Cliente não-binário processa salão de beleza e ganha no tribunal

Um cliente não-binário venceu um caso de discriminação contra um salão em Montreal, gerando discussões sobre identidades de gênero e atendimento ao consumidor.

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19/02/2026, 15:25

Autor: Laura Mendes

Uma imagem vibrante mostrando um salão de cabeleireiro moderno, com uma variedade de estilos de cabelo expostos. O ambiente é acolhedor e inclui cartazes sobre diversidade e inclusão. No fundo, um cabeleireiro atenta de forma amigável um cliente com cabelo não-binário, promovendo um senso de comunidade e aceitação. A imagem tem tons alegres e retrata interações positivas entre profissionais e clientes.

Em um recente e controverso caso judicial em Montreal, um salão de beleza enfrentou um desafio legal significativo ao discriminar um cliente não-binário. O caso surgiu quando o salão, a Station10, insistiu que os clientes se identificassem como masculinos ou femininos ao agendar um corte de cabelo. Os detalhes do caso foram amplamente discutidos nas redes sociais, onde muitos se posicionaram a favor do cliente, argumentando que a prática de exigir identificação de gênero era discriminatória e desnecessária.

O autor da ação, que se identificou como Migneault, alegou que a política do salão violava seus direitos enquanto pessoa não-binária. A argumentação se concentrou no fato de que a exigência de identificação de gênero era injusta e que o salão deveria ter alternativas mais inclusivas em seus formulários de agendamento. De acordo com documentos judiciais, Migneault buscava não apenas compensação financeira, que totalizava mais de 12.000 dólares, mas também uma mudança nas políticas do salão.

Os desafios enfrentados por Migneault não são únicos, refletindo questões mais amplas sobre identidade de gênero e aceitação na sociedade contemporânea. Em muitos contextos, a exigência de uma identificação de gênero binário continua a ser um ponto de discórdia. Ao lado do caso em Montreal, outras pessoas têm relatado experiências semelhantes em diversos setores, demonstrando que as expectativas sociais sobre gênero ainda impactam a maneira como os serviços são prestados.

Após a decisão judicial, que concluiu que a prática de exigir um gênero binário para o agendamento era discriminatória, o salão foi multado e teve que pagar os danos. Os co-proprietários do salão, incluindo Alexis Labrecque, expressaram sua frustração com o resultado, mencionando que tentaram acomodar Migneault, oferecendo um corte de cabelo gratuito e ajustando seu sistema de agendamento para inclusão, além de alegar que se sentiram extorquidos pela situação, especialmente depois de descobrirem que Migneault vinha travando lutas legais contra outros negócios.

A repercussão do caso provocou uma série de comentários e discussões, com muitos questionando a ética dos negócios ao exigir identificação de gênero e se as empresas são responsáveis por adaptar seus serviços a um mercado mais diverso. Para alguns, a questão levantada foi sobre a igualdade de tratamento em relação aos serviços prestados, e se o preço de um corte de cabelo realmente deve variar de acordo com o gênero, considerando que os estilos e os cuidados necessários podem ser semelhantes.

Analistas sociais também destacam que a luta pela inclusão de identidades não-binárias é fundamental para a evolução das normas sociais. Comentários feitos por pessoas na comunidade LGBTQ+ sugeriram que esse tipo de ação legal é uma maneira de ensinar os negócios sobre a importância da inclusão e respeito às identidades diversas. Alguns consideraram a ação de Migneault um passo positivo em direção a uma maior aceitação e reconhecimento das experiências não-binárias.

No entanto, o caso gerou reações mistas. Vários internautas expressaram apoio ao salão, argumentando que o foco na discriminação poderia ser visto como uma busca por compensação financeira em vez de uma verdadeira luta por igualdade. Críticas surgiram sobre o impacto dessa luta nas pequenas empresas, que muitas vezes lutam para manter-se viáveis em um mercado competitivo. Tais visões prenunciam um debate mais amplo sobre como as empresas lidam com normas sociais em mudança e as expectativas de seus clientes.

Com a decisão judicial, o salão Station10 precisou reavaliar suas políticas e procedimentos, adaptando-se a um ambiente de negócios que demanda mais inclusão e empatia. Enquanto muitos esperam que este caso leve a um aumento da compreensão e aceitação das identidades não-binárias, também levanta a questão sobre como as pequenas empresas devem navegar pelas complexidades legais e éticas em um mundo em constante mudança.

Esses eventos destacam a necessidade contínua de educação e compreensão em relação à diversidade de gênero. As consequências deste caso em particular serão observadas de perto, pois tanto o salão quanto a comunidade mais ampla aprendem com este episódio sobre o que significa oferecer um serviço respeitoso e inclusivo para todos os clientes. No final, a transformação cultural requer tanto sensibilidade quanto ação clara por parte das empresas e da sociedade como um todo.

Fontes: CBC News, Montreal Gazette, Le Devoir

Detalhes

Station10

Station10 é um salão de beleza localizado em Montreal, conhecido por oferecer serviços de corte e estilo. O salão se tornou o centro de uma controvérsia legal ao exigir que os clientes se identificassem como masculinos ou femininos ao agendar serviços, o que levou a um processo judicial por discriminação. A situação gerou discussões sobre a inclusão de identidades de gênero diversas e a responsabilidade das empresas em adaptar suas práticas.

Resumo

Um salão de beleza em Montreal, Station10, enfrentou um processo judicial por discriminação contra um cliente não-binário, Migneault, que alegou que a exigência de identificação de gênero para agendamentos violava seus direitos. Migneault buscava compensação financeira e mudanças nas políticas do salão, que foi multado após a decisão judicial que considerou a prática discriminatória. O caso gerou debates sobre a necessidade de inclusão e as responsabilidades das empresas em um mercado diversificado. Enquanto alguns apoiaram Migneault, outros criticaram a ação como uma busca por compensação financeira. A situação destaca a luta contínua pela aceitação de identidades não-binárias e a necessidade de adaptação das pequenas empresas às novas normas sociais. O episódio sublinha a importância da educação sobre diversidade de gênero e como as empresas devem navegar por questões legais e éticas em constante evolução.

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