Economia em Cuba atinge colapso com moeda desvalorizada e protestos

A economia cubana enfrenta sua maior crise, com a moeda local desvalorizando e a população enfrentando altos custos de vida enquanto voos internacionais são cancelados.

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12/02/2026, 16:30

Autor: Felipe Rocha

Uma imagem impactante que retrata um grupo de cubanos em uma praça pública, alguns segurando cartazes de protesto, enquanto outros observam atentamente. Ao fundo, há uma bandeira cubana esvoaçando, simbolizando a luta pela independência e liberdade. A expressão de preocupação e determinação nos rostos dos cidadãos cubanos reflete a grave crise econômica que o país enfrenta, ao passo que o sol poente ilumina a cena com um tom dramático.

Em um cenário de crise econômica sem precedentes, Cuba enfrenta uma desvalorização acentuada de sua moeda, com o peso cubano alcançando níveis históricos, cotado a 500 pesos por dólar americano. O impacto dessa crise se reflete diretamente na vida dos cidadãos, que veem seus salários médios, em torno de 7.000 pesos cubanos (aproximadamente 14 dólares), lutando para cobrir os custos básicos de subsistência. Um exemplo alarmante é o preço dos ovos, que atualmente custa 3.000 pesos cubanos, ou seja, cerca de 6 dólares – uma quantia exorbitante para a maioria da população.

Além da desvalorização da moeda, o turismo em Cuba, um dos principais pilares da economia, colapsou, uma vez que países como Canadá, Rússia e nações europeias foram forçados a cancelar voos para a ilha devido à escassez de combustível. O impacto do turismo na economia cubana não pode ser subestimado, uma vez que muitas famílias dependem diretamente dos visitantes para sua sobrevivência. O colapso do setor turístico não apenas exacerbou a crise econômica, mas também prejudicou as esperanças de recuperação do país.

Comentários sobre a situação do país levantam uma série de questões e críticas sobre a política externa dos Estados Unidos em relação a Cuba. O ressentimento acumulado por muitos cubanos, incluindo aqueles que atualmente vivem na diáspora nos EUA, é evidente. Há um histórico de tensões entre Cuba e os EUA que remonta à Revolução Cubana de 1959, quando Fidel Castro assumiu o poder e nacionalizou propriedade de investidores americanos, levando a um rompimento nas relações. Esse ressentimento permanece e é um tema recorrente nas discussões sobre a atual crise.

Enquanto a população cubana luta para sobreviver, oposições políticas e a luta pela independência continuam sendo temas debatidos nas plataformas sociais e por intelectuais. Há aqueles que acreditam que a resistência do povo cubano é um testemunho do espírito da nação, independentemente das adversidades. Os efeitos das políticas dos EUA, como o embargo econômico, são frequentemente mencionados como fatores que perpetuam as dificuldades enfrentadas pelos cubanos. A falta de apoio internacional e a crítica a ações que exacerbam a situação humanitária foram levantadas, gerando um apelo por soluções que reconheçam o desejo do povo cubano por autonomia e dignidade.

Na atmosfera atual, as vozes de cidadãos que clamam por mudanças se tornam cada vez mais audíveis. O povo cubano, que expressa sua insatisfação nas ruas, busca por alternativas e um futuro diferente para sua nação. A situação em Cuba levantou questões não apenas sobre a política interna, mas também sobre as responsabilidades internacionais e a ética que rege as relações entre países. O que se observa atualmente é uma intersecção entre luta econômica, desejo de liberdade e um chamado à comunidade internacional para responder a uma crise que, se ignorada, poderá ter repercussões além das fronteiras cubanas.

Nos próximos meses, à medida que a situação se desenrola e novos protestos surgem, será crucial observar as reações do governo cubano e da comunidade de países que interagem com a ilha. A necessidade urgente de uma reforma econômica que alivie a pressão sobre os cidadãos remetem à urgência de uma ação significativa. Se Cuba conseguirá encontrar um caminho para a recuperação ou se a crise se aprofundará, dependerá não apenas de fatores internos, mas também das escolhas feitas por países ao redor do mundo e da capacidade do povo cubano de continuar lutando por seus direitos e dignidade.

Fontes: BBC, Al Jazeera, The Guardian

Resumo

Cuba enfrenta uma crise econômica severa, com o peso cubano desvalorizado a 500 por dólar americano. Os cidadãos, com salários médios de 7.000 pesos cubanos (cerca de 14 dólares), lutam para cobrir os custos básicos, como os ovos, que custam 3.000 pesos cubanos. O turismo, vital para a economia, colapsou devido ao cancelamento de voos por países como Canadá e Rússia, exacerbando a crise. A política externa dos EUA em relação a Cuba, marcada por tensões desde a Revolução Cubana de 1959, é frequentemente citada como um fator que agrava a situação. A população cubana, que busca alternativas e um futuro melhor, expressa sua insatisfação nas ruas, levantando questões sobre a responsabilidade internacional e a ética nas relações entre países. O futuro de Cuba dependerá de reformas econômicas e da capacidade do povo de lutar por seus direitos e dignidade.

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