Hillary Clinton surpreende ao depor no Congresso sobre Epstein

Hillary Clinton, ao testemunhar no Congresso, utilizou a oportunidade para desafiar o Partido Republicano e criticar a administração Trump enquanto falava sobre seu relacionamento com Jeffrey Epstein.

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27/02/2026, 13:49

Autor: Ricardo Vasconcelos

Uma cena intensa em um ambiente de audiência no Congresso, com Hillary Clinton testemunhando com confiança, cercada por congressistas envolvidos. Ao fundo, uma expressão de surpresa e confusão em seus rostos, enquanto flashes de câmeras iluminam o ambiente, simbolizando o caos e a tensão da situação. A atmosfera é eletrizante, refletindo a luta de poder e retórica política.

Em um momento que muitos esperavam, Hillary Clinton compareceu para depor no Congresso referente ao seu suposto envolvimento com Jeffrey Epstein, um nome que se tornou sinônimo de escândalos associados a abuso sexual e tráfego humano. A expectativa em torno de sua aparição era palpável, e os republicanos se prepararam para utilizá-la como uma oportunidade de ataque, mas os resultados foram bastante diferentes do que esperavam.

Clinton, conhecida por sua habilidade em lidar com perguntas difíceis e adversidades, usou seu depoimento não apenas para se defender, mas também para atacar frontalmente o Partido Republicano. "Se esse Comitê está sério sobre aprender a verdade sobre os crimes de tráfico de Epstein, não deveria se basear em conversas com jornalistas para obter respostas do nosso atual presidente sobre seu envolvimento; deveria perguntar a ele diretamente sob juramento sobre as dezenas de milhares de vezes que ele aparece nos arquivos de Epstein," declarou ela em um dos momentos mais impactantes da audiência.

O ambiente estava carregado de tensão e expectativa. O comentarista da CNN e defensor do MAGA, Scott Jennings, agiu como porta-voz da indignação de seu partido quanto à convocação de Clinton. Sua perplexidade em relação ao convite feito a ela reflete um sentimento crescente dentro do Partido Republicano de que esta estratégia poderia ser uma faca de dois gumes. Jennings admitiu que, após ouvir Clinton, não via vantagens em seu depoimento, um sinal de que muitos dentro do GOP estavam subestimando a capacidade retórica e o conhecimento político da ex-secretária de Estado.

Este evento gerou um mix de reações nos bastidores políticos. De um lado, os republicanos que vislumbravam uma oportunidade de culpar os democratas, e do outro, os democratas que viam na presença de Hillary uma chance de reacender uma narrativa que poderia beneficiar suas campanhas futuras. Os comentários sobre o assunto variaram de críticas à estratégia do GOP a pessoas sugerindo que a presença de Clinton era meramente uma distração do arsenal de problemas relacionados a Trump, que deveria estar sob os holofotes.

As percepções sobre a decisão de convidar Hillary continuam a dividir opiniões, com muitos comentadores observando que, ao trazê-la à frente, o GOP ignora sua notável capacidade de desviar a atenção e transformar ataques em um relato favorável. "Se eu tivesse um níquel toda vez que o GOP se arrependeu de convocar Hillary Clinton, eu teria dois níqueis," disse um comentarista, refletindo uma ideia corrente de que essa não é a primeira vez que o Partido Republicano se enredou em suas próprias armadilhas.

As consequências políticas dessa audiência são ainda incertas. O contexto mais amplo traz à tona as redes de acusação que envolvem tanto Clinton quanto Trump, ambos com histórias complexas de envolvimento em controvérsias. Enquanto os republicanos se esforçam para desviar a atenção de questões que envolvem o atual presidente, a exposição que Clinton fez ao criticar diretamente os membros do partido e suas alianças pode ter repercussões a médio e longo prazo.

As conexões históricas entre os Clintons e a rede de Epstein têm sido objeto de especulação, mas a própria presença de Hillary no Congresso para discutir estas alegações foi uma tentativa eficaz de reformular a narrativa pública. "Ninguém é mais habilidoso em desviar e obfuscar do que Hillary Clinton," afirmava um comentarista, reconhecendo o quão difícil é tirar a ex-primeira-dama de seu jogo político. "Eles se convenceram de que tinham ela na linha, e então ela aguentou 11 horas de escrutínio e saiu disso parecendo melhor do que quando entrou."

O evento repercutiu não apenas nas redes sociais, onde os apoiadores de ambos os lados expressaram seus sentimentos polarizados, mas também nos círculos políticos, que observaram atentamente os desenvolvimentos dessa audiência. O movimento para convocar figuras proeminentes como Clinton em investigações que envolvem o tráfico de Epstein faz parte de uma estratégia mais ampla do GOP. Entretanto, as estratégias que foram pensadas como um golpe certeiro podem ter apenas reforçado a posição de Clinton como uma figura resiliente e determinada a lutar contra o que muitos veem como ataques infundados pelas oposições políticas.

À medida que a política americana se transforma em um campo de batalha saturado de investimentos perenes em rivalidades e estratégias de desprestígio, este depoimento pode ser um indicativo de futuras disputas e investigações. Estamos apenas no começo de um ciclo eleitoral intenso, e esta audiência pode muito bem prefigurar o que está por vir nas próximas eleições.

Fontes: Folha de São Paulo, BBC, CNN

Detalhes

Hillary Clinton

Hillary Clinton é uma política e advogada americana que serviu como Primeira-Dama dos Estados Unidos de 1993 a 2001, Senadora de Nova York de 2001 a 2009 e Secretária de Estado de 2009 a 2013. Candidata à presidência em 2016, Clinton é conhecida por seu papel em questões de direitos das mulheres e saúde pública, além de ser uma figura polarizadora na política americana, frequentemente alvo de críticas e investigações.

Resumo

Hillary Clinton compareceu ao Congresso para depor sobre seu suposto envolvimento com Jeffrey Epstein, um caso repleto de escândalos de abuso sexual e tráfico humano. A expectativa era alta, com os republicanos planejando usar sua presença como uma oportunidade de ataque. No entanto, Clinton não apenas se defendeu, mas também criticou o Partido Republicano, sugerindo que deveriam questionar diretamente o atual presidente sobre seu envolvimento nos arquivos de Epstein. O comentarista da CNN, Scott Jennings, expressou a perplexidade do GOP em relação à convocação de Clinton, reconhecendo que sua habilidade retórica pode ter desviado a atenção de suas intenções. As reações variaram entre os republicanos, que viam uma chance de culpar os democratas, e os democratas, que consideravam a presença de Clinton uma oportunidade para fortalecer suas campanhas. A audiência levantou questões sobre as consequências políticas futuras, com muitos comentadores observando que a estratégia do GOP pode ter reforçado a imagem de Clinton como uma figura resiliente, capaz de transformar ataques em defesa. O evento também refletiu as complexas redes de acusações envolvendo tanto Clinton quanto Trump, prenunciando um ciclo eleitoral intenso.

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