Kim Jong Un vislumbra nova aliança com os Estados Unidos

O líder norte-coreano Kim Jong Un expressou a possibilidade de estreitar relações com os EUA, trazendo questionamentos sobre a política internacional atual e suas implicações.

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26/02/2026, 11:18

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imagem vívida do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, posando com um cenário de negociações diplomáticas contemporâneas e bandeiras dos Estados Unidos e da Coreia do Norte ao fundo, com elementos que refletem tensão e esperança de paz, como uma balança simbolizando negociação e diálogo.

O recente discurso do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, gerou reações e especulações quanto à possibilidade de um estreitamento das relações entre seu país e os Estados Unidos. Em uma declaração, Ju Jong Un parece subestimar a situação política americana e insinuar que a aproximação seria viável, principalmente com o ex-presidente Donald Trump à frente dos rumos da Casa Branca. As opiniões divergentes que surgiram em resposta a essa declaração refletem a complexidade das relações internacionais atuais, especialmente no que se refere ao Oriente Médio e à Coreia do Norte.

Diversos analistas políticos ressaltam que a questão central envolve o poder que Trump exerceu sobre as alianças internacionais e como isso reflete na dinâmica da política americana e nas ações de outros países. A relação cíclica entre a Coreia do Norte e os EUA, especialmente sob a liderança de Trump, trouxe à tona tanto promessas de um diálogo frutífero quanto advertências sobre os riscos associados ao diálogo com regimes autoritários. Ao longo do tempo, essa dinâmica oscilou entre períodos de tensão e tentativas de negociação, colocando em cheque a eficácia das sanções impostas a Pyongyang.

Embora alguns analistas tenham uma visão cética sobre as intenções de Kim Jong Un, uma parcela da opinião pública contempla a possibilidade de um desengajamento de um ciclo vicioso de hostilidade. Um comentarista ousou afirmar que o desejo atenuado dos Estados Unidos pela guerra pode permitir que um novo diálogo floresça, embora muitos permaneçam incertos quanto à sinceridade dos esforços de Kim. Ao observar a política norte-americana sob a ótica de Kim, é visível como alguns líderes globais enxergam nas fragilidades internas dos EUA oportunidades para explorar novos caminhos diplomáticos.

Por outro lado, a guinada dos tratados e acordos que a China tem realizado com diversas nações europeias nos últimos meses não mostra indícios de que os países estão em busca de uma parceria com os EUA neste momento. Isso sugere que novas alianças podem estar se moldando no cenário geopolítico, deixando a já enfraquecida posição americana em uma posição ainda mais vulnerável e concorrencial.

Contudo, para que um diálogo mais construtivo se estabeleça, segundo parte dos comentaristas, a demonização do oponente não é uma estratégia viável. É importante encarar adversários como potenciais parceiros de negócios, capazes de fomentar um ambiente mais cooperativo e, eventualmente, promovedor da paz. Essa perspectiva almeja transformar rivais históricos em colaboradores, algo que poderia ter repercussões positivas para os povos envolvidos. Em tempos em que conflitos geopolíticos e crises humanitárias afligem diversas regiões, facilitar diálogos parece uma alternativa mais sensata.

Enquanto isso, a possibilidade de uma visita formal entre Kim Jong Un e ex-presidente Trump também gerou provocações e ironias. Algumas análises ressaltam que a busca de Kim por um alívio nas sanções poderia configurar um movimento estratégico, tendo em vista a recente história de colapsos políticos em países que mantinham alianças com potências externas, como a Venezuela e o Irã. Tal conjectura preocupa, pois indica que Pyongyang pode estar vulnerável e buscando segurança e legitimidade ao se aproximar de atores internacionais.

Diante deste contexto de incertezas, é difícil prever o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. O que parece evidente é que a abordagem do relacionamento entre os dois países precisa passar por mudanças significativas para que se possa alcançar um acordo sustentável. Uma nova administração, independente de sua natureza — republicana ou democrática —, poderá trazer à luz a questão das armas nucleares da Coreia do Norte, reafirmando a hipocrisia da diplomacia americana diante de um histórico de armas de destruição em massa controladas por Kim.

Ao final, a polarização das reações demonstra que muitos ainda se apegam a lembranças e estereótipos ao discutir a Coreia do Norte, mas é preciso deixar de lado esse passado e buscar um futuro onde o diálogo e a possibilidade de acordos sejam viáveis. Resta saber como a liderança atual e propostas de liderança futura dentro dos Estados Unidos reagirão a novas tentativas de diplomacia. Kim Jong Un está, de fato, testando as águas da política internacional e, dependendo das respostas que receber, pode muito bem moldar a dinâmica entre os dois países nos próximos anos.

Fontes: Folha de São Paulo, BBC News, The Guardian

Detalhes

Kim Jong Un

Kim Jong Un é o líder da Coreia do Norte desde 2011, sucedendo seu pai, Kim Jong Il. Conhecido por seu regime autoritário, Kim tem sido alvo de críticas internacionais devido ao desenvolvimento de armas nucleares e violações de direitos humanos. Sua liderança é marcada por uma política de isolamento e uma retórica agressiva em relação aos Estados Unidos e seus aliados.

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano que serviu como o 45º presidente dos Estados Unidos de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. Conhecido por seu estilo de liderança controverso e suas políticas populistas, Trump teve um papel significativo nas relações internacionais, incluindo tentativas de diálogo com a Coreia do Norte durante seu mandato.

Resumo

O discurso recente de Kim Jong Un levantou especulações sobre a possibilidade de um estreitamento das relações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, especialmente se Donald Trump voltar à presidência. Analistas políticos destacam a complexidade das relações internacionais, com a Coreia do Norte alternando entre períodos de tensão e tentativas de diálogo com os EUA. Embora haja ceticismo sobre as intenções de Kim, alguns acreditam que a diminuição do desejo americano por conflito pode abrir espaço para novos diálogos. No entanto, a crescente aproximação da China com países europeus sugere que novas alianças estão se formando, deixando os EUA em uma posição vulnerável. Para um diálogo construtivo, é necessário mudar a visão de adversários como inimigos, buscando transformá-los em parceiros. A possibilidade de uma visita entre Kim e Trump gera ironias, com Kim buscando alívio nas sanções em um cenário de colapsos políticos em outros países. O futuro das relações entre os EUA e a Coreia do Norte é incerto, mas mudanças significativas na abordagem são essenciais para alcançar um acordo sustentável.

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