12/02/2026, 18:19
Autor: Felipe Rocha

No último domingo, 12 de fevereiro de 2026, durante a transmissão do Super Bowl, Bad Bunny conseguiu quebrar um recorde impressionante ao se tornar o quarto artista com o show de intervalo mais assistido na história do evento, acumulando 128,2 milhões de visualizações. Esse feito marca uma notável conquista para o cantor porto-riquenho, que está se consolidando como uma figura proeminente na música latina e no cenário global. Contudo, apesar do sucesso de Bad Bunny, a audiência geral do Super Bowl apresentou uma queda em relação aos anos anteriores, levantando discussões sobre o futuro da competição e do formato de entretenimento apresentado.
Os números referentes ao show de intervalo de Bad Bunny revelam um novo marco na popularidade da música latina em eventos de grande escala. O Super Bowl, que se tornou um evento emblemático, não só pelo futebol americano, mas também pelos seus espetáculos de entretenimento, está cada vez mais abrindo espaço para artistas de diferentes origens e gêneros. No entanto, a estatística conquistada por Bad Bunny também ressalta uma tendência: após quatro anos de crescimento constante na audiência geral dos shows de intervalo, este ano houve uma queda de mais de 5 milhões de espectadores em comparação ao Super Bowl anterior. Tal fato levanta questões sobre a sustentabilidade do atual formato e o interesse do público a longo prazo.
Em um contexto mais amplo, muitos se questionam sobre a relevância de determinar rankings com base em números de visualização, ainda mais em uma era onde plataformas de streaming e redes sociais desempenham papel central na forma como o público consome conteúdo. Caso sejam incluídas as visualizações de redes sociais, os números de Bad Bunny seriam ainda mais expressivos. Segundo relatos, o consumo total nas redes sociais do show do intervalo do cantor ultrapassou 4 bilhões de visualizações nas 24 horas seguintes à apresentação, conforme dados da NFL e Ripple Analytics, representando um aumento de 137% em relação ao ano anterior.
Os números de Bad Bunny, no entanto, são ofuscados por comparações com os ícones que o precederam. Michael Jackson, por exemplo, detém o recorde de audiência do show de intervalo desde 1993, com 133,4 milhões de visualizações, em um cenário onde a televisão ainda era a principal forma de consumo de mídia. A comparação entre esses momentos históricos levanta questões sobre a evolução do entretenimento e o impacto que o crescimento das plataformas digitais teve no engajamento do público.
Michael Jackson não é o único artista a dominar esse espaço; nomes como Rihanna, Katy Perry e Usher também estão entre os que conquistaram grandes audiências de visualização durante seus shows de intervalo. Na verdade, sites especializados em cultura pop e entretenimento têm notado uma crescente diversidade de artistas que se apresentam durante o Super Bowl, uma mudança que pode estar relacionada ao desejo da NFL de alcançar uma audiência mais ampla e diversificada.
Ainda assim, algumas discussões giram em torno da natureza da audiência do Super Bowl e do show de intervalo. Recente debate destaca que muitos espectadores assistem ao Super Bowl em festas ou eventos sociais, resultando em práticas de visualização menos tradicionais que podem não ser contabilizadas nas estatísticas. Isso levanta um aspecto importante sobre como as audiências são medidas em uma era digital em que as visualizações podem se fragmentar entre diferentes plataformas e modos de visualização.
Por outro lado, críticos também mencionam que a apresentação do show de intervalo deve ser vista dentro do contexto das performances ao vivo das últimas temporadas, que têm se concentrado em fornecer espetáculos mais elaborados e diversificados. A queda na audiência geral pode ser atribuída a uma série de fatores, incluindo a falta de hinos nostálgicos que costumavam ressoar através das gerações e a percepção de que algumas performances se distanciam do que os espectadores consideram tradicional no Super Bowl.
Em conclusão, enquanto Bad Bunny celebra sua recente conquista e o Super Bowl continua a ser um evento monumental no calendário esportivo e de entretenimento, a indagação sobre o futuro da audiência e a aceitação do público em relação ao show de intervalo se torna cada vez mais pertinente. Será que os próximos eventos terão a capacidade de recuperar a audiência perdida ou precisarão se reinventar de forma ainda mais ousada para manter a relevância em um mundo em constante mudança?
Fontes: Variety, ESPN, Folha de São Paulo, Billboard, The Guardian
Detalhes
Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, é um cantor e compositor porto-riquenho que se destacou no gênero urbano e reggaeton. Desde seu surgimento em 2017, ele conquistou o público global com sucessos como "Safaera" e "Dakiti". Bad Bunny é conhecido por sua fusão de estilos e por abordar temas sociais em suas letras. Ele se tornou um ícone da música latina, recebendo diversos prêmios e reconhecimentos, incluindo Grammy e Billboard Music Awards.
Resumo
No último domingo, 12 de fevereiro de 2026, durante o Super Bowl, Bad Bunny quebrou um recorde ao se tornar o quarto artista com o show de intervalo mais assistido na história do evento, acumulando 128,2 milhões de visualizações. Essa conquista destaca a ascensão do cantor porto-riquenho na música latina e global, embora a audiência geral do Super Bowl tenha caído em mais de 5 milhões de espectadores em relação ao ano anterior, levantando questões sobre o futuro do evento. Apesar do sucesso de Bad Bunny, a comparação com ícones como Michael Jackson, que detém o recorde de 133,4 milhões de visualizações desde 1993, evidencia a evolução do entretenimento e o impacto das plataformas digitais. O show de intervalo também reflete uma crescente diversidade de artistas, mas debates sobre a medição da audiência em uma era digital e a natureza das visualizações continuam. Enquanto Bad Bunny celebra seu feito, o Super Bowl enfrenta o desafio de se reinventar para manter sua relevância em um cenário em constante mudança.
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