27/02/2026, 12:12
Autor: Ricardo Vasconcelos

A ex-congressista Marjorie Taylor Greene, conhecida por suas declarações controversas e posicionamentos polarizadores, declarou que a atividade política em Washington, D.C., neste ano será "puramente performática", apontando que tanto o Partido Republicano quanto o Partido Democrata estão se preparando para manipular os eleitores antes das importantes eleições intermediárias de novembro. Em postagens recentes, Greene ressaltou que, em vez de focar em questões significativas que afetam os cidadãos americanos, os legisladores irão priorizar estratégias de campanha que visam apelar ao eleitorado.
Greene afirmou que, há algum tempo, os membros do Congresso discutiam nos bastidores que, à medida que se aproximava o ano eleitoral, ações concretas se tornariam mais difíceis de serem tomadas. "Desde janeiro de 2025, sabíamos que teríamos um breve período para implementar mudanças reais", afirmou. Ela enfatizou que, em comparação com o que seria esperável de um governo ativo e responsivo, a programação política na verdade se resumia a discursos e manobras destinadas a garantir votos nas eleições. Na sua visão, "todos nós sabemos que nada tangível foi alcançado, exceto algumas extensões de legislação tributária".
As declarações de Greene surgem em meio a um ambiente político caracterizado por tensões crescentes e uma inflexão de partidos, como o aumento das обсуждения sobre questões de justiça social e resposta às crises de saúde públicas. Ela criticou não apenas seus colegas republicanos, mas também o Partido Democrata, apontando que ambas as facções não estão verdadeiramente comprometidas com as necessidades dos cidadãos, mas sim com suas agendas eleitorais e ações que geram glamour.
Uma das questões que Greene abordou em sua crítica foi a falta de responsabilidade atribuída aos problemas que o país vem enfrentando nos últimos anos, como a pandemia de Covid-19 e as novas evidências em relação ao envolvimento de figuras políticas em escândalos de corrupção, como os arquivos de Jeffrey Epstein. "Não existe nenhuma consolidação de proposta ou responsabilidade sobre as repercussões da pandemia, ações judiciais prolongadas de quatro anos ou os desafios que o país enfrenta nas relações internacionais, como o crescente descontentamento entre os EUA e o Irã," disse Greene, refletindo uma visão que parte de um ressentimento mais amplo em relação à ineficácia percebida dentro da política.
Os preparativos para as eleições de meio de mandato são ainda mais intensos, com vários estados, como Texas, Carolina do Norte e Arkansas, já iniciando a votação antecipada para as primárias. Greene parece reconhecer que, embora a política tenha sempre tido suas peculiaridades performáticas, o atual clima parece ter superado qualquer limite de autenticidade. "A verdadeira política, onde os debates giravam em torno de questões reais, tornou-se a exceção", lamentou ela, ressaltando que muitos eleitores se sentem desiludidos, ouvindo apenas promessas vazias feitas por seus representantes.
Enquanto críticos de Greene se perguntam sobre a relevância de suas opiniões, parece haver um consenso crescente de que a performatividade na política não é exclusiva a um partido ou figura, mas um fenômeno que permeia todo o sistema. Sinais de apatia e desenganos dos eleitores podem ser evidentes à medida que a confiança nas instituições políticas diminui. Muitos comentadores têm argumentado que ações e retóricas polarizadoras, como as de Greene, podem, paradoxalmente, acabar por alienar ainda mais o eleitorado que já se sente afastado do processo democrático.
Embora algumas pessoas defendam a ideia de que Greene, com suas declarações, pode abrir os olhos de eleitores para a "fraude" que ocorre nas campanhas políticas, restam dúvidas sobre sua sinceridade e efetividade em proporcionar um diálogo prático. Para muitos, tratar a política como um teatro e aqueles que atuam nele como artistas, pode, na verdade, deslegitimar questões que afetam a vida diária dos cidadãos.
A visão crítica de Greene pode trazer à tona uma discussão mais profunda sobre o papel da política nos dias de hoje, e como a performatividade tem se tornado uma estratégia não apenas aceitável, mas esperada. Com a contagem regressiva para as eleições intermediárias de novembro se aproximando rapidamente, a atenção do público e dos analistas continuará a se concentrar em como essas dinâmicas impactam as decisões dos eleitores, bem como o futuro dos partidos norte-americanos na era contemporânea.
Fontes: The New York Times, CNN, Politico
Detalhes
Marjorie Taylor Greene é uma política americana e ex-congressista pelo estado da Geórgia. Conhecida por suas opiniões controversas e declarações polarizadoras, ela se destacou no cenário político por sua retórica agressiva e por defender teorias da conspiração. Greene tem sido uma figura proeminente no Partido Republicano, frequentemente criticando tanto seus colegas republicanos quanto os democratas, e se posicionando como uma voz radical dentro do partido. Suas declarações e ações frequentemente geram debates acalorados sobre a natureza da política contemporânea nos Estados Unidos.
Resumo
A ex-congressista Marjorie Taylor Greene criticou a atividade política em Washington, D.C., afirmando que será "puramente performática" neste ano, com ambos os partidos, Republicano e Democrata, mais focados em manipular eleitores do que em abordar questões significativas. Em suas postagens, Greene destacou que, à medida que se aproximam as eleições intermediárias de novembro, os legisladores priorizarão estratégias de campanha em detrimento de ações concretas. Ela expressou sua frustração com a falta de responsabilidade em relação a problemas como a pandemia de Covid-19 e escândalos de corrupção. Greene lamentou que a política se tornou um espetáculo, onde promessas vazias predominam, e muitos eleitores se sentem desiludidos. Apesar de suas críticas, há um debate em curso sobre a sinceridade de suas opiniões e a efetividade de sua abordagem, enquanto a performatividade na política se torna uma norma esperada. À medida que as eleições se aproximam, a atenção se volta para como essas dinâmicas afetarão as decisões dos eleitores e o futuro dos partidos nos EUA.
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