Trump exerce influência perigosa sobre a política europeia e mundial

A recente análise sobre a relação entre Trump e Putin revela preocupações sobre a influência do ex-presidente na estabilidade europeia e na geopolítica global.

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17/01/2026, 10:24

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma representação dramática de Donald Trump e Vladimir Putin em uma mesa de negociação, ambos com expressões desafiadoras, enquanto um mapa da Europa e antigas bandeiras da OTAN se entrelaçam ao fundo. O ambiente é tenso, refletindo um mundo em conflitos e alianças instáveis com elementos que indicam uma luta pelo poder global.

Em um cenário geopolítico em rápida mudança, os comentários sobre a influência de Donald Trump na política europeia levantam preocupações sobre a eficácia e a segurança das alianças estabelecidas há décadas, como a OTAN. Opiniões recentes indicam que, embora Vladimir Putin seja visto como uma ameaça manifesta à estabilidade europeia, a capacidade de Trump de moldar a política mundial pode ter consequências ainda mais preocupantes, não apenas para a Europa, mas para a ordem global.

Recentemente, analistas políticos têm se empenhado em entender as dinâmicas entre Trump e Putin, considerando-os não como adversários, mas como aliados na promoção de um agenda que está prejudicando a coesão das alianças ocidentais. Opiniões destacam que, enquanto Putin atua de maneira direta — buscando expandir suas fronteiras e influência — Trump, em sua retórica e ações, tem um impacto que poderia ser descrito como uma forma de “pau mandado”, permitindo que interesses russos se fortaleçam.

Um dos pontos destacados é a alegação de que as ações de Trump estão alinhadas com os interesses de Putin, promovendo divisões dentro da OTAN e prejudicando a União Europeia, na medida em que busca enfraquecer seus aliados tradicionais. Essa complexa rede de influência sugere que Trump não apenas é parte do problema, mas talvez um facilitador involuntário de um cenário em que a Rússia pode agir com maior liberdade e menos resistência.

Nos últimos meses, a dinâmica do poder global tem se reconfigurado, com Trump se afirmando como uma figura proeminente na cena internacional. Sua administração reivindicou um controle hegemônico em várias regiões, incluindo a América Latina e a Europa, onde os EUA têm tomado medidas decisivas em resposta a crises políticas e sociais, como na Venezuela e nas relações com o Irã.

A retórica agressiva de Trump, bem como seu uso da força militar, moldaram um novo paradigma. Sua postura em relação a questões de segurança parece ter deixado líderes globais em um estado de avaliação e hesitação. A ideia de que os EUA estão novamente se apresentando como uma potência imperial não é apenas um retorno ao passado, mas a emergência de um novo tipo de imperialismo sob uma liderança controversa. Este novo cenário, que presenciamos, convida a uma análise cuidadosa sobre a saúde das democracias ocidentais e seus sistemas de apoio.

Enquanto analistas relataram que a ascensão de Trump poderia ser uma oportunidade para repensar a hegemonia global e o papel americano, há uma crescente preocupação de que essa ascensão não seja acompanhada de responsabilidade e pragmatismo. O efeito dominó da sua política, que tem como alvo a separação de aliados mais próximos, gera um clima de incerteza, especialmente entre os lideres europeus que já enfrentam desafios internos significativos.

Um aspecto crucial essa dinâmica é o que está sendo chamado de “nova ordem mundial trumpiana”, que parece ignorar as lições da história recente sobre o que ocorre quando potências enfrentam um declínio em seu papel hegemônico. A análise do papel de Trump como um agente que pode inadvertidamente levar as democracias à ruína, ao mesmo tempo em que fortalece estruturas autoritárias em lugares como a Rússia, é um ponto central no discurso político contemporâneo.

Enquanto isso, a comunidade internacional observa com apreensão as repercussões dessa interação, esperando que o tempo prove a sua visão de que a era da dominância unilateral não é apenas insustentável, mas potencialmente catastrófica. Assim, as implicações da política externa de Trump para a Europa e além permanecem um tema de vasta discussão, com muitos defendendo que é hora de repensar não apenas a relação entre os líderes, mas o futuro das alianças transatlânticas. A pergunta que paira é até que ponto será possível estabilizar o mundo em meio a jogos de poder tão complexos e interligados.

Fontes: The New York Times, BBC News, Al Jazeera

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano, conhecido por ter sido o 45º presidente dos Estados Unidos, de 2017 a 2021. Antes de sua carreira política, ele ganhou notoriedade como magnata do setor imobiliário e personalidade da televisão. Sua presidência foi marcada por políticas controversas, retórica agressiva e uma abordagem não convencional nas relações internacionais, que provocaram debates acalorados sobre seu impacto na política global e nas alianças tradicionais.

Resumo

Em meio a um cenário geopolítico em transformação, a influência de Donald Trump na política europeia gera preocupações sobre a eficácia das alianças tradicionais, como a OTAN. Embora Vladimir Putin seja considerado uma ameaça direta à estabilidade da Europa, a retórica e as ações de Trump podem ter consequências ainda mais preocupantes para a ordem global. Analistas sugerem que Trump e Putin, em vez de serem adversários, podem estar alinhados em uma agenda que prejudica a coesão ocidental, com Trump promovendo divisões na OTAN e enfraquecendo a União Europeia. A ascensão de Trump à cena internacional, marcada por uma postura agressiva e o uso da força militar, provoca incertezas entre líderes globais. Sua administração tem buscado reafirmar o controle hegemônico dos EUA em várias regiões, o que levanta questões sobre a saúde das democracias ocidentais. O conceito de uma "nova ordem mundial trumpiana" ignora lições históricas sobre o declínio hegemônico, levando à preocupação de que suas políticas possam inadvertidamente fortalecer regimes autoritários, como o da Rússia. O futuro das alianças transatlânticas e a estabilidade global permanecem em debate.

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