Japão proíbe uso de power banks nos voos a partir de abril

A nova determinação do governo japonês visa aumentar a segurança nas aeronaves e seguirá as diretrizes internacionais a serem atualizadas.

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02/03/2026, 03:14

Autor: Laura Mendes

Em um avião moderno com cabine iluminada, passageiros utilizam dispositivos móveis com fones de ouvido, enquanto uma luz indicadora fictícia proíbe o uso de power banks. O foco está nas expressões de surpresa e frustração nos rostos dos passageiros, evidenciando a nova regra que começa a vigorar em abril no Japão.

O Japão anunciou recentemente que a partir de abril, entrará em vigor uma nova regulamentação que proíbe o uso de power banks durante voos, além de limitar a quantidade destes dispositivos que os passageiros podem levar a bordo. Essa decisão, comunicada pelo Ministério dos Transportes do país, é um reflexo de uma série de incidentes de segurança relacionados a baterias de íon de lítio, que são comumente utilizadas em power banks e dispositivos móveis. A nova regra, que também antecipa diretrizes mais rigorosas que devem ser publicadas pela Organização da Aviação Civil Internacional, foi aberta a sugestões do público desde 27 de fevereiro.

Atualmente, as baterias móveis, juntamente com os power banks, são reguladas no Japão como "baterias sobressalentes". Em bagagens despachadas, estas são completamente proibidas, enquanto nas bagagens de mão a situação se torna um tanto complicada: passageiros poderão levar até duas unidades de power banks ou baterias acima de 100 watt-horas, mas não poderão carregar esses dispositivos durante o voo. A nova regra estabelece que cada passageiro só poderá portar um total de duas baterias sobressalentes, independentemente da capacidade, e proíbe o uso delas a bordo.

Os power banks têm sido uma solução prática para os viajantes, permitindo que dispositivos móveis fiquem carregados durante longos períodos. Contudo, a preocupação com a segurança pode ter superado essa conveniência – muitos passageiros expressaram seu alívio por não precisar levar mais de dois power banks em voos domésticos curtos, que geralmente têm duração de três a quatro horas, como o trajeto entre Okinawa e Sapporo.

Entretanto, essa novidade não foi bem recebida por todos. Alguns passageiros afirmaram que a proibição poderia causar frustração, especialmente para aqueles que dependem dos power banks para manter seus dispositivos carregados, como fotógrafos ou profissionais de viagem que constantemente utilizam câmeras e laptops. Além disso, frequentes usuários de smartphones e tablets também se manifestaram preocupados com a possível falta de energia durante o voo, embora muitos reconheceram que as companhias aéreas domésticas frequentemente oferecem portas de carregamento USB em suas aeronaves.

Vários comentários ressaltaram que, embora essa regra pareça ser nova, muitas companhias aéreas internacionais já impuseram restrições semelhantes. Alguns viajantes destacaram que, mesmo em rotas internacionais, já era comum o limite de um power bank por passageiro e que o uso de dispositivos para carregamento a bordo também era restringido.

O debate em torno dos power banks reflete uma preocupação crescente com a segurança da aviação, especialmente com o aumento de voos e do volume de passageiros em todo o mundo. Relatos de incidentes e preocupações com a qualidade das baterias disponíveis no mercado geraram discussões sobre a necessidade de regulamentações mais rigorosas em uma indústria que lida diariamente com questões de segurança.

Muitos usuários se mostraram céticos quanto à eficácia da nova proposta, sugerindo que é essencial garantir que os dispositivos elétricos usados a bordo estejam dentro dos padrões de segurança. Adicionalmente, a possibilidade de que a proibição impacte a experiência de voar levou a um apelo por alternativas que garantam que os passageiros possam continuar utilizando seus dispositivos eletrônicos.

Enquanto isso, a expectativa é de que medidas adicionais sejam tomadas para melhorar a infraestrutura das companhias aéreas, como a inclusão de mais tomadas elétricas e conexões Wi-Fi que possam facilitar a conectividade durante o voo. Assim, a regulamentação proposta não apenas provocou debates sobre a segurança, mas também questionamentos sobre as necessidades dos passageiros em um mundo cada vez mais digital.

Com a implementação dessas novas normas, os viajantes que planejam voar no Japão nos próximos meses poderão enfrentar novas dinâmicas. Os passageiros deverão se preparar para buscar formas alternativas de garantir que seus dispositivos permaneçam carregados, talvez adquirindo novos hábitos ou explorando opções de equipamentos na chegada a seus destinos, em um cenário onde poderemos testemunhar uma mudança no comportamento do viajante moderno em relação ao uso de tecnologia a bordo.

Fontes: Folha de São Paulo, Agência Nacional de Aviação Civil, Organização da Aviação Civil Internacional

Resumo

O Japão anunciou que, a partir de abril, será proibido o uso de power banks durante voos, além de limitar a quantidade que os passageiros podem levar a bordo. Essa decisão, divulgada pelo Ministério dos Transportes, é uma resposta a incidentes de segurança envolvendo baterias de íon de lítio. A nova regra permite que os passageiros levem até duas baterias sobressalentes, mas proíbe seu uso durante o voo. A medida gerou reações mistas entre os viajantes, com alguns expressando alívio por não precisar carregar mais de dois power banks em voos curtos, enquanto outros, como fotógrafos e profissionais de viagem, demonstraram preocupação com a falta de energia para seus dispositivos. Embora a nova regulamentação pareça inédita, muitas companhias aéreas internacionais já impuseram restrições semelhantes. O debate sobre os power banks reflete uma crescente preocupação com a segurança da aviação, especialmente com o aumento do número de voos. Com a nova norma, os viajantes no Japão devem se preparar para adaptar seus hábitos e buscar alternativas para manter seus dispositivos carregados durante os voos.

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