Bielorrússia denuncia EUA por falha em emitir vistos para evento

A Bielorrússia criticou os EUA por não terem emitido vistos para sua delegação ao primeiro encontro do 'Conselho da Paz', iniciativa de Donald Trump.

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19/02/2026, 22:50

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma reunião de diplomatas em um salão luxuoso, com uma mesa redonda grande e bela, repleta de bandeiras de diferentes países, e um grande letreiro que diz "Conselho da Paz". Ao fundo, uma tela exibe uma imagem do presidente Trump em um gesto de convocação. Há expressões de ceticismo nos rostos dos diplomatas e uma atmosfera tensa.

A Bielorrússia trouxe à tona um desafio diplomático ao acusar os Estados Unidos de falharem em emitir vistos para seu ministro das Relações Exteriores e sua delegação, que se preparava para participar da reunião inaugural do denominado "Conselho da Paz", uma iniciativa proposta pelo ex-presidente Donald Trump. O Ministério das Relações Exteriores bielorrusso expressou em um comunicado sua insatisfação com a situação, afirmando que todos os procedimentos necessários foram cumpridos para garantir a presença de Maxim Ryzhenkov no evento, mas, apesar disso, os vistos não foram concedidos.

Segundo a declaração oficial da Bielorrússia, o país tinha a intenção de participar do conselho como membro fundador e doava sua participação a reuniões que pretendem abordar questões de paz e segurança. Entretanto, a falha em obter os vistos gerou uma série de questionamentos sobre a eficácia e a credibilidade do conselho, que já enfrenta críticas significativas desde seu anúncio. O ministério enfatizou que não está buscando desculpas para a ausência de seus representantes, mas sim uma explicação razoável para essa omissão, que foi caracterizada como uma falta de respeito às normas diplomáticas internacionais.

A situação também levanta um debate maior sobre a atual gestão da política externa dos Estados Unidos sob a liderança de Trump, especialmente sua abordagem em relação a nações que considera fora do escopo das alianças tradicionais. O projeto do "Conselho da Paz" já vinha sendo visto com desconfiança por analistas políticos e acadêmicos, que argumentam que a estrutura proposta carece de muitos dos fundamentos que sustentam organismos diplomáticos como a ONU, apresentando, em vez disso, riscos de ineficácia e corrupção.

Vários comentários opinativos surgiram em meio a essa crítica, com algumas pessoas questionando a real intenção de Trump ao criar tal conselho, ao invés de buscar ações efetivas mediante organismos já existentes. Um participante destacou que, para Trump, um apelo simplista do tipo “parem de brigar” parece ser suficiente para resolver conflitos internacionais, sugerindo que suas motivações podem estar mais ligadas à autoimagem do que à solução de problemas concretos.

Além disso, as implicações financeiras da participação da Bielorrússia no "Conselho da Paz" foram também abordadas, com observadores notando que o custo de um bilhão de dólares para adesão a este corpo consultivo seria bastante significativo para a economia bielorrussa. Um analista afirmou que esse valor representaria 1,37% do PIB do país, fazendo uma comparação com os níveis de contribuicão que os EUA poderiam suportar, o que destaca a disparidade nas expectativas entre países em desenvolvimento e potências no cenário global.

A falha em emitir os vistos é um exemplo emblemático das fraquezas inerentes à governança na nova formação de relações internacionais proposta por Trump. Críticos argumentam que a tentativa de reduzir a burocracia das negociações diplomáticas sem estabelecer uma fundação sólida de respeito mútuo e reconhecimento da soberania pode levar a resultados desastrosos, deslegitimando a iniciativa antes mesmo de ela começar.

Com as tensões diplomáticas continuando a aumentar, o evento cancelado não apenas evidencia o clamor por uma mudança nas relações entre os EUA e seus aliados, mas também levanta questões críticas sobre os métodos representativos utilizados por países que buscam se alinhar com as políticas norte-americanas. A ausência da Bielorrússia no "Conselho da Paz", por sua vez, serve como um lembrete gritante de que, em um mundo cada vez mais interconectado, a falta de comunicação e diplomacia pode se transformar rapidamente em um obstáculo para a paz.

A situação continua em evolução, com a expectativa de que o governo dos EUA responda oficialmente ao comunicado da Bielorrússia e esclareça qualquer incerteza sobre sua política de visto. Como as nações do mundo se adaptam a essas novas realidades políticas, a eficácia de conselhos e reuniões como esta marcham sob a sombra da desconfiança, levando a um questionamento contínuo sobre os valores fundamentais que moldam as interações internacionais.

Fontes: AFP, Yahoo News, Folha de São Paulo

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano que serviu como o 45º presidente dos Estados Unidos, de 2017 a 2021. Conhecido por seu estilo de liderança controverso e suas políticas de "América em Primeiro Lugar", Trump é uma figura polarizadora no cenário político. Antes de sua presidência, ele era um magnata do setor imobiliário e personalidade da televisão. Sua administração foi marcada por uma abordagem não convencional à política, incluindo a promoção de iniciativas como o "Conselho da Paz".

Resumo

A Bielorrússia acusou os Estados Unidos de não emitirem vistos para seu ministro das Relações Exteriores, Maxim Ryzhenkov, e sua delegação, que deveriam participar da reunião inaugural do "Conselho da Paz", uma iniciativa proposta pelo ex-presidente Donald Trump. O Ministério das Relações Exteriores bielorrusso expressou sua insatisfação, afirmando que todos os procedimentos foram cumpridos para garantir a presença de seus representantes. A situação levanta questionamentos sobre a eficácia do conselho, que já enfrenta críticas desde seu anúncio, e sobre a política externa dos EUA sob Trump. Analistas políticos criticam a falta de fundamentos sólidos na proposta do conselho, sugerindo que a abordagem simplista de Trump para resolver conflitos internacionais pode estar mais ligada à sua autoimagem do que a soluções concretas. Além disso, a adesão da Bielorrússia ao conselho, com um custo de um bilhão de dólares, representa uma parte significativa de seu PIB, destacando as disparidades entre países em desenvolvimento e potências globais. A ausência da Bielorrússia no evento ressalta a importância da comunicação e da diplomacia nas relações internacionais.

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