13/02/2026, 12:50
Autor: Ricardo Vasconcelos

No dia de hoje, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, anunciou a revogação de importantes regulamentações relacionadas às emissões de gases de efeito estufa que ameaçam a saúde humana. Essa decisão marca um passo atrás nas políticas climáticas e uma mudança significativa que poderá impactar não apenas os Estados Unidos, mas também outros países pelo mundo, incluindo o Reino Unido, que poderá sentir efeitos indiretos devido ao retrocesso nas normas americanas.
Trump descreveu as regulamentações como resultado de “uma política desastrosa da era Obama” e argumentou que as regras dificultavam o crescimento da indústria automobilística e aumentavam os custos para os consumidores. A revogação não apenas encerra as regulamentações de CO2 para novos veículos, mas também elimina créditos fiscais introduzidos na era Biden para fomentar a compra de veículos elétricos e a adoção de energias renováveis. Essas mudanças foram criticadas como um retorno à era de crescimento descontrolado dos combustíveis fósseis e uma degradação dos esforços de longas datas para mitigar os efeitos da mudança climática.
A decisão representa o retrocesso climático mais abrangente da administração Trump, que vem sendo marcada pela desconsideração dos perigos associados às mudanças climáticas. O ex-presidente sempre auxiliou posicionamentos que descreditavam a ciência climática, chamando a questão de um “golpe”. Na sua visão, a regulamentação estatal é uma barreira ao progresso econômico que, segundo ele, deverá trazer benefícios diretos para a população americana em termos de empregos e preços mais baixos. Contudo, críticos afirmam que tal abordagem ignora as consequências a longo prazo dos desastres climáticos cada vez mais frequentes, além dos riscos à saúde e segurança pública.
Desde sua primeira adoção em 2009, a constatação da EPA sobre as emissões de gases de efeito estufa levou a um robusto conjunto de leis destinadas a criar diretrizes e padrões para os poluentes mais nocivos à saúde e ao meio ambiente. As normas foram bastante significativas, sendo estabelecidas após a decisão da Suprema Corte em 2007 que destacou a necessidade de regulamentar as emissões de gases de efeito estufa sob a Lei do Ar Limpo. A revogação atual por Trump não apenas enfraquece essa legislação, mas também, muitas vezes, elimina a responsabilidade das indústrias em mitigar sua pegada de carbono.
Os efeitos da decisão de Trump reverberarão amplamente. Especialistas em questões climáticas e economistas alertam que, ao eliminar critérios regulatórios, a administração contribui para soluções mais lentas e menos eficazes no combate à mudança climática, justamente em um momento em que a comunidade científica clama por ações mais rápidas e audaciosas. As informações da EPA indicam que o setor de transporte e o setor energético são responsáveis por aproximadamente um quarto das emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos. A redução das regulamentações poderá resultar em aumentos diretos nessas emissões.
A reação à revogação foi imediata, com ex-líderes e especialistas criticando a decisão. Barack Obama, em um comunicado feito pela plataforma X, chamou a medida de um passo atrás, afirmando que ela tornará o país “menos seguro, menos saudável e menos capaz de combater as mudanças climáticas, tudo isso para que a indústria de combustíveis fósseis possa ganhar ainda mais dinheiro”.
As vozes de oposição delineiam uma ampla gama de preocupações sobre a segurança ambiental do país e do mundo. Alguns ativistas apontam que essa revogação deve se contrabalançar com o crescente movimento em prol da energia limpa, que ganhou força nos últimos anos. As comunidades e líderes ambientais da América do Norte estão se organizando para responder a essa política, exercendo pressão para que legisladores sigam em frente com regulamentações que promovam a proteção ao meio ambiente e a saúde pública.
A medida de Trump é mais uma peça de um quebra-cabeça político que se desdobra na arena global, afetando a posição dos Estados Unidos enquanto principal emissor de gases de efeito estufa. A reversão das regulamentações prejudica a imagem americana em fóruns ambientais internacionais, especialmente após a retirada do país do Acordo de Paris, um pacto vital para o combate das mudanças climáticas.
No entanto, o longo prazo poderá trazer desafios únicos para a administração atual e futuras. O processo de adaptação à nova política pode gerar divisão pública e resistência, o que pode tornar mais difícil a aceitação das normas de produção existentes no mercado automobilístico e energético em um mundo cada vez mais consciente das necessidades ambientais.
Assim, a decisão de revogar essa constatação científica sobre a mudança climática marca não apenas um retrocesso nas políticas governamentais, mas também levanta questões sobre o futuro das iniciativas de conservação e proteção ambiental nos Estados Unidos e em todo o mundo.
Fontes: The New York Times, BBC News, Reuters
Detalhes
Donald Trump é um empresário e político americano que serviu como o 45º presidente dos Estados Unidos de 2017 a 2021. Conhecido por seu estilo controverso e suas políticas polarizadoras, Trump é uma figura central no Partido Republicano e tem sido um defensor de políticas econômicas que favorecem a desregulamentação e o crescimento da indústria. Sua administração foi marcada por uma abordagem cética em relação às mudanças climáticas e por decisões que reverteram várias regulamentações ambientais.
Resumo
Hoje, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, anunciou a revogação de regulamentações sobre emissões de gases de efeito estufa, uma decisão que poderá impactar a saúde pública e as políticas climáticas globalmente. Trump criticou as normas como um legado da “era Obama” que, segundo ele, prejudicava a indústria automobilística e aumentava os custos para os consumidores. A revogação encerra as regulamentações de CO2 para novos veículos e elimina créditos fiscais para veículos elétricos, provocando críticas sobre um retrocesso no combate às mudanças climáticas. Especialistas alertam que a decisão pode resultar em aumentos nas emissões de gases de efeito estufa, especialmente no setor de transporte. A reação foi imediata, com ex-líderes como Barack Obama chamando a medida de um passo atrás para a segurança e saúde do país. A revogação também prejudica a imagem dos Estados Unidos em fóruns ambientais internacionais, levantando preocupações sobre o futuro das iniciativas de conservação e proteção ambiental.
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