Homem é preso após matar mulher ao recusar beijo durante venda de celular

Um crime brutal em Minas Gerais culminou na morte de uma mulher após um desentendimento durante a negociação de um celular, gerando preocupações sobre a segurança em transações pessoais.

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27/02/2026, 07:47

Autor: Laura Mendes

Uma cena de crime tensa em uma casa sob a luz da noite, com a polícia cercando a área, a presença de um canivete visível no chão e uma luz de sirene refletindo nas janelas. A atmosfera é sombria e opressiva, capturando a gravidade da situação e a natureza violenta do incidente.

O cenário de um crime que chocou os moradores de Minas Gerais aconteceu na noite de ontem, quando uma mulher foi assassinada após recusar um beijo de um homem durante uma negociação de um celular. O caso lança luz sobre as questões de segurança pessoal e feminicídio, temas que permeiam as discussões sobre a violência contra a mulher em várias partes do Brasil. Segundo relatos, o crime foi cometido por Matheus Vinícius de Souza, que se dirigiu à residência da vítima para efetuar a compra do aparelho.

Consta que, durante a negociação, Matheus tentou forçar um beijo na mulher, que prontamente recusou sua abordagem. Essa negativa parece ter desencadeado uma reação violenta no homem, levando-o a criar um cenário de agressão que resultou em múltiplos golpes à vítima com um canivete, culminando em sua morte. O delegado responsável pelo caso, Jeferson Leal, informou aos jornalistas que o suspeito alegou ter "dado um 'branco'" no momento da recusa, o que o levou a agir de forma irrefletida e brutal.

Os detalhes do crime foram registrados através de câmeras de segurança, que mostraram a fuga do suspeito logo após o incidente. Imagens por segurança revelaram um jovem vestido com calças jeans, botas amarelas, uma jaqueta escura e um boné preto, demonstrando uma atitude despreocupada enquanto caminhava em direção à casa da vítima. A testemunha que avistou o homem durante sua fuga fez um reconhecimento que reforça a possibilidade de que o crime tenha sido planejado, e não um ato impulsivo, como tentou alegar o autor do crime.

Além disso, o filho da vítima, uma criança de apenas oito anos, assistiu ao ato horrendo, o que levanta ainda mais questões sobre o impacto de tal violência nas famílias e nas comunidades. Relatos sobre a insegurança em negociações pessoais ressaltam a crescente preocupação com a segurança em transações que ocorrem fora de ambientes controlados. Os moradores da região expressaram indignação e preocupação com o crime, refletindo sobre a necessidade de protocolos à prova de falhas para prevenir situações perigosas.

Em meio ao caos e discussões, muitos questionam o que poderia ter sido diferente. Especialistas em segurança pessoal advertiram que a venda de itens como eletrônicos deve ser sempre realizada em locais públicos e movimentados, onde a presença de outras pessoas possa servir como um desestímulo a comportamentos violentos. Diante deste incidente, tornar público esses conselhos parece mais urgente do que nunca. Enquanto o luto pela mulher assassinada se intensifica, muitos se perguntam: até quando a sociedade tolerará essa violência?

A repercussão dessa tragédia particularmente impactou grupos de direitos humanos e defesa da mulher, que imediatamente se mobilizaram para exigir ações mais eficazes para lidar com o feminicídio e a violência de gênero no Brasil. "É inaceitável que a simples recusa de um beijo possa custar a vida de uma mulher", afirmou uma representante de um movimento feminista em Minas Gerais, enfatizando assim a urgência de uma mudança cultural e legal que proteja as mulheres de agressões.

O caso do femicídio em Minas Gerais é um reflexo de um padrão maior de violência que muitas mulheres enfrentam no Brasil. O conceito de "cultura do estupro", que abrange comportamentos que normalizam a violência contra as mulheres, continua a gerar debates acalorados entre defensores dos direitos humanos e aqueles que minimizam a gravidade da situação.

Embora a discussão sobre esses eventos de violência siga sendo complexa e multifacetada, o assassinato da mulher em Minas Gerais marca mais um triste capítulo em uma história que se repete com frequência alarmante. Será a sociedade capaz de dar um basta a esse tipo de violência? A resposta a essa pergunta pode muito bem determinar o futuro de muitas vidas em risco. A detenção de Matheus Vinícius de Souza e o resultado deste caso serão observados de perto por aqueles que abominam o ciclo vicioso de agressões que continua a afetar as mulheres em todos os lugares.

Fontes: G1, Folha de São Paulo, UOL

Resumo

Na noite de ontem, uma mulher foi assassinada em Minas Gerais após recusar um beijo de um homem durante a negociação de um celular. O crime, cometido por Matheus Vinícius de Souza, levanta questões sobre segurança pessoal e feminicídio no Brasil. Durante a negociação, Matheus tentou forçar um beijo na vítima, que recusou, desencadeando uma reação violenta que resultou em sua morte por múltiplos golpes de canivete. O delegado Jeferson Leal informou que o suspeito alegou ter "dado um 'branco'" no momento da recusa. Câmeras de segurança registraram a fuga do homem, que foi reconhecido por uma testemunha, sugerindo que o crime pode ter sido planejado. A criança de oito anos, filho da vítima, presenciou o ato, levantando preocupações sobre o impacto da violência nas famílias. Especialistas em segurança pessoal aconselham que transações como a venda de eletrônicos sejam feitas em locais públicos para evitar situações perigosas. A repercussão do crime mobilizou grupos de direitos humanos, que exigem ações mais eficazes contra o feminicídio e a violência de gênero no Brasil, destacando a urgência de uma mudança cultural e legal.

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