Queda na popularidade dos EUA indica fadiga global com Trump

A crescente insatisfação internacional com a liderança dos EUA reflete uma queda drástica na popularidade, com 82% dos países agora vendo a nação de forma negativa.

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07/05/2026, 06:48

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cena vibrante de líderes mundiais em uma mesa de negociações disputando acordos, com bandeiras dos EUA, China e Rússia em destaque. O ambiente é tenso e iluminado de forma dramática, refletindo a luta pelo poder global. O cenário é cheio de expressões de preocupação e desconfiança entre os líderes, simbolizando uma era de incerteza nas relações internacionais.

A reputação dos Estados Unidos no cenário global está em um declínio acentuado, impulsionada pela liderança de Donald Trump e pelas políticas controversas do seu governo. Novas pesquisas revelam uma impressionante redução nas taxas de aprovação do país, que caíram de 76% em 2024 para apenas 45%, o pior índice registrado desde a administração de George W. Bush. A pesquisa, realizada antes de eventos governamentais significativos, como a repressão do ICE em Minneapolis e a escalada de tensões no Irã, sugere uma mudança radical na percepção global sobre a nação americana.

Os dados revelam que aproximadamente 82% dos países têm uma visão negativa dos Estados Unidos, estabelecendo Trump como o líder menos popular do mundo, mesmo atrás de figuras como Xi Jinping e Vladimir Putin. Esses números são um forte contraste em relação ao auge da influência americana no século 20, quando o país se destacava como um farol de democracia, ajudando a reconstruir nações devastadas pela guerra após a Segunda Guerra Mundial. O apoio e a cooperação que os EUA ofereceram a muitos países em seu passado não apenas solidificaram alianças, mas também serviram como uma base para a construção de democracias duradouras.

Atualmente, as nações estão começando a rever a dependência que mantiveram dos Estados Unidos por tanto tempo. A sensação de fadiga em relação ao comportamento americano é sentida em muitos círculos diplomáticos. Muitos líderes e cidadãos de outras partes do mundo têm se expressado sobre a necessidade de diversificar suas alianças, buscando formar parcerias com outros países que não imponham o mesmo tipo de volatilidade que parece se tornar uma característica da política externa dos EUA.

Na Europa, essa mudança já é visível, com os países investindo em autossuficiência e em novas alianças. A China, embora frequentemente vista como uma rival, continua a se expandir silenciosamente nas relações internacionais, enquanto a Rússia luta para se manter relevante após anos de conflitos e sanções que deixaram sua economia e exército desgastados. O desejo de afastar-se da esfera de influência americana está crescendo, conforme muitos líderes reconhecem que a relação com os EUA pode se tornar um fardo, ao invés de um benefício.

O sentimento geral pode ser resumido em um critério simples: as nações estão percebendo que a manutenção de relações estreitas com os Estados Unidos pode não ser tão benéfica quanto se pensava anteriormente. Com a retórica altamente dramática que se tornou norma sob a administração Trump, a imagem dos Estados Unidos como um parceiro confiável foi severamente prejudicada, levando muitos a considerarem a diminuição da dependência econômica e tecnológica do país.

Adicionalmente, a dura realidade de lidar com os EUA é comparada a como as nações têm precisado abordar a Rússia em tempos recentes. De acordo com analistas, a forma como os EUA têm operado sugere um modelo que pode levar outros países a tentar reduzir sua exposição a produtos e tecnologias americanas, um movimento que poderia ter ramificações sérias para a economia e a posição global dos EUA. A resposta global ao que é percebido como o ego e a arrogância da administração atual está se manifestando em novas dinâmicas e relacionamentos.

É necessário reconhecer, no entanto, que os Estados Unidos ainda detêm poder significativo no cenário mundial, não obstante a queda em seu prestígio. Ao mesmo tempo em que o governo americano enfrenta críticas, muitos especialistas afirmam que, malgré tudo, a fragmentação total das relações internacionais é improvável, pelo menos num futuro próximo. Os líderes precisam lidar com o fato de que, independentemente de suas discordâncias, as interações econômicas e políticas com os Estados Unidos continuam a ter um peso considerável.

Enquanto isso, as vozes em busca de cobrir as notícias dos EUA também se tornam cada vez mais comuns. Há quem já busque tecnologias que bloqueiem o acesso a informações e narrativas oriundas do país, expressão clara de um cansaço que permeia diferentes nações, refletindo um desdém americano que não pode ser ignorado. À medida que a estrutura do poder global continua a se remodelar, é inegável que a imagem da América como líder global está enfrentando desafios sem precedentes. O futuro das relações internacionais dependerá de como os Estados Unidos responderão a essa crescente insatisfação e se conseguirão reverter a percepção negativa que se espalha pelo mundo.

Fontes: The New York Times, BBC, The Guardian, Pew Research Center

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano, conhecido por ter sido o 45º presidente dos Estados Unidos, de 2017 a 2021. Antes de sua presidência, ele era um magnata do setor imobiliário e personalidade da televisão. Sua administração foi marcada por políticas controversas e uma retórica polarizadora, que geraram tanto apoio fervoroso quanto intensa oposição. Após deixar o cargo, Trump continuou a influenciar a política americana e a vida pública.

Resumo

A reputação dos Estados Unidos no cenário global está em declínio, com a liderança de Donald Trump sendo um fator crucial. Pesquisas recentes mostram que a taxa de aprovação do país caiu de 76% em 2024 para apenas 45%, o menor índice desde a administração de George W. Bush. Aproximadamente 82% das nações têm uma visão negativa dos EUA, tornando Trump o líder menos popular do mundo. Essa mudança de percepção leva países a reconsiderarem sua dependência dos Estados Unidos, buscando diversificar suas alianças e investir em autossuficiência. Na Europa, essa tendência já é evidente, com líderes reconhecendo que a relação com os EUA pode se tornar um fardo. Apesar das críticas, os Estados Unidos ainda mantêm um poder significativo, mas a crescente insatisfação global pode afetar sua posição no futuro. A imagem da América como líder global enfrenta desafios sem precedentes, e o futuro das relações internacionais dependerá da capacidade dos EUA de reverter essa percepção negativa.

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