Irã fecha Estreito de Ormuz em exercícios militares com apoio da Rússia e China

O Irã intensificou a tensão geopolítica ao fechar o Estreito de Ormuz durante exercícios militares, unindo forças com a Rússia e China, refletindo suas crescentes ambições e preocupações internacionais.

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18/02/2026, 14:54

Autor: Felipe Rocha

Imagem do Estreito de Ormuz em um pôr do sol dramático, com navios mercantes e militares em alerta, simbolizando a tensão regional e os exercícios militares. Ao fundo, bandeiras da Rússia e da China são visíveis, reforçando a presença internacional e as complexidades geopolíticas da região.

No dia de hoje, o Irã efetuou o fechamento do Estreito de Ormuz como parte de um exercício militar abrangente, o que elevou as tensões na região do Oriente Médio. Este estreito, que serve como uma das rotas marítimas mais cruciais do mundo, é responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto do petróleo global, e a sua obstrução pode ter sérias repercussões na economia mundial. Os exercícios também contaram com a presença de aliados como a Rússia e a China, que estão cada vez mais envolvidos nas dinâmicas de segurança do Oriente Médio.

Os exercícios representam uma demonstração de força do Irã, que tem buscado estratégias para afirmar sua influência na região, especialmente considerando as crescentes pressões internacionais e as sanções impostas pelo Ocidente. A inclusão da Rússia e da China neste cenário sugere uma formação de um eixo mais coeso entre esses países, com o objetivo de desafiar a hegemonia dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais na área.

Estudos apontam que o Estreito de Ormuz é um ponto estratégico, que pode ser considerado tanto uma rota de comércio quanto um potencial campo de batalha, devido à sua importância para as exportações de petróleo. Em situações de conflito ou obstrução, a economia global pode ser severamente impactada. O fechamento temporário do estreito, mesmo que por exercícios, pode gerar incertezas no mercado, afetando os preços do petróleo e, consequentemente, o custo de vida em diversos países que dependem dessa rota para suprir suas necessidades energéticas.

Com a Rússia apresentando um histórico ambíguo em suas intervenções militares no exterior, especialmente em locais como Síria e Venezuela, muitos analistas questionam a real capacidade do país para oferecer apoio militar significativo ao Irã. A China, por sua vez, tem se concentrado em expandir sua influência econômica na região, mas até agora não demonstrou vontade de se envolver em conflitos diretos, o que gera ceticismo sobre sua capacidade de intervir de maneira efetiva.

Um comentarista ressalta que o chamado "jogo político" em torno do Estreito de Ormuz é perigoso, comparando-o a "peixe em um barril", enfatizando o alto risco que essa área representa para a segurança marítima global. Especialistas em segurança marítima alertam que qualquer escalada de hostilidades no Estreito pode afetar não apenas as economias locais, mas também o fluxo de comércio global, que já se encontra sob pressão devido à pandemia e a crises logísticas.

Historicamente, o estreito já passou por situações semelhantes, onde bloqueios temporários causaram atrasos significativos no comércio marítimo mundial. Em um incidente anterior, apenas o aprisionamento de um navio em sua passagem gerou atrasos que custaram bilhões de dólares em perdas. Com um exercício militar em curso e uma presença militar reforçada, a chance de um incidente acidental ou mal-entendido entre os poderes envolvidos se torna uma preocupação real para analistas e observadores internacionais.

A resposta das potências ocidentais também será um ponto de atenção. Os Estados Unidos, que têm uma presença militar significativa na região, podem ver essas manobras como uma ameaça direta, o que poderia levar a escaladas ainda maiores. Especialistas em geopolítica analisam que o Ocidente deve agir com cautela para evitar uma nova crise no Oriente Médio, já assolado por tensões, conflitos sectários e interesses divergentes de grandes potências.

O que se vislumbra no horizonte é um cenário delicado, onde a liberdade de navegação pode estar sob risco, e o equilíbrio de poder numa das zonas marítimas mais importantes do mundo é desafiado. O destino do Estreito de Ormuz se torna assim um microcosmo das turbulências políticas e econômicas que definem a geopolítica contemporânea, provocando um alerta sobre as consequências de potencializados confrontos militares em um mundo já saturado de tensões.

Com as manobras militares em curso e as relações entre Irã, Rússia e China se estreitando, o mundo observa atentamente o desenvolvimento da situação. O potencial de impacto econômico e a possibilidade de um novo conflito exigem uma vigilância rigorosa e uma diplomacia habilidosa para evitar que essa nova crise evolua para um conflito aberto, que poderia desestabilizar ainda mais uma região marcada por lutas históricas e rivalidades geopolíticas complexas".

Fontes: BBC, Al Jazeera, The New York Times, Institute for International Maritime Safety

Resumo

Hoje, o Irã fechou o Estreito de Ormuz em um exercício militar, aumentando as tensões no Oriente Médio. Essa rota é vital para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do fornecimento global. O fechamento, mesmo que temporário, pode impactar a economia mundial e gerar incertezas no mercado de petróleo. O exercício contou com a participação de aliados como Rússia e China, sugerindo um fortalecimento das relações entre esses países em resposta às pressões ocidentais. Especialistas alertam que a situação no estreito é perigosa, com riscos de escalada de hostilidades que podem afetar o comércio global. A presença militar dos EUA na região pode ver essas manobras como uma ameaça, aumentando a possibilidade de uma nova crise. O futuro do Estreito de Ormuz é um reflexo das complexas dinâmicas geopolíticas atuais, exigindo vigilância e diplomacia para evitar um conflito aberto.

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