Inglaterra registra temperaturas recorde em mai com calor extremo

A Inglaterra enfrenta uma onda de calor sem precedentes, com temperaturas que podem chegar a 35°C, desafiando a infraestrutura e a saúde da população.

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25/05/2026, 14:21

Autor: Laura Mendes

Uma paisagem urbana na Inglaterra sob um sol escaldante, com pessoas se refrescando em fontes, árvores com folhagem verde ao fundo e termômetros marcando altas temperaturas. A imagem deve capturar a sensação de calor extremo, com luz brilhante e céus azul claros, mostrando a intensidade do clima incomum para a estação.

O Reino Unido está enfrentando uma onda de calor sem precedentes neste mês de maio, com meteorologistas prevendo que as temperaturas possam alcançar a marca de 35°C em várias partes da Inglaterra nesta próxima segunda-feira. A previsão marca um antes e depois nas temperaturas sazonais, já que o país tem assistido a uma elevação intensa e repentina nos termômetros, com um aumento de 10 a 15 graus em apenas 48 horas, o que é extraordinário para a época do ano. Um porta-voz do Met Office, órgão meteorológico britânico, confirmou que este será dia mais quente de maio já registrado no país, superando a marca de 32,8°C, que era o recorde atual.

O descompasso nas temperaturas está desafiando a normalidade da vida britânica, principalmente no que diz respeito ao cuidado com os animais. Profissionais do campo, como cuidadores de cavalos e gado, estão enfrentando sérias dificuldades, já que os animais podem levar mais de três semanas para se aclimatar a mudanças bruscas de temperatura. Este cenário de calor extremo traz à tona questões importantes sobre a adequação da infraestrutura do Reino Unido para lidar com climas mais quentes. As casas, construídas tradicionalmente para um clima ameno, com tijolos e grandes janelas voltadas para o sol, não possuem recursos para integrar um resfriamento eficaz. Com apenas 10% das residências equipadas com ar-condicionado, a maioria das famílias enfrenta o calor intenso sem soluções práticas.

Além do calor, a falta de sombra e a alta retenção de calor nas construções tornam o ambiente interno ainda mais insuportável. Os britânicos costumam dizer que, durante o dia, as paredes dos nossos lares aquecem bastante e são incapazes de esfriar adequadamente, mesmo durante a noite. Essa situação acentua uma necessidade premente de opções construtivas mais eficazes que possam melhorar a habitabilidade frente a ondas de calor. Assim, especialistas sugerem métodos para amenizar a temperatura interna das residências, como a instalação de persianas externas e o uso de revestimentos reflexivos nas janelas, além de soluções mais sustentáveis, como a ampliação do espaço verde e a plantação de árvores nos bairros.

A olho nu, a situação divulgada é potencializada pela expectativa de mais ondas de calor ao longo do verão, impulsionadas por um fenômeno conhecido como "super El Niño", que promete intensificar os eventos climáticos extremos. Este fenômeno climático, que é uma interação complexa entre temperaturas do mar e atmosféricas, tende a potencializar não apenas as temperaturas, mas também a severidade de eventos climáticos, incluindo secas e cheias, afetando a agricultura e a vida selvagem. Com a previsão de que os efeitos se intensifiquem até 2027, climatologistas alertam para a necessidade de se começar a implementar soluções imediatas e eficazes sobre a questão das mudanças climáticas.

Os argumentos em favor de uma adaptação às novas realidades climáticas tornam-se ainda mais pertinentes quando se percebe que as temperaturas atuais podem não ser apenas um estresse passageiro, mas uma nova norma, colocando a saúde pública em risco, já que as condições climáticas extremas levarão a um aumento nas hospitalizações devido a problemas relacionados ao calor, como desidratação e exaustão térmica. Isso tudo emerge em um contexto em que a população britânica, acostumada a um clima moderado e geralmente chuvoso, deve repensar o que é necessário para se manter segura e confortável diante de alterações climáticas severas e duradouras.

Historicamente, o conceito de ondas de calor poderia ser visto como algo distante ou não tão impactante no imaginário popular do Reino Unido. Entretanto, a realidade atual apresenta um retrato claro da necessidade de ação, reflexão e adaptação. Ao que tudo indica, o futuro já chegou, e as ondas de calor estão se tornando um sinal de que o clima global necessita ser urgentemente abordado pelas autoridades e pela sociedade. As altas temperaturas, que antes eram vistas como um respiro no ainda frio verão britânico, agora se tornaram alertas contínuos para uma mudança que requer uma reavaliação do nosso modo de vida e a urgência em buscar soluções sustentáveis e eficazes.

Fontes: UK Guardian, Met Office, BBC News, The Independent

Resumo

O Reino Unido enfrenta uma onda de calor sem precedentes em maio, com temperaturas previstas de até 35°C. Meteorologistas do Met Office confirmaram que este será o dia mais quente de maio já registrado, superando o recorde anterior de 32,8°C. Essa elevação abrupta de 10 a 15 graus em apenas 48 horas está desafiando a vida cotidiana, especialmente no cuidado com os animais, que demoram a se aclimatar a mudanças bruscas de temperatura. A infraestrutura britânica, projetada para climas amenos, carece de soluções de resfriamento, com apenas 10% das casas equipadas com ar-condicionado. Especialistas sugerem melhorias como persianas externas e espaços verdes para amenizar o calor. A situação é agravada pela expectativa de mais ondas de calor impulsionadas pelo fenômeno "super El Niño", que pode intensificar eventos climáticos extremos. Climatologistas alertam para a necessidade de adaptações urgentes às novas realidades climáticas, pois as altas temperaturas podem se tornar a nova norma, colocando a saúde pública em risco e exigindo uma reavaliação do modo de vida britânico.

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