Trump acena com apoio ao setor de petróleo em Venezuela sem garantia de sucesso

Em meio a um cenário delicado, empresas de petróleo dos EUA expressam hesitação em investir na Venezuela, alertando sobre riscos e custos.

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10/01/2026, 15:32

Autor: Ricardo Vasconcelos

Um conselho de diretores de uma grande empresa de petróleo rodeado por mapas da Venezuela, discutindo planos de expansão enquanto olham para uma tela que exibe gráficos de produção em queda. O ambiente é tenso e corresponde a uma situação de crise, com várias bandeiras de empresas de petróleo em segundo plano.

Em um momento crítico para a indústria do petróleo e para as relações internacionais, os executivos das principais empresas petrolíferas dos Estados Unidos demonstraram hesitação em investir na Venezuela, conforme relatos de uma reunião recente com o ex-presidente Donald Trump. Esta reunião, marcada por um contexto político conturbado e uma infraestrutura petrolífera em declínio, levantou questões sobre a viabilidade do investimento na nação sul-americana, que há anos atravessa uma crise econômica e política.

A reunião, que estava supostamente destinada a discutir a futura exploração de petróleo na Venezuela, gerou ceticismo entre os diretores das companhias, que alegaram que a situação no país tornaria qualquer investimento extremamente arriscado. De acordo com informações, a infraestrutura venezuelana está em condições críticas, necessitando de bilhões para reparos e reestruturação. Em meio a um excesso global de petróleo, as empresas reluctam em destinar recursos a um país onde a produção local é uma sombra do que já foi.

Os comentários revelaram um ponto crucial: a percepção de que a corrupção e a incerteza política no governo de Nicolás Maduro criam barreiras praticamente intransponíveis para um retorno seguro dos investimentos. Historicamente, as gigantes do petróleo esperam que um governo estável garanta a proteção de seus ativos antes de se aventurar em ações externas. A experiência anterior das empresas, que perderam investimentos significativos quando a Venezuela nacionalizou suas operações, ainda pesa na mente dos executivos. Isso leva as empresas a questionarem se os possíveis benefícios superariam os riscos envolvidos.

Em adição a esses fatores, na avaliação de especialistas, a tensão geopolítica e as sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela também complicam o cenário. Trump, em sua busca por alternativas de petróleo para reduzir os preços em casa, pode ter subestimado as realidades operacionais que cercam qualquer tentativa de retomar as operações na Venezuela. A consulta tardia com as empresas de petróleo levanta dúvidas sobre a precisão do planejamento e a real motivação por trás do movimento, que parece mais uma estratégia política, segundo críticos.

Políticos e analistas alertam que o apelo de Trump às empresas de petróleo sem um plano claro pode resultar em um desperdício. Se a indústria não puder garantir a segurança e a viabilidade financeira dos investimentos, a proposta se torna quase inviável. A lógica de que o retorno ao abastecimento de petróleo da Venezuela poderia melhorar a economia dos EUA não leva em conta que a produção local nem se aproxima das expectativas e que, ao contrário, a segurança da região continua a ser um fator de intimidação.

Adicionalmente, o aquecimento das relações entre o governo americano e outros países, como a Rússia e a China, traz à tona as preocupações com possíveis consequências indesejadas. O movimento em direção à Venezuela poderia ser visto como uma tentativa de restaurar o controle da influência americana na América do Sul, mas as repercussões desse ato poderiam ser catastróficas, especialmente se os conflitos no país continuarem a escalar.

Para os líderes na indústria do petróleo, a situação ainda é delicada. Mentre os preços do barril já estão em um nível que não é atraente para investigações massivas, parece que a construção de novos arranjos somente será considerada se houver garantias sólidas de estabilidade e rentabilidade. Por ora, o divertimento de Trump de negociar com os executivos pode não ser suficiente para abrir as válvulas dos investimentos que a Venezuela desesperadamente precisa.

Em resumo, o cenário da reunião entre Trump e os gigantes do petróleo continua a evidenciar as complexidades da política internacional envolvendo recursos naturais. As empresas não desejam entrar em compromisso com soluções apressadas que possuem um histórico de falha. A perspectiva de investimento na Venezuela se mostra nebulosa em meio a um quadro em que a certeza e a clareza permanecem como requisitos fundamentais. Se o ex-presidente realmente deseja ver um renascimento da indústria petrolífera na Venezuela, será imperativo que ele e sua administração priorizem tanto a estabilização política quanto a reconstrução da infraestrutura, um passo que exigirá mais do que promessas e palavras.

Fontes: Folha de São Paulo, BBC News, The Guardian

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano que serviu como o 45º presidente dos Estados Unidos de 2017 a 2021. Conhecido por seu estilo de liderança controverso e por suas políticas econômicas e de imigração, Trump também é uma figura proeminente no setor imobiliário e na mídia. Sua presidência foi marcada por divisões políticas e debates acalorados sobre suas políticas e ações.

Resumo

Executivos das principais empresas petrolíferas dos EUA demonstraram hesitação em investir na Venezuela durante uma reunião com o ex-presidente Donald Trump. O encontro, que visava discutir a exploração de petróleo no país, revelou ceticismo em relação à viabilidade do investimento, dado o estado crítico da infraestrutura petrolífera e a crise econômica e política que a Venezuela enfrenta. Os diretores das companhias destacaram que a corrupção e a incerteza política sob o governo de Nicolás Maduro criam barreiras significativas para um retorno seguro dos investimentos. Além disso, a tensão geopolítica e as sanções dos EUA complicam ainda mais o cenário. Especialistas alertam que a proposta de Trump pode resultar em desperdício, já que a segurança e a viabilidade financeira dos investimentos não estão garantidas. A situação delicada da indústria do petróleo, somada aos preços baixos do barril, torna o investimento na Venezuela ainda mais incerto. Para que haja um renascimento na indústria petrolífera do país, será necessário priorizar a estabilização política e a reconstrução da infraestrutura.

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