09/05/2026, 22:06
Autor: Laura Mendes

No dia {hoje}, o Irã anunciou uma estratégia preocupante que consiste em colocar os cabos de internet da região de Hormuz sob controle estatal. Essa medida surge em meio a um contexto em que os cidadãos iranianos enfrentam longos períodos de interrupção no acesso à internet, com relatos indicando que, desde fevereiro de 2026, a população está sem conexão há 71 dias. Durante esse tempo, a República Islâmica desligou a internet em várias ocasiões, ressaltando a necessidade de um controle severo sobre a comunicação e o fluxo de informações.
Além disso, a situação no país está marcada pela grave dificuldade de acesso à tecnologia moderna. Há relatos de que milhões de iranianos não conseguem se beneficiar de alternativas como o Starlink, devido ao alto custo de instalação e à ilegalidade do uso dessa tecnologia no regime. O salário mínimo iraniano gira em torno de 87 dólares por mês, o que torna quase impossível a aquisição dos equipamentos necessários para acessar a internet via satélite, que custa cerca de 500 dólares apenas pela antena. Essa realidade se intensifica com a crescente repressão das autoridades, que podem até levar a prisão ou morte aqueles que tentam desobedecer as normas impostas pelo governo. Um caso emblemático foi o de um homem chamado Sr. Allaedin, que foi brutalmente espancado até a morte pela Guarda Revolucionária Islâmica por supostamente usar internet Starlink. Esse acontecimento chocou muitos cidadãos e gerou uma onda de preocupação sobre as consequências de se buscar alternativas para conseguir acesso à informação.
Diante desse cenário, surgem vozes de iranianos que clamam por mudanças. Uma mulher, identificando-se como cidadã, expressou esperança de que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) tome medidas mais drásticas, como cortar fisicamente os cabos, para que o mundo finalmente reconheça a ameaça que o regime representa. A dificuldade que a população enfrenta para se comunicar com o exterior permite que o regime de Teerã mantenha um controle significativo sobre a narrativa interna e seja capaz de silenciar vozes dissidentes.
O governo iraniano já executou cortes de internet em várias esferas, gerando uma sensação de desespero entre aqueles que desejam o acesso à informação e desejam que suas vozes sejam ouvidas. Além disso, muitos alegam que a censura e a manipulação de informações têm se tornado práticas normais na sociedade iraniana. Com a interrupção recorrente do acesso à internet, a população caiu em um ciclo de incerteza e restrição, levantando questões sérias sobre direitos humanos e liberdade de expressão.
A imposição de tarifas excessivas para o uso de conexões de internet também suscita debate. O regime parece cada vez mais interessado em controlar a comunicação, o que gera tensão tanto internamente, quanto internacionalmente. Para vários críticos, a antiga promessa de modernização e acesso à informação parece uma miragem diante do forte controle estatal. Esses movimentos questionam a lógica por trás da regeração dos dados como um bem público, destacando que é necessário um diálogo mais transparente sobre a situação.
Além disso, é importante considerar que, apesar de uma potencial luta pelo acesso à informação, muitos iranianos se veem em uma posição vulnerável, sem recursos adequados para acesso. As alternativas, como compras de VPNs ou proxies, terminam sendo um luxo que a população não pode desfrutar, especialmente com a legislação que proíbe seu uso e as consequências perigosas disso. O custo do acesso à internet continua a ser um obstáculo sério para a liberdade de expressão e a autonomia na sociedade iraniana.
Num momento em que o controle estatal sobre a internet é crescente, a comunidade internacional deve permanecer atenta às mudanças que se desenrolam no Irã. A luta por uma internet livre e acessível é uma questão crucial que transcende fronteiras, e as vozes de ativistas e cidadãos comuns que desafiam as normas são vitais para a promoção de um futuro mais justo. A comunidade global deve sensibilizar para as realidades enfrentadas pelo povo iraniano e ajudar na busca por um ambiente em que todos possam desfrutar da liberdade de expressão e da comunicação sem medo de represálias. O que a história buscará lembrar neste momento crítico é a resistência e a luta de um povo contra a opressão e pela liberdade de se conectar.
Fontes: Observer do Paquistão, The Guardian, Al Jazeera, BBC News
Resumo
No Irã, o governo anunciou uma estratégia alarmante de controle estatal sobre os cabos de internet na região de Hormuz, em meio a longos períodos de interrupção no acesso à internet. Desde fevereiro de 2026, os cidadãos enfrentaram 71 dias sem conexão, com cortes frequentes impostos pela República Islâmica para controlar a comunicação e silenciar dissidentes. A dificuldade de acesso à tecnologia moderna, como o Starlink, é exacerbada pelo alto custo e pela ilegalidade de seu uso. Um caso emblemático foi a morte de um homem, supostamente por usar internet via satélite, o que gerou preocupação entre os cidadãos. Apesar do desespero e da repressão, vozes iranianas clamam por mudanças, destacando a necessidade de um diálogo mais transparente sobre direitos humanos e liberdade de expressão. O governo impõe tarifas excessivas e censura, criando um ciclo de incerteza. A luta por uma internet livre transcende fronteiras, e a comunidade internacional deve estar atenta às realidades enfrentadas pelo povo iraniano, promovendo a resistência contra a opressão.
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