Irã assume controle do Hezbollah em preparação para guerra com Israel

O Irã tomou controle do Hezbollah, intensificando a preparação para um possível conflito armado com Israel e os EUA, enquanto o Líbano luta por estabilidade.

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26/02/2026, 14:01

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cena tensa de uma reunião militar no Líbano, com oficiais do Hezbollah e do IRGC, gráficos militares e mapas em discussão. O ambiente é de cautela e estratégia, com soldados armados em segundo plano, destacando a seriedade da situação geopolítica atual entre o Irã, Hezbollah, Israel e os EUA.

Em um recente desenvolvimento geopolítico alarmante, o Irã está intensificando sua influência sobre o Hezbollah, uma organização armada libanesa, à medida que se prepara para um potencial conflito militar com Israel e os Estados Unidos. Fontes próximas ao Hezbollah informaram que a organização, historicamente apoiada por Teerã, agora está sob o controle direto do Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) do Irã, marcando uma escalada significativa nas tensões na região. Este movimento gera preocupações sobre a segurança e a estabilidade no Líbano, que já enfrenta uma grave crise econômica e política.

A situação no Líbano é complicada. O país tem lutado para se recuperar de uma crise financeira devastadora, e muitos cidadãos estão protestando contra a corrupção e a falta de serviços básicos. Com a crescente influência do Irã e do Hezbollah, muitos temem que um conflito armado possa resultar em consequências catastróficas para a população civil. Um comentarista expressou que o Líbano, que anseia por estabilidade, corre o risco de ser arrastado para um novo ciclo de violência, o que complicaria ainda mais sua já frágil situação.

A opinião de analistas políticos é de que se uma guerra com o Irã se tornar uma realidade, será uma batalha não apenas pela supremacia militar, mas uma luta por influência geopolítica na região. O Hezbollah, embora tenha sido considerado uma força militar significativa no passado, já não possui o mesmo poder de fogo devido a vários fatores, incluindo o envolvimento israelense e as pressões na Síria. Muitos observadores agora acreditam que a prontidão do Irã para o combate poderá ser mais uma demonstração de força e menos uma ameaça coordenada, refletindo uma posição defensiva mais do que ofensiva.

Enquanto isso, no cenário internacional, a possibilidade de uma guerra com o Irã, que por muitos é considerada praticamente inevitável, levanta questões sobre a estratégia dos EUA. Os comentaristas relatam que, com o governo dos EUA hesitando em sua abordagem, diversas facções estão tentando promover suas próprias agendas, resultando em um discurso confuso que pode estar confundindo aliados e opositores. O surgimento de uma guerra total ou de um simples ataque simbólico pode depender não só das ações do Irã, mas também de como os EUA e Israel irão reagir a essas movimentações.

Outro ponto importante a ser considerado é o crescente enfraquecimento do Hezbollah. Apesar de sinais de um possível desarmamento da organização, há uma crença generalizada de que este pode não ser um movimento genuíno. Embora a organização tenha recebido suporte financeiro e militar inegável do Irã, seus membros relutam em especialmente ceder armamentos. A resistência interna e as divisões sectárias dentro do Líbano aumentam ainda mais a complexidade da situação, com diferentes grupos buscando diferentes resultados, incluindo uma aparência de controle das operações do Hezbollah.

As probabilidades de um conflito maior estão se acumulando no horizonte, e o potencial para um novo confronto militar entre os EUA, Israel e o Irã coloca a região em um estado de grande ansiedade. As estimativas mais sombrias pensam que um ataque indiscriminado pode não apenas levar à uma perda em massa de vidas, mas também a uma reestruturação territorial e política significativa.

A posição do Hezbollah, estabelecida ao longo das últimas décadas, começou a oscilar sob a crescente pressão de um cenário regional caótico. Embora tenha nascido como uma resposta ao controle israelense, sua iminente subordinação ao IRGC pode sinalizar um pêndulo em direção a uma militarização ainda mais intensa e menos sob controle. A comunidade internacional observa de perto, injetando recursos em campo, buscando evitar uma escalada que pode mudar permanentemente o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

Conforme a situação se desenrola, a pergunta que permeia as discussões é até onde o Líbano pode se manter fora do fogo cruzado. Os chamados para garantir a soberania do país em meio ao tumulto são cada vez mais perturbadores, uma realidade que poucos parecem acreditar que pode ser facilmente resolvida. A incerteza sobre o que acontecerá nas próximas semanas e meses apenas aumenta as preocupações sobre a segurança regional, colocando todos os lados em preparação para o que poderá ser um conflito em larga escala sem vencedor claro.

Fontes: Al-Arabiya, BBC, The New York Times, Reuters

Resumo

O Irã está ampliando sua influência sobre o Hezbollah, organização armada libanesa, em meio a crescentes tensões com Israel e os Estados Unidos. Fontes indicam que o Hezbollah está agora sob controle direto do Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã, o que preocupa a segurança e a estabilidade no Líbano, que já enfrenta uma grave crise econômica e política. A situação é complexa, com protestos contra a corrupção e a falta de serviços básicos. Analistas acreditam que um potencial conflito com o Irã não seria apenas uma luta militar, mas também uma disputa por influência geopolítica. O Hezbollah, embora tenha sido uma força significativa, está enfraquecido e dividido internamente, o que complica ainda mais a situação. A possibilidade de uma guerra total levanta questões sobre a estratégia dos EUA, que hesitam em sua abordagem. A incerteza sobre o futuro do Líbano e sua capacidade de evitar o fogo cruzado é alarmante, com temores de consequências catastróficas para a população civil.

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