Paquistão declara guerra aberta ao Afeganistão após ataques transfronteiriços

O Paquistão declarou guerra aberta ao Afeganistão em resposta a uma série de ataques transfronteiriços, acirrando um conflito histórico entre as duas nações muçulmanas.

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27/02/2026, 12:45

Autor: Felipe Rocha

Uma imagem impactante que retrata soldados paquistaneses em ação na fronteira com o Afeganistão, enquanto a fumaça de explosões eleva-se ao fundo. As cores vibrantes e a intensidade da cena transmitem a gravidade do conflito que se aproxima, com um céu nublado, simbolizando a incerteza e a tensão entre os dois países.

No dia 14 de março de 2023, o Paquistão anunciou uma declaração de "guerra aberta" contra o Afeganistão, intensificando uma escalada de tensões que vem se desencadeando há anos nas relações entre os dois países. Este movimento ocorre na sequência de um ataque transfronteiriço que deixou várias vítimas e provocou uma onda de indignação no governo paquistanês. As forças armadas do Paquistão prometeram uma resposta decisiva, alegando a necessidade de proteger suas fronteiras e a segurança nacional.

As razões para o aumento das hostilidades entre os dois países são complexas e estão enraizadas em relações históricas. O Paquistão tem uma longa história de envolvimento em questões afegãs, muitas vezes aproveitando os conflitos internos do Afeganistão para avançar seus próprios interesses regionais. É notável que um dos grupos que teve origem na década de 1980, os Mujahideen, foi apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria, levando à formação do Talibã posteriormente. Essa relação, que uma vez parecia benéfica para o Paquistão, agora se transforma em um pesadelo, pois o Talibã, que emergiu como uma força dominante no Afeganistão, apresenta agora um dilema à segurança do Paquistão.

O recém-empossado governo talibã tem enfrentado crescente pressão interna e externa, e tem sido acusado de reprimir opositores e de não cumprir promessas de um governo inclusivo. O renascimento dos grupos armados, como o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), que se opõem ao governo paquistanês e atuam em ambos os lados da fronteira, só agrava a situação. A violência crescente resultante de disputas de poder entre essas facções é um fator que levou o governo paquistanês a adotar uma postura mais agressiva.

O Paquistão se encontra em uma posição delicada. Durante os anos de ocupação americana no Afeganistão, os estrategistas paquistaneses relataram que o país desfrutou de um período de relativa segurança, conseguindo redirecionar sua economia. No entanto, a retirada das forças americanas trouxe à tona as fragilidades que estavam escondidas sob a superfície. A opinião pública no Paquistão está dividida sobre o papel do país no que diz respeito ao suporte e repúdio ao Talibã. O exército paquistanês, embora ciente das implicações de um Talibã fortalecido do outro lado da fronteira, muitas vezes se encontra em um dilema em relação ao suporte de seus serviços de inteligência a grupos dentro do Afeganistão.

Sob esta nova realidade, as repercussões de um conflito armado entre os dois países muçulmanos se estenderiam muito além de suas fronteiras. Enquanto isso, o foco da comunidade internacional também está em outros conflitos, como a guerra na Ucrânia e as questões entre os Estados Unidos e o Irã, levando a temores de que o Oriente Médio pode estar se tornando um verdadeiro campo de batalha em múltiplas frentes.

A questão agora é como a comunidade internacional reagirá a essa nova fase de hostilidade entre o Paquistão e o Afeganistão. Especialistas em relações internacionais alertam que esta escalada pode ter consequências devastadoras para a estabilidade da região, afetando diretamente os civis que já vivem sob as piores condições devido a anos de conflito. O apelo à paz e a necessidade urgente de diálogo entre os dois países são mais relevantes do que nunca.

Com a ocorrência de conflitos internos e a interseção de várias nações se envolvendo aos seus interesses nesta batalha histórica, a comunidade mundial observa com preocupação o que pode parecer uma nova era de hostilidades no coração da Ásia Central. Muitos se questionam: qual é o futuro para o Afeganistão, um país já conhecido por sua instabilidade, e qual será a resposta do Paquistão a essa realidade, que agora se apresenta como um risco iminente para sua paz e segurança? A história continua a se desenrolar, e o mundo aguarda ansioso as próximas movimentações enquanto a fumaça dos combates se eleva para o céu nublado da região.

Fontes: BBC News, Al Jazeera, The Guardian

Resumo

No dia 14 de março de 2023, o Paquistão declarou "guerra aberta" ao Afeganistão, intensificando as tensões históricas entre os dois países. A decisão foi impulsionada por um ataque transfronteiriço que gerou indignação no governo paquistanês, que prometeu uma resposta decisiva para proteger suas fronteiras. As hostilidades são complexas, com o Paquistão frequentemente se envolvendo em questões afegãs para avançar seus interesses. O Talibã, agora no poder no Afeganistão, representa um dilema para a segurança paquistanesa, especialmente com o ressurgimento de grupos armados como o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP). A retirada das forças americanas do Afeganistão expôs fragilidades no Paquistão, que vive um dilema sobre seu apoio ao Talibã. A escalada de hostilidades pode ter consequências devastadoras para a estabilidade da região, afetando civis já em condições precárias. A comunidade internacional observa com preocupação a nova fase de conflitos, questionando o futuro do Afeganistão e a resposta do Paquistão a essa ameaça iminente.

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