26/02/2026, 12:46
Autor: Laura Mendes

Recentemente, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, fez declarações polêmicas em um evento que vêm gerando repercussões nas esferas política e social do Brasil. O político afirmou que “ócio demais faz mal” e levantou uma reflexão sobre como as condições de vida dos pobres os expõem a riscos como o uso de drogas e jogos de azar. “Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou num sertão lá do Nordeste?” questionou Pereira, destacando o que ele vê como uma falta de opções de lazer saudáveis disponíveis para essa parcela da população.
Esse discurso ressoou entre diversos setores da sociedade, provocando reações mistas. Há quem veja nas palavras de Pereira uma crítica à falta de estrutura social que permita que as comunidades mais carentes tenham acesso a atividades de lazer dignas. Entretanto, muitos também consideraram a declaração elitista e descolada da realidade da vida nas comunidades brasileiras. A afirmação de que o ócio do pobre poderia ser mais prejudicial do que benéfico foi equipada com uma crítica à forma como as políticas públicas são moldadas, ou a falta delas para fomentar um ambiente mais saudável e seguro em comunidades carentes.
Em meio a isso, alguns comentários na internet ressaltaram uma percepção de que a classe política está isolada da realidade dos brasileiros. “A classe política desse país está TOTALMENTE descolada da realidade”, comentou um internauta, refletindo a frustração da população em relação a discursos que parecem ignorar as reais necessidades e dificuldades das comunidades menos favorecidas. Essa desconexão tem sido uma constante em muitos discursos políticos, levantando questões sobre a eficácia de políticas públicas que deveriam focar na inclusão e na promoção de oportunidades.
Além disso, o debate levantado por Pereira trouxe à tona um importante ponto sobre a dignidade e a manutenção da saúde mental e física da população mais vulnerável. O autor de um dos comentários sugere que o enfoque não deveria ser apenas sobre as atividades de lazer, mas sim sobre garantir dignidade e condições adequadas para viver. “É um momento pra ele poder consumir…”, referiu-se à necessidade de olhar para as políticas de inclusão e acesso a atividades que possam realmente beneficiar aqueles que mais precisam.
Adicionalmente, o tema das apostas e jogos de azar surgiu em meio à conversa sobre como o lazer é abordado nas comunidades. Muitas pessoas disseram que a sugestão de Pereira não deveria ser levada em conta sem uma discussão mais ampla sobre a regulação de jogos de azar. “Vai estar exposto a jogos de azar se não trabalhar, mas deixar de taxar bet definitivamente não tem nada a ver com isso”, analisou outro participante do debate, refletindo sobre a responsabilidade do Estado em regulamentar as opções de lazer disponíveis.
Contrapondo-se às falas de Pereira, muitos internautas apontaram que, em vez de criticar o lazer do pobre, seria mais produtivo que parlamentares e o governo buscassem soluções criativas para melhorar as opções de lazer, como sugeriu um comentarista que indagou por que o político não propõe leis de incentivo. Essa ideia ecoou na percepção de que há uma responsabilidade governamental em criar um ambiente onde todos, independentemente de sua origem social, possam desfrutar de momentos de lazer que também promovam o bem-estar.
As críticas à declaração de Pereira também trouxeram à tona questões sobre a hipocrisia e a privação vividas por muitos. Um comentário incisivo expressou: “Os cara tão falando a mesma coisa desde 1800”, referindo-se ao fato de que discussões sobre a marginalização dos pobres e a falta de políticas que abordem essas questões estão longe de ser recentes. A sensação de estagnação em relação à mudança social é um sentimento recorrente.
Neste contexto, a mensagem de Marcos Pereira serviu como um catalisador para uma discussão mais ampla sobre a realidade das comunidades pobres no Brasil e as estruturas que perpetuam a desigualdade social. Com uma audiência atenta e uma sociedade em busca de mudança, as palavras do presidente do Republicanos não apenas aqueceram o debate, mas também colocaram em evidência a necessidade urgente de uma política mais inclusiva e atenta às demandas das classes sociais mais baixas no país.
Portanto, enquanto a mensagem de Pereira continua a gerar debates acalorados, o que é evidente é que, para muitos, a mudança não deve se restringir a reflexões sobre o entendimento do lazer, mas sim a um compromisso efetivo em trabalhar em prol de um Brasil mais justo e equitativo. A polarização da discussão revelada nas reações à fala do político ilustra a relevância de abordar os problemas estruturais que cercam a vida dos cidadãos brasileiros, em particular os que vivem em situação de vulnerabilidade.
Fontes: Folha de São Paulo, O Globo, UOL, Estadão
Resumo
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, fez declarações polêmicas em um evento, afirmando que “ócio demais faz mal” e questionando as opções de lazer disponíveis para os pobres no Brasil. Suas palavras geraram reações mistas, com alguns interpretando-as como uma crítica à falta de estrutura social que permita acesso a atividades de lazer saudáveis, enquanto outros as consideraram elitistas e desconectadas da realidade das comunidades carentes. Comentários nas redes sociais refletiram a frustração da população em relação à desconexão da classe política com as dificuldades enfrentadas pelos menos favorecidos. O debate também trouxe à tona a necessidade de garantir dignidade e condições adequadas de vida, além de discutir a regulação de jogos de azar. Críticas à fala de Pereira ressaltaram a urgência de soluções criativas para melhorar as opções de lazer e a responsabilidade do governo em promover um ambiente inclusivo. A mensagem de Pereira catalisou uma discussão mais ampla sobre a desigualdade social e a necessidade de políticas públicas que atendam às demandas das classes sociais mais baixas.
Notícias relacionadas





