Mercado financeiro se diversifica para ações de crescimento fora da IA

Investidores estão apostando em ações de crescimento que não envolvem inteligência artificial, com ênfase em setores promissores nas finanças e infraestrutura.

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12/05/2026, 06:18

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imponente bolsa de valores repleta de monitores com gráficos de ações em alta e baixa, com a presença de investidores observando atentos, expressando expectativas e legados de crescimento positivo. Elementos ao fundo destacam a temática de tecnologia e finanças, como ícones de moeda digital e aplicativos financeiros em destaque.

Em um contexto de crescente especulação em torno das ações de inteligência artificial (IA), investidores começam a olhar para além desse setor em busca de oportunidadesativas de crescimento. Muitos acreditam que o mercado de IA pode estar atingindo um pico, o que levou a um movimento em direção a investimentos mais diversificados, focando em setores distintos como fintechs, infraestrutura e comércio eletrônico, que não dependem exclusivamente das narrativas de tecnologia emergente.

A percepção de que a IA não é a única fonte de crescimento sustentou conversas entre investidores que compartilham suas preferências por ações de setores que estão se beneficiando de tendências mais estáveis. Muitas dessas opções estão se destacando pela resiliência em suas operações e um potencial de crescimento que parece menos sujeito às flutuações extremas do mercado de IA. Um exemplo citado é o setor de publicidade digital, onde muitas empresas estão mostrando um crescimento robusto ao longo do tempo, desvinculadas das pressões que geralmente afetam ações de alta tecnologia.

No campo das fintechs da América Latina, empresas como NuBank (NU) e Mercado Livre (MELI) estão sendo consideradas promissoras, mesmo enfrentando desafios de curto prazo. Investidores apontam que, apesar das preocupações sobre sua lucratividade imediata, a base de clientes e os ativos digitais dessas empresas permanecem forte e bem posicionados para capitalizar no longo prazo, à medida que as condições macroeconômicas se estabilizam. O crescimento do setor de fintech está se consolidando, com uma menção especial ao crescimento constante de empresas que oferecem serviços financeiros em toda a região, refletindo uma transição positiva à medida que novas tecnologias são adotadas e o acesso ao financiamento se expande.

Outro setor que atrai atenção é o de infraestruturas, com empresas com forte estrutura de capital e modelos de negócios robustos ligando-se a necessidades crescentes de serviços essenciais. A Babcock & Wilcox, por exemplo, está destacando-se por sua visão sobre a evolução da energia, especialmente com a atual demanda por soluções energéticas sustentáveis. A companhia tem captado investidores que reconhecem seu forte potencial de crescimento em um ambiente que foca cada vez mais em fontes de energia renovável, assim como na recuperação industrial.

Investidores também estão de olho na UAMY, uma empresa que lidere no mercado de antimônio nos EUA, mineral visto como vital em contextos geopolíticos. A companhia está capitalizando a falta de concorrência no suprimento, após a China limitar suas exportações desse mineral. Apesar das flutuações naturais no mercado, a confiança em sua estrutura e crescimento promissor permanece alta. As expectativas de resultados financeiros esperados nas próximas semanas também geram um entusiasmo adicional à medida que investidores esperam por atualizações catalisadoras.

No entanto, os entusiastas das ações "chatas", ou seja, aquelas de setores tradicionais como energia e infraestrutura, estão ganhando espaço em meio às discussões sobre o futuro dos investimentos. Muitos acreditam que independentemente de qual seja a narrativa dominante, existem oportunidades contínuas de crescimento em modelos de negócios que provêm serviços fundamentais sem as flutuações dramáticas que as ações de alta tecnologia exibem. Essa abordagem prática e análoga à realidade é vista como uma estratégia de resiliência a longo prazo.

Outra área em foco é a digitalização e a adaptação de serviços financeiros em mercados em desenvolvimento, especialmente na África. O crescimento de redes móveis e serviços de transferência de dinheiro que estão florescendo no continente representam um interessante ponto de entrada para aqueles que procuram diversificar suas apostas. As implementações de carteiras digitais e sistemas de identificação estão transformando como as transações são realizadas, e os investidores mostram certo otimismo em relação a esses modelos de negócio.

Em última análise, o chamado por maior diversificação em investimentos e uma vigilância mais crítica sobre onde alocar capital estão moldando as tendências atuais no mercado financeiro. Enquanto o setor de IA continua a causar um impacto significativo, a crescente capacidade de outras áreas, especialmente aquelas que não dependem exclusivamente de tecnologia volátil, é um sinal de que as possibilidades no atual ambiente de investimentos estão cada vez mais abertas e dinâmicas. Investidores perspicazes que buscam não apenas crescimento imediato, mas um portfólio diversificado e resiliente estão agora reavaliando suas prioridades e explorando alternativas viáveis que possam garantir suas posições no longo prazo.

Fontes: Bloomberg, Reuters, Financial Times

Detalhes

NuBank

O NuBank é uma fintech brasileira fundada em 2013, conhecida por oferecer serviços financeiros digitais, como cartões de crédito sem anuidade e contas digitais. Com uma abordagem centrada no cliente e tecnologia inovadora, a empresa se tornou uma das maiores instituições financeiras digitais da América Latina, atraindo milhões de clientes e revolucionando o setor bancário tradicional.

Mercado Livre

O Mercado Livre é uma das maiores plataformas de e-commerce da América Latina, fundada em 1999. Além de permitir a compra e venda de produtos, a empresa oferece serviços financeiros por meio do Mercado Pago, facilitando pagamentos digitais e transferências. Com uma forte presença em vários países da região, o Mercado Livre desempenha um papel crucial na transformação do comércio eletrônico na América Latina.

Babcock & Wilcox

A Babcock & Wilcox é uma empresa americana com mais de 150 anos de história, especializada em soluções de energia e infraestrutura. Focada em tecnologias sustentáveis, a empresa desenvolve sistemas de energia renovável e serviços relacionados, atendendo à crescente demanda por soluções energéticas eficientes e sustentáveis em um mundo em transição energética.

UAMY

A UAMY, conhecida como United States Antimony Corporation, é uma empresa americana que opera no setor de mineração e produção de antimônio. Com foco na extração e processamento desse mineral estratégico, a UAMY se beneficia da crescente demanda global, especialmente em contextos geopolíticos, e está bem posicionada para capitalizar sobre a limitação de suprimentos provenientes da China.

Resumo

Em meio a crescentes especulações sobre o mercado de inteligência artificial (IA), investidores estão diversificando suas apostas, buscando oportunidades em setores como fintechs, infraestrutura e comércio eletrônico. A percepção de que a IA pode estar atingindo um pico levou a um aumento no interesse por ações de setores mais estáveis, como publicidade digital, que demonstram resiliência e potencial de crescimento. Na América Latina, empresas como NuBank e Mercado Livre são vistas como promissoras, apesar de desafios de curto prazo, devido à sua forte base de clientes e ativos digitais. O setor de infraestrutura também atrai atenção, com a Babcock & Wilcox se destacando por suas soluções energéticas sustentáveis. Além disso, a UAMY, líder no mercado de antimônio nos EUA, se beneficia da limitação de exportações da China. Com um foco crescente em diversificação e resiliência, investidores estão reavaliando suas estratégias e explorando alternativas viáveis para garantir um portfólio robusto a longo prazo.

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