleitorado MAGA, muitos desconfiam se ela realmente busca uma transformação genuína ou se trata apenas de uma nova manobra política para se manter relevante em um ambiente político que está mudando rapidamente.
A prisão do Príncipe Andrew, que enfrentou acusações e um intenso escrutínio em sua relação com Jeffrey Epstein, provocou um tipo de reflexão que muitos no cenário político americano acreditam ser necessária. Os comentários de Greene, por mais controversos que possam ser, tocam em um sentimento subjacente sobre a accountability na política. A dependência prolongada do movimento MAGA em discursos incendiários e polarizadores levanta perguntas sobre o futuro do GOP. Muitos se perguntam se as críticas de Greene são uma tentativa legítima de mais progresso ou se ela simplesmente tenta salvar sua própria imagem em meio a uma base de apoiadores cada vez mais cética.
Os discursos em torno da prisão do Príncipe Andrew e da crise envolvendo Epstein em sua relação com Trump foram além das fronteiras britânicas, explorando a complexidade das interações entre a política americana e os escândalos de figuras reais. À medida que a narrativa se desenrola, a crescente insatisfação dentro do eleitorado MAGA e os desafios enfrentados por figuras proeminentes como Greene parecem ser um indicativo de que o caminho à frente pode ser complicado. O futuro do Partido Republicano pode muito bem depender de alguém como Greene, que já prejudicou a imagem de muitos ao seu redor, mas agora pode estar buscando uma chance de redempção em um período crítico da política americana.
Enquanto a consolação entre torcedores e críticos começa a surgir, o cenário continua tenso. O que pode parecer um momento de divisão reflete uma mudança na maneira como as pessoas se relacionam com os políticos e suas narrativas. O movimento MAGA, que foi uma fonte de unidade para muitos, parece estar começando a dividir-se em várias facções, conforme pessoas como Greene tentam definir novas mensagens para um público que mudou, exigindo maior responsabilidade e respostas claros sobre escândalos que sacudiram as fundações da política.
A dinâmica política nos Estados Unidos, somada à situação da Grã-Bretanha, destaca uma realidade inquietante: a luta por justiça e verdade, a consideração dos erros do passado e as aspirações de um futuro mais coeso para uma sociedade que clama por mudança. O que se segue para Greene e para o GOP neste novo capítulo permanece um mistério.
Sem dúvida, o impacto das palavras e ações de Greene e de outros líderes políticos se tornará um fator crítico conforme os Estados Unidos caminham em direção a eleições futuras, cada vez mais moldadas por um censo de ação, resposta e, talvez, perdão.
Fontes: Newsweek, The Guardian, Politico
Detalhes
Marjorie Taylor Greene é uma política americana, ex-congressista pela Geórgia e uma figura proeminente do movimento conservador MAGA. Conhecida por suas opiniões controversas e retórica polarizadora, Greene ganhou notoriedade por suas críticas a figuras políticas e por promover teorias da conspiração. Desde sua eleição, tem sido uma defensora ardente de Donald Trump, embora suas recentes críticas ao ex-presidente levantem dúvidas sobre sua fidelidade ao movimento.
Resumo
No dia 5 de outubro de 2023, Marjorie Taylor Greene, ex-congressista da Geórgia, criticou a administração de Donald Trump e o movimento MAGA em resposta à prisão do Príncipe Andrew Mountbatten-Windsor na Grã-Bretanha, que está sob investigação devido a um escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Greene questionou a falta de investigações nos Estados Unidos sobre casos semelhantes, lamentando que, enquanto o Reino Unido avança na responsabilização de figuras públicas, os EUA permanecem inertes. Sua crítica gerou reações mistas, com muitos duvidando de sua sinceridade, dado seu histórico como defensora de Trump. A postura de Greene pode ser uma tentativa de reposicionar-se politicamente em um cenário pós-MAGA, refletindo uma estratégia para atrair o eleitorado feminino suburbano. No entanto, a desconfiança em relação a suas intenções é palpável, levantando questões sobre sua capacidade de promover mudanças genuínas dentro do GOP. A situação política nos EUA, combinada com os escândalos britânicos, sugere um futuro incerto para Greene e o Partido Republicano, à medida que a população clama por maior responsabilidade e justiça.
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