14/01/2026, 15:36
Autor: Ricardo Vasconcelos

Com o aumento das tensões político-econômicas em nível global, recentes declarações de líderes europeus sobre a gestão da política do Federal Reserve (Fed) sob a administração de Donald Trump levantam preocupações sobre a estabilidade financeira mundial. As críticas se intensificaram, com análises apontando que os esforços do ex-presidente não apenas podem prejudicar a economia dos Estados Unidos, mas também podem desencadear um efeito dominó que afete várias economias interdependentes.
A situação começa a se agravar à medida que Trump e sua abordagem controversa em relação às taxas de juros e à política monetária são colocados em questão. A impressionante capacidade de o ex-presidente de manipular a opinião pública e suas políticas econômicas pouco ortodoxas têm sido vistas como uma ameaça crescente à confiança que os mercados internacionais depositam no dólar, moeda tradicionalmente considerada uma reserva segura. Essa falta de confiança, advogam especialistas, poderá contribuir para uma recessão que poderia se espalhar além das fronteiras americanas.
"A manipulação de moeda para desequilibrar a economia parece ser uma estratégia deliberada. Existe uma grande preocupação de que, ao tentar desvalorizar o dólar, Trump possa inadvertidamente provocar uma crise que acarretará consequências desastrosas em várias nações", comenta um economista sênior de um importante think tank europeu. Ele ressalta que essa abordagem arriscada mina não apenas a estabilidade financeira interna dos Estados Unidos, mas também a confiança que muitos países ainda têm na capacidade de a economia americana se recuperar.
Com a possível retirada de investimentos da União Europeia em títulos do Tesouro dos EUA, como uma resposta à atitude agressiva do ex-presidente, líderes europeus estão chamando a atenção para o fato de que a continuação dessa política por Trump poderia ser comparada a um suicídio econômico não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo. Ponderando sobre as consequências de um colapso econômico estadunidense, eles já se articulam para explorar alternativas de sustento financeiro fora do dólar, enquanto observam atentamente os movimentos do ex-presidente.
Nas semanas mais recentes, líderes da União Europeia expressaram preocupação com o que acreditam ser a crescente instabilidade nas relações econômicas transatlânticas. Comentários ácido e diretos afirmam que a política de Trump, que parece muitas vezes desprezar as convenções econômicas tradicionais, poderia levar a um desmantelamento das alianças que serviram como pilar para a segurança econômica global por décadas. "Parece que estamos caminhando na direção errada, e a impressão que temos é que estamos preparando o cenário para um colapso econômico maior", afirmou um dos responsáveis pela política econômica na Europa em uma recente cimeira.
Além disso, a relação de Trump com o Fed — instituição crucial na regulação econômica dos Estados Unidos — está cada vez mais tensa. Críticos alegam que ele tem pouco respeito pelos princípios fundamentais que regem as políticas monetárias, o que poderia culminar em decisões prejudiciais à estabilidade tanto da economia americana quanto da economia global. "Parece que a visão do presidente é apenas de curto-prazismo, sem consideração pelas longas consequências que suas ações poderão provocar", alerta um membro da equipe econômica de um think tank estadunidense.
Em meio a essas questões, persiste uma incerteza em torno da situação na Ucrânia, onde muitos analistas acreditam que a política de não apoio adequado por parte de Trump poderia resultar não somente em uma crise na região, mas afetar ainda mais a estabilidade do Ocidente. É um período de reavaliação das decisões feitas por líderes ocidentais, à medida que as primeiras consequências de uma possível recessão econômica começam a se fazer sentir.
Por suas ações e suas idiossincrasias, Trump se encontra em uma delicada posição, não apenas desafiando as normas econômicas, mas também colocando em risco a totalidade da confiança que muitos depositam sobre os Estados Unidos como potência econômica. À medida que essa narrativa se desenrola, a necessidade de um diálogo aberto e construtivo entre os líderes mundiais se torna mais urgente do que nunca. A situação atual não apenas questiona a capacidade de liderança dos EUA sob Trump, mas também apresenta desafios sem precedentes para os sistemas de governança que sustentaram a paz e a prosperidade no cenário global por muitos anos.
Fontes: Folha de São Paulo, The Guardian, Bloomberg, Financial Times
Detalhes
Donald Trump é um empresário e político americano que serviu como o 45º presidente dos Estados Unidos de 2017 a 2021. Conhecido por suas políticas controversas e estilo de liderança não convencional, Trump tem sido uma figura polarizadora na política americana e internacional. Suas abordagens em economia, imigração e relações exteriores frequentemente desafiaram normas estabelecidas, gerando tanto apoio fervoroso quanto críticas severas.
Resumo
O aumento das tensões político-econômicas globais gerou preocupações sobre a gestão do Federal Reserve (Fed) sob Donald Trump, com líderes europeus criticando suas políticas econômicas. Especialistas alertam que a abordagem controversa de Trump em relação às taxas de juros pode não apenas prejudicar a economia dos EUA, mas também desencadear uma recessão global. A manipulação do dólar, segundo analistas, pode levar a uma crise financeira que afetaria várias nações. A relação de Trump com o Fed se torna cada vez mais tensa, com críticos afirmando que suas decisões podem desestabilizar tanto a economia americana quanto a mundial. Além disso, a incerteza sobre a situação na Ucrânia levanta preocupações sobre a segurança econômica do Ocidente. A necessidade de um diálogo construtivo entre líderes mundiais é urgente, pois a liderança dos EUA sob Trump é questionada em um momento crítico para a economia global.
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