Mercado de robotáxis deve chegar a 415 bilhões de dólares até 2035

O mercado global de robotáxis pode alcançar 415 bilhões de dólares em 2035, com crescimento explosivo na demanda por transporte autônomo, aponta Goldman Sachs.

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02/05/2026, 05:22

Autor: Felipe Rocha

Uma cena urbana futurista mostrando robotáxis autônomos circulando em uma cidade moderna, com edifícios de vidro reluzentes ao fundo e pedestres curiosos observando a nova tecnologia de transporte. Carros autônomos movimentam-se de forma fluida, algumas interações entre usuários e os veículos podem ser vistas, enfatizando a integração da tecnologia no cotidiano.

A revolução dos veículos autônomos está ganhando força, com previsões que apontam para um futuro próximo em que os robotáxis serão uma realidade comum nas cidades. Segundo um estudo da Goldman Sachs Research, o mercado global de robotáxis deve alcançar impressionantes 415 bilhões de dólares até 2035, dinamizando a forma como as pessoas se deslocam e potencialmente alterando as estruturas de transporte em todo o mundo. No cenário atual, o crescimento desse setor é alimentado por inovações tecnológicas contínuas e pela crescente aceitação pública de soluções de mobilidade autônoma.

Os relatórios indicam que, nos Estados Unidos, a parte do mercado de robotáxis está projetada para atingir cerca de 48 bilhões de dólares. Essa estimativa é apoiada pelo aumento considerável na frota de veículos autônomos, que deve crescer de cerca de 7.000 unidades em operação no ano passado para aproximadamente 6 milhões em 2035. O crescente interesse por soluções de transporte inovadoras está se traduzindo em um aumento nas corridas realizadas por serviços de robotáxis. O número de viagens autônomas tem superado os 500.000 por semana, tornando-se cada vez mais uma parte integral da mobilidade urbana.

Entidades como a Waymo, uma subsidiária do Google, estão na vanguarda dessa transformação. A Waymo, já operando frotas de ônibus e táxis autônomos, reporta um número crescente de veículos nas ruas, gerando uma percepção positiva sobre a falta de acidentes e falhas nos seus sistemas de condução autônoma. Apesar de algumas críticas baseadas em relatos anedóticos ou vídeos isolados que mostram erros, as estatísticas gerais apontam para um desempenho crescente. A empresa viu um aumento significativo na quantidade de milhas percorridas de forma autônoma, o que consolida a ideia de que a tecnologia é viável e suas falhas estão em processo de superação.

A competição no setor não se limita apenas às fronteiras dos Estados Unidos; países como a China estão emergindo como fortes concorrentes no mercado de tecnologias autônomas. Marcas como Geely apresentaram seus modelos de robotáxis em feiras internacionais, elegendo valores acessíveis e uma proposta de valor atraente para os consumidores de países em desenvolvimento, como na Ásia, África e América do Sul. Essa dinâmica internacional poderá beneficiar muitas regiões, na medida em que a demanda por transporte acessível e eficiente continua a crescer.

Além disso, as inovações em inteligência artificial (IA) têm contribuído significativamente para a evolução dos sistemas de condução autônoma. Espera-se que os rendimentos relacionados a tecnologias de IA, como o software autocontrolador dos motoristas virtuais e assinaturas de autonomia, cheguem a 300 bilhões de dólares até 2035. Este aumento não se limita apenas ao transporte de passageiros, com o mercado de caminhões autônomos também se projetando para um valor de 560 bilhões de dólares, com a expectativa de que o transporte autônomo se torne mais barato por milha comparado aos caminhões dirigidos por humanos já em 2028.

Contudo, à medida que essa nova era de mobilidade se aproxima, surge um debate sobre as suas implicações éticas. Um dos comentários gerados em torno da temática sugere que a inovação poderá levar a uma "enshittification" dos serviços, onde a experiência do usuário poderia diminuir à medida que o foco nas mega corporações se expandisse, levando a um aumento de preços e a um desvio do retorno para os consumidores. A preocupação com a privacidade e o uso de dados pessoais também emergem como questões cruciais que as empresas do setor deverão abordar cuidadosamente para manter a confiança do público.

À medida que as empresas de mobilidade autônoma, como a Waymo e outras, continuam a avançar, a percepção de que o futuro da mobilidade será moldado por um mercado diversificado parece inevitável. Em vez de um único vencedor no campo dos robotáxis, a expectativa é de que vários players entrem na disputa, com cada um oferecendo soluções com diferentes enfoques e tecnologias.

O panorama da mobilidade urbana está em transformação, e a acessibilidade e segurança emergirão como fatores determinantes nessa jornada. Diferentes regiões do mundo poderão encontrar oportunidades únicas na integração de veículos autônomos em seu cotidiano, e a inovação permanecerá como o motor que impulsiona essa mudança. Em última análise, o que está claro é que a era dos robotáxis está prestes a reconfigurar o futuro do transporte, e todos os olhos estarão voltados para o que está por vir nos próximos anos.

Fontes: Goldman Sachs Research, estudos acadêmicos, publicações do setor de tecnologia, sites de notícias sobre transporte e inovação

Detalhes

Waymo

A Waymo é uma subsidiária da Alphabet Inc. (empresa-mãe do Google) focada no desenvolvimento de tecnologias de veículos autônomos. A empresa começou como um projeto dentro do Google e se tornou uma das líderes no setor, operando serviços de táxi autônomo em várias cidades dos Estados Unidos. A Waymo é conhecida por seu compromisso com a segurança e pela inovação em sistemas de condução autônoma, visando transformar a mobilidade urbana.

Resumo

A revolução dos veículos autônomos está se intensificando, com a previsão de que o mercado global de robotáxis atinja 415 bilhões de dólares até 2035, segundo um estudo da Goldman Sachs Research. Nos Estados Unidos, a previsão é que o mercado de robotáxis chegue a 48 bilhões de dólares, com a frota de veículos autônomos aumentando de 7.000 para 6 milhões em operação no mesmo período. A Waymo, subsidiária do Google, lidera essa transformação, operando frotas de táxis autônomos e reportando um aumento nas milhas percorridas sem acidentes. A competição se estende além dos EUA, com empresas como a Geely na China apresentando modelos acessíveis para mercados em desenvolvimento. Inovações em inteligência artificial também estão impulsionando o setor, com expectativas de que o mercado de tecnologias de IA alcance 300 bilhões de dólares até 2035. No entanto, surgem debates éticos sobre a experiência do usuário e a privacidade, à medida que a mobilidade autônoma avança. O futuro do transporte parece ser moldado por uma diversidade de soluções, com a acessibilidade e segurança como fatores-chave.

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