Irã avalia ativação de células adormecidas em território dos EUA

Especialistas em defesa alertam sobre a possibilidade do Irã ativar células adormecidas nos EUA, gerando temores sobre segurança nacional em meio a crescentes tensões no Oriente Médio.

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16/03/2026, 16:31

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma imagem dramática mostrando a Casa Branca sob ameaças, com uma neblina sombria envolvendo o edifício e sombras de figuras suspeitas se projetando no fundo; luzes piscantes de veículos de emergência nas proximidades, criando uma atmosfera de tensão e incerteza sobre a segurança nacional.

O cenário geopolítico envolvendo o Irã e os Estados Unidos tem se intensificado, especialmente após as recentes escaladas de conflitos. Especialistas em segurança e defesa estão analisando a possibilidade de que o regime iraniano possa decidir ativar células adormecidas em solo americano, um conceito que se popularizou na imaginação coletiva como uma ameaça clandestina, geralmente associada a estratégias de guerra não convencional. Recentemente, durante uma coletiva de imprensa, o ex-presidente Donald Trump abordou o assunto, afirmando que as autoridades americanas estão cientes da localização destes grupos e monitorando suas atividades.

A menção de células adormecidas levanta preocupações sobre a capacidade do Irã de realizar ataques surpresas em solo dos EUA. Estas células são grupos discretos de agentes estrangeiros que vivem entre a população local até serem convocados para agir. Essa forma de atuação esconde um potencial destrutivo e imprevisível, o que provoca um estado de alerta nas agências federal e locais de segurança. Um dos comentários em resposta à reflexão coletiva sobre a ativação dessas células enfatiza que qualquer ato de violência direcionado aos cidadãos americanos geraria uma onda de raiva e descontentamento popular em relação ao Irã, que hoje não é visto como uma ameaça direta para a maioria dos americanos.

Análises recentes indicam que uma ação do tipo provocaria um significativo giro na opinião pública dos EUA. Apesar do atual clima de apatia e desinteresse em relação a conflitos no exterior, a crença é de que uma ativação violentamente impactante poderia mobilizar a opinião pública em favor de uma resposta militar contra o regime iraniano. Há também notas que sugerem que muitos americanos poderiam raciocinar que qualquer ataque realizado seria um ato de bandeira falsa, levantando hipóteses de desconfiança em relação ao governo israelense ou a outras entidades no Oriente Médio.

Outro aspecto a ser considerado é que a guerra é um tema impopular em um momento em que o preço do petróleo está escalando e preocupações econômicas começam a pesar na balança das decisões políticas. Muitos especialistas acreditam que o regime iraniano, ao fazer declarações retóricas de retaliação, está, na verdade, resguardando a possibilidade de um ataque militar contra os EUA. A lógica é que realizar um ataque direto durante um período de repercussão negativa poderia resultar em um isolamento ainda maior internacionalmente.

A relação entre as tensões no Oriente Médio e a segurança interna americana também é complexa. Há quem argumente que a segurança das fronteiras e o investimento em serviços de inteligência estão em níveis elevados, com um foco na prevenção de ataques, e que ações preventivas têm mostrado um histórico histórico eficaz. Na realidade, muitos trabalhadores em instituições de defesa afirmam que o país está em uma posição sólida para identificar e neutralizar ameaças antes que se concretizem. Peritos discutem que o temor crescente sobre a possibilidade de ativação de células adormecidas pode, de fato, ser um reflexo de uma antecipação sobre o aumento das hostilidades no cenário internacional.

Por outro lado, o que preocupa especialistas é que o histórico das relações entre Estados Unidos e Irã é repleto de ambiguidades e jogos de poder. A hesitação ou contenção por parte do regime iraniano em ações bélicas em 2019 e em 2025 depois de tensões semelhantes sugere que, apesar das narrativas de agressão, a estratégia adotada pode estar mais ligada a uma retórica de fortalecimento de relações públicas do que a um desejo de provocar um grande ataque terrorista. A realidade dos campos de batalha desta questão revela um Irã que pode calcular seus anseios dentro de um prisma de consequências políticas e sociais.

Finalmente, a complexidade de um ataque com células adormecidas reside no fato de que, se essas existirem, sua ativação não apenas implicaria uma estratégia militar, mas exacerbando ainda mais uma crise social já presente. Na visão de muitos comentaristas, os desafios da comunicação sobre a segurança nacional e a reação da população americana diante de uma tragédia podem definir o próximo capítulo nas relações entre os dois países.

Fontes: Fortune, CNN, The Washington Post, Al Jazeera

Detalhes

Donald Trump

Donald Trump é um empresário e político americano, conhecido por ter sido o 45º presidente dos Estados Unidos, exercendo o cargo de janeiro de 2017 a janeiro de 2021. Antes de sua carreira política, ele ganhou notoriedade como magnata do setor imobiliário e personalidade da televisão, especialmente pelo reality show "The Apprentice". Trump é uma figura polarizadora, frequentemente envolvida em controvérsias e debates sobre suas políticas e retórica.

Resumo

O cenário geopolítico entre Irã e Estados Unidos tem se intensificado, com especialistas analisando a possibilidade de o regime iraniano ativar células adormecidas em solo americano, uma ameaça clandestina associada a estratégias de guerra não convencional. Durante uma coletiva, o ex-presidente Donald Trump afirmou que as autoridades dos EUA estão cientes dessas células e monitorando suas atividades. A ativação dessas células levantaria preocupações sobre ataques surpresas, gerando um estado de alerta nas agências de segurança. Embora muitos americanos vejam o Irã como uma ameaça indireta, um ataque poderia mobilizar a opinião pública a favor de uma resposta militar. Contudo, a guerra é impopular em um momento de alta nos preços do petróleo e preocupações econômicas. Especialistas acreditam que o regime iraniano pode estar utilizando retórica de retaliação para resguardar a possibilidade de um ataque militar, enquanto a segurança interna dos EUA se mostra robusta na prevenção de ameaças. A complexidade das relações entre os dois países e a possível ativação de células adormecidas podem exacerbar crises sociais e influenciar a comunicação sobre segurança nacional.

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