Ursula von der Leyen alerta sobre os desafios da ordem mundial

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirma que a União Europeia deve se preparar para desafios crescentes à ordem internacional, destacando a crescente agressividade de potências como Irã e China.

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09/03/2026, 13:46

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma reunião de líderes mundiais em uma cúpula internacional, todos em trajes formais, discutindo com preocupação. O fundo mostra um globo terrestre com elementos simbólicos de desafios geopolíticos, como mísseis e bandeiras de diferentes países, criando uma atmosfera de tensão e urgência.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez declarações contundentes em uma recente conferência sobre segurança internacional, anunciando que a União Europeia não pode mais se apoiar em um sistema “baseado em regras” diante das crescentes ameaças globais. Von der Leyen, que se manifestou em um momento crítico da geopolítica, enfatizou que o cenário atual exige uma nova abordagem para enfrentar os desafios imprevistos, como a crescente agressividade do Irã e as intenções expansionistas da China.

As declarações de von der Leyen vêm em um período em que a ordem mundial tem mostrado sinais de fragilidade, exacerbada pela recente invasão da Ucrânia pela Rússia. Os comentários refletem um sentimento crescente de que a segurança global está sob ameaça e que a confiança nas iniciativas diplomáticas e em acordos escritos pode ser uma abordagem ingênua. "Confiar em um acordo e em um pedaço de papel para prevenir conflitos é idiotamente ingênuo", disse um comentarista preocupado, refletindo uma perspectiva que ressoa com muitos especialistas em segurança.

Historiadores e analistas têm notado que a ordem mundial estabelecida após a Segunda Guerra Mundial tem sido desgastada com eventos como a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e a subsequente instabilidade no Oriente Médio. Esses eventos, segundo analistas, puseram em questão a credibilidade de normas internacionais e instituições que buscavam manter a paz e a segurança, levando muitos a criticarem não apenas as ações norte-americanas, mas também a falta de solidariedade europeia durante crises internacionais. Com a crescente percepção de um mundo mais perigoso, torna-se evidente que as consequências de decisões políticas têm reverberações globais.

Em um momento em que líderes do mundo inteiro se reúnem para discutir segurança, von der Leyen destacou que a criação de regras efetivas deve ser acompanhada por consequências reais para aqueles que escolhem ignorá-las. Essa abordagem prática é essencial num momento em que países como a China demonstram crescimento militar e territorial no Mar do Sul da China e onde o Irã avança em seu programa nuclear, criando assim um panorama mais complexo para a paz global.

Sinais de alerta estão se acumulando, com alguns especialistas sugerindo que a Europa deve rever suas políticas de defesa à luz das novas ameaças. Se antes existia uma confiança nas instituições globais, como a OTAN, essa confiança parece estar em declínio. A crescente militarização de nações, como observado por um comentarista que expressou a necessidade de investimentos significativos em defesa, revela um bispo de incertezas que permeia as potências europeias.

A União Europeia, sob a liderança de von der Leyen, deve considerar aumentar sua autonomia estratégica e militar, o que requer investimentos significativos em capacidades de defesa face à crescente dependência de potências externas, especialmente os EUA. As tensões têm gerado reações, com um forte chamado à unidade e à ação positiva para não deixar que a inação culmine em conflitos abertos, como muitos temem.

A situação é alarmante, e von der Leyen tem sido um defensor da importância de envolver as democracias ocidentais para contrabalançar ameaças emergentes. Com o clima internacional se deteriorando, é essencial que a União Europeia se posicione firmemente ao lado de seus aliados e estabeleça um caminho mais claro na defesa de seus interesses estratégicos. "A ordem baseada em regras já explodiu na Segunda Guerra do Iraque", afirmou um dos comentaristas, expressando uma visão compartilhada sobre como as interações internacionais podem mudar rapidamente.

Diante disso, um novo entendimento sobre como os países se relacionam e interagem pode ser necessário. A ideia de que forças militares e dissuasão são as únicas garantias de segurança está se tornando mais prevalente, e isso pode forçar países a tomarem decisões difíceis sobre como investir em segurança para garantir a paz a longo prazo.

À medida que o mundo observa as interações na arena internacional, a mensagem de von der Leyen se torna um aviso claro: a União Europeia não pode mais se permitir a inação. As exigências da nova política externa e de defesa são claras, e os líderes europeus devem estar prontos para agir e enfrentar os oponentes com determinação e resiliência, caso contrário, a autoridade da ordem internacional como um todo poderá ser irremediavelmente comprometida.

Fontes: BBC, The Guardian, Reuters, Al Jazeera

Detalhes

Ursula von der Leyen

Ursula von der Leyen é uma política alemã e atual presidente da Comissão Europeia, cargo que ocupa desde dezembro de 2019. Ela foi a primeira mulher a assumir essa posição e tem se destacado por suas abordagens em questões de segurança, defesa e política externa da União Europeia. Antes de sua atuação na Comissão, von der Leyen foi ministra da Defesa da Alemanha e ocupou vários outros cargos ministeriais, sendo uma figura importante na política europeia contemporânea.

Resumo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou em uma conferência sobre segurança internacional que a União Europeia não pode mais confiar em um sistema “baseado em regras” diante das crescentes ameaças globais, como a agressividade do Irã e as intenções expansionistas da China. Em um contexto de fragilidade da ordem mundial, exacerbada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, von der Leyen enfatizou a necessidade de uma nova abordagem para a segurança global. Historiadores e analistas apontam que a credibilidade das normas internacionais está em questão, especialmente após eventos como a invasão do Iraque. A presidente destacou a importância de consequências reais para aqueles que ignoram as regras e sugeriu que a Europa deve rever suas políticas de defesa. Com a crescente militarização de nações e a deterioração do clima internacional, a União Europeia deve aumentar sua autonomia estratégica e militar, investindo em capacidades de defesa. A mensagem de von der Leyen é clara: a inação não é mais uma opção, e os líderes europeus devem agir para proteger a ordem internacional.

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