19/01/2026, 13:39
Autor: Ricardo Vasconcelos

A governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, está no centro de uma controvérsia após uma recente coletiva de imprensa em que defendeu que o nome do agente do ICE, Jonathan Ross, não deveria ser associado ao assassinato de Renee Good, uma mulher desarmada que foi morta durante uma abordagem policial. A situação atraiu a atenção pública, com muitos questionando a tentativa de silenciar o discurso sobre o caso e os métodos usados por agentes de imigração.
Renee Good, uma mãe de 37 anos, foi morta em Minneapolis em 7 de janeiro de 2026. As circunstâncias de sua morte foram cercadas de controvérsia, uma vez que relatos indicam que ela foi alvejada pelo agente Ross enquanto se afastava. As alegações de que ele não prestou socorro imediatamente após disparar sua arma geraram indignação tanto nas redes sociais quanto nas ruas. Em resposta à crescente onda de críticas, Noem fez declarações que levantaram a suspeita de que estava tentando desviar o foco das ações perpetuadas pelo agente do ICE.
Durante a coletiva, ao ser questionada sobre a morte de Good, Noem disse: "Devemos considerar a privacidade e a segurança do nosso pessoal. Não devemos falar sobre esse nome". Essa declaração gerou uma enxurrada de reações online, onde usuários rapidamente apontaram que a tentativa de proteger a identidade do agente parecia uma forma de encobrir a responsabilidade. Os comentários nas plataformas sociais foram contundentes, solidificando uma narrativa de que a proteção a indivíduos como Ross fere a justiça e a segurança pública.
Jonathan Ross não é apenas conhecido por estar ligado ao caso de Renee Good, mas também por uma sequência crescente de incidentes envolvendo agentes do ICE, onde decisões questionáveis estão sendo discutidas frequentemente. A portal de acesso à informação pública, que permite aos cidadãos solicitar dados sobre agentes governamentais, inevitavelmente se torna um campo de batalha para informações sobre ações e responsabilidades de indivíduos em cargos de autoridade.
Os críticos de Noem e da gestão atual do ICE têm expressado que a recusa em nomear Ross apenas perpetua um ciclo de impunidade que frequentemente se associa a forças policiais em todo o país. A indignação se intensificou, especialmente quando muitos relembraram casos passados como os de George Floyd e Breonna Taylor, onde as forças de segurança foram responsabilizadas por utilizar força letal sem necessidade. A sequência de tragédias em que cidadãos inocentes perderam suas vidas levanta interrogações sobre a eficácia de leis de uso da força e a necessidade urgente de reforma nas práticas de segurança pública.
Os opositores do governo de Noem também instigaram uma série de protestos contra a brutalidade policial e a militarização de forças como o ICE, que têm um histórico de práticas controversas ao lidarem com imigrantes e cidadãos em situações vulneráveis. Nesse contexto, o nome de Jonathan Ross se tornou um símbolo da luta pela justiça, assim como uma questão de responsabilidade por ações que levaram à morte de Renee Good.
Outra camada de complexidade se acrescenta ao caso quando se considera o papel da política em moldar a narrativa pública. Enquanto Noem tentava preservar a imagem de seu governo e do ICE, muitos se questionaram se sua abordagem era realmente uma proteção ou uma tentativa de encobrir a falha na execução das operações de segurança. A maioria da população começou a exigir transparência e prestação de contas por parte dos agentes envolvidos em casos de violência.
Ao longo dos últimos dias, o nome Jonathan Ross não apenas se tornou sinônimo de controvérsia, mas também desde uma plataforma para discutir questões consideradas tabus. O clamor por justiça após o assassinato de Renee Good começa a girar em torno de um desejo por revisões nas políticas do ICE, bem como um exame mais profundo das práticas policiais nos Estados Unidos.
Diante das respostas fortes da sociedade civil e das demandas de mudança, Noem e seu governo enfrentam um marco decisivo em sua administração. O contexto atual sugere que a necessidade de um diálogo honesto e aberto sobre a brutalidade policial e a segurança pública é mais crucial do que nunca. A pressão sobre Kristi Noem e Jonathan Ross não parece estar diminuindo, em um cenário onde a justiça e a responsabilização se tornaram questões centrais na discussão pública. O que se espera agora é que as lições do passado sirvam como base para promover uma mudança real e significativa no trato com direitos humanos e a soberania do estado de direito.
Fontes: CNN, Washington Post, The Guardian, NBC News
Detalhes
Kristi Noem é a atual governadora de Dakota do Sul, eleita em 2018. Antes de sua governança, ela foi membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Noem é conhecida por suas posições conservadoras e por seu apoio a políticas de imigração rigorosas. Sua administração tem enfrentado críticas em relação a questões de direitos humanos e segurança pública.
Jonathan Ross é um agente do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) envolvido em uma série de incidentes controversos relacionados ao uso da força. Seu nome ganhou notoriedade após o assassinato de Renee Good, levantando questões sobre a responsabilidade de agentes de imigração em situações de confronto e suas práticas operacionais.
Resumo
A governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, gerou controvérsia ao defender que o agente do ICE, Jonathan Ross, não deveria ser associado ao assassinato de Renee Good, uma mulher desarmada morta durante uma abordagem policial em janeiro de 2026. A morte de Good, que foi alvejada enquanto se afastava, provocou indignação pública, especialmente após alegações de que Ross não prestou socorro imediato. Durante uma coletiva de imprensa, Noem afirmou que a privacidade e segurança do agente deveriam ser consideradas, o que gerou críticas de que sua declaração visava proteger Ross e encobrir responsabilidades. A situação reacendeu debates sobre a impunidade de agentes policiais e a necessidade de reformas nas práticas de segurança pública, lembrando casos como os de George Floyd e Breonna Taylor. O nome de Jonathan Ross tornou-se um símbolo de luta por justiça, enquanto a pressão sobre Noem e seu governo aumenta, exigindo um diálogo aberto sobre brutalidade policial e direitos humanos.
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