Irã critica Trump por declarações sobre ameaças nucleares e mentiras

O governo do Irã respondeu com veemência ao discurso de Donald Trump, acusando os EUA de espalhar informações falsas e distorcer a verdade sobre seu programa nuclear.

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26/02/2026, 04:29

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imagem que retrata um discurso dramático em um palanque, com bandeiras dos EUA e do Irã ao fundo, enquanto o Presidente Trump aponta para o público. O cenário é intenso, com jornalistas tirando fotos e uma multidão expressando emoções variadas, refletindo tensão e controvérsia.

O recente discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que ele aborda a questão nuclear do Irã, gerou uma onda de reações, culminando na acusação do governo iraniano de que o mandatário americano estaria espalhando "grandes mentiras". No discurso, Trump afirmou que o Irã está em busca de armas nucleares e solicitou uma ação global para conter o que classificou como "um regime criminoso". Após suas declarações, as autoridades iranianas não hesitaram em responder, alegando que as afirmações de Trump desconsideram a complexidade da situação e a realidade no Irã.

Muitos observadores internacionais têm levantado questões sobre a precisão das informações apresentadas por Trump. Um número significativo de analistas argumenta que a retórica da administração americana em relação ao Irã não apenas é imprecisa, mas também serve a um propósito político de justificar ações futuras, como sanções ou mesmo uma intervenção militar. A comparação tem sido feita com a maneira como os EUA retrataram o Iraque antes do início da guerra em 2003, quando alegações de armas de destruição em massa foram usadas para justificar a invasão.

Críticos afirmam que informações sobre o programa nuclear iraniano foram distorcidas ao longo dos anos. A inteligência dos EUA, que indica que o Irã estaria desenvolvendo armas nucleares, sempre foi contestada por especialistas no assunto. Um comentarista sugere que, apesar das acusações de Trump, a realidade é que, há décadas, as alegações sobre a iminente capacidade nuclear do Irã se mostraram exageradas. Desde o acordo nuclear de 2015, omonitoramento das atividades nucleares iranianas tem sido um tópico de consideração constante no cenário internacional, onde organizações como a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e o Institute for Science and International Security têm relevância considerável.

Além disso, a afirmação de que o Irã encerrou suas execuções – mencionada por Trump – foi rapidamente desmentida, com dados indicando que o país ainda mantém uma das taxas mais altas de execução no mundo. Essa discrepância não passou despercebida, e muitos veem nisso uma tentativa de mascarar a verdadeira natureza do regime iraniano.

Por outro lado, músicos de influência no Ocidente, que frequentemente abordam questões políticas em suas letras, têm expressado sua insatisfação com a postura belicosa dos EUA em relação ao Irã. Tal reação evoca a sensação de que a população americana e internacional está se tornando cada vez mais consciente e crítica em relação ao discurso oficial. Algumas figuras públicas até sugeriram que as tensões entre os dois países poderiam ser abordadas de maneira mais diplomática, enfatizando a necessidade de diálogo e compreensão mútua em vez de antagonismo.

Recentemente, a situação no Oriente Médio também ganhou destaque com o aumento das tensões entre Israel e Irã, o que, segundo especialistas, poderia terResultados desastrosos para a segurança regional. A acusação de que o Irã continuará a apoiar grupos que realizam atividades terroristas foi uma conclusão que ecoou entre diversos comentaristas, alguns dos quais alertaram sobre os riscos de um novo conflito armado.

Ainda assim, a narrativa sobre o Irã deve ser considerada com cautela. Diversos analistas afirmam que tanto o governo americano quanto o iraniano alimentam uma narrativa que justifica suas posições no tabuleiro político, onde interesses geopolíticos desempenham um papel crucial para ambos. Desde a perspectiva iraniana, o governo busca demonstrar que as sanções e a pressão militar dos EUA são uma forma de opressão, enquanto para os EUA, a narrativa de um Irã nuclear representa uma ameaça à segurança global.

Com a crescente divisão política nos Estados Unidos, onde a confrontação em torno de temas internacionais torna-se mais intensa, o discurso em torno do Irã e suas supostas ameaças partirá de diversas interpretações. Tanto republicanos quanto democratas expressaram uma posição crítica em relação ao regime iraniano, mas dentro de diferentes contextos históricos e políticos. Essa falta de um consenso claro sobre como abordar o Irã poderia, em última análise, dificultar soluções pacíficas e diplomáticas, perpetuando um ciclo de desconfiança entre as partes.

Portanto, enquanto o governo dos EUA continua a exigir que outras nações se unam em sua luta contra a suposta ameaça nuclear iraniana, a resposta do país persa reflete não apenas descontentamento, mas também a complexidade do cenário pós-acordo nuclear, onde pretensões de segurança e uma parte significativa de diplomacia estão ocorrendo em um espaço que requer considerações cuidadosas sobre a verdade das alegações feitas por ambos os lados.

Fontes: Folha de São Paulo, Agência Brasil, BBC News, The Guardian

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano, conhecido por ter sido o 45º presidente dos Estados Unidos, ocupando o cargo de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. Antes de sua presidência, Trump era um magnata do setor imobiliário e uma personalidade da mídia. Seu governo foi marcado por políticas controversas, retórica polarizadora e uma abordagem não convencional à diplomacia e à política externa.

Resumo

O discurso recente do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o programa nuclear do Irã provocou reações intensas, com o governo iraniano acusando-o de disseminar "grandes mentiras". Trump afirmou que o Irã busca armas nucleares e pediu uma ação global contra o que chamou de "regime criminoso". Especialistas questionam a precisão das informações de Trump, comparando sua retórica à usada antes da invasão do Iraque em 2003. Críticos argumentam que as alegações sobre o programa nuclear iraniano foram distorcidas ao longo dos anos, e a inteligência dos EUA tem sido contestada. Além disso, a afirmação de que o Irã encerrou suas execuções foi desmentida, revelando uma realidade opressiva. Músicos ocidentais expressam descontentamento com a postura dos EUA, sugerindo que o diálogo seria mais eficaz. A situação no Oriente Médio se agrava com tensões entre Israel e Irã, levantando preocupações sobre um possível conflito. A narrativa sobre o Irã deve ser analisada com cautela, pois tanto os EUA quanto o Irã utilizam informações para justificar suas posições políticas, complicando a busca por soluções diplomáticas.

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