Gangue criminosa rouba 35 milhões em um audacioso assalto a banco alemão

Um roubo audacioso em um banco alemão durante o Natal resultou na perda de 35 milhões de dólares em dinheiro, ouro e joias, enquanto a polícia investiga um elaborado plano.

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01/01/2026, 19:05

Autor: Felipe Rocha

Um banco elegante em uma cidade alemã, cercado por policiais e fita de cena de crime, enquanto uma equipe forense examina o local. Na calçada, várias sacolas grandes estão espalhadas, insinuando o roubo de bens valiosos, enquanto um Audi RS6 preto se afasta, quase como um fantasma na noite.

A polícia alemã investiga um assalto audacioso que ocorreu durante o feriado de Natal, onde uma gangue criminosa teria roubado cerca de 35 milhões de dólares em bens valiosos, incluindo dinheiro, ouro e joias, de um banco na Alemanha. O roubo, que ocorreu entre os dias em que o banco estava fechado para as festividades, revela um nível de profissionalismo e planejamento que está chamando atenção das autoridades e do público.

O incidente, que aconteceu no final de semana após o Natal, foi descoberto na manhã do dia 30 de dezembro, quando funcionários do banco retornaram e perceberam que o cofre tinha sido violado. Segundo informações preliminares da polícia, os ladrões usaram uma furadeira de grande porte para acessar os depósitos e parece que poderiam ter estado no local por um período prolongado, possivelmente utilizando o tempo em que o banco estava fechado para realizar o roubo. A suspeita é que a gangue possuía um conhecimento avançado sobre a segurança do banco e as operações do dia a dia.

As empresas e os serviços financeiros na Alemanha costumam parar durante os dias de festividades, o que pode ter oferecido uma janela de oportunidade para o crime. De acordo com testemunhas, várias pessoas foram vistas carregando sacolas volumosas durante a noite do assalto, e câmeras de segurança registraram um Audi RS6 preto, conhecido por suas associações com atividades criminosas, saindo do local logo após a ação. Esse veículo chamou a atenção da polícia, que agora investiga possíveis ligações com gangues já conhecidas.

Os especialistas em segurança estão perplexos com a audácia e a eficácia do roubo. Relatos indicam que, além do valor em dinheiro e joias, muitos dos bens que estavam nos cofres podem ter um valor real superior ao que é declarado, dado que várias vítimas relataram perdas que superaram muito o valor segurado de seus depósitos. Essa situação levanta questões sobre a eficácia dos sistemas de segurança dos bancos e se eles são realmente suficientes para proteger grandes quantias em um mundo onde roubos desse tipo ainda acontecem.

Um comentarista observou que esse assalto se assemelha ao famoso roubo de Hatton Garden, ocorrido em Londres em 2015, onde ladrões profissionais conseguiram arrombar cofres de alta segurança durante o feriado de Páscoa, levando milhões de libras. "É um grande alarme sobre os níveis de segurança em instituições financeiras", comentou.

Estratégias de assalto como essa não são novas e, geralmente, envolvem planejamento meticuloso e conhecimento interno sobre a operação de segurança do alvo. Alguns especialistas especulam que os criminosos podem ter passado meses, senão anos, planejando os detalhes do roubo, desde a escolha do local até o momento exato para escapar.

O recurso a equipamentos pesados, como furadeiras industriais, também sugere um nível de preparação que é característico de associações criminosas bem organizadas. Fontes da polícia mencionaram a possibilidade de conexões com organizações como as triades 14K ou cartéis de drogas, que têm a capacidade de fornecer tanto as ferramentas quanto a logística necessárias para realizar um crime dessa magnitude. Isso destaca a importância de investigações aprofundadas sobre o perfil dos criminosos e suas conexões.

Além disso, a natureza do assalto ressalta a fragilidade percebida dos sistemas de segurança bancária convencionais. Comentários de sequestradores, curiosos e até mesmo de autoridades sobre como um esquema tão bem elaborado poderia passar despercebido estão circulando amplamente. “Como é que esses profissionais conseguiram realizar um roubo desse porte sem acionar alarmes? É de se perguntar quão confiáveis são esses sistemas acima?”, disse um analista de segurança.

Com cada vez mais roubo desse tipo surgindo ao redor do mundo, a preocupação com a proteção de bens em instituições financeiras continua a crescer. Se a gangue for identificada e capturada, pode ser um divisor de águas em como os bancos e demais instituições financeiras abordam a segurança de seus ativos.

O desfecho desse audacioso assalto ainda está por vir, e a expectativa da sociedade é que o caso traga à tona não apenas os responsáveis, mas também reflexões críticas sobre a segurança das instituições que lidam com grandes quantias de dinheiro e bens valiosos, especialmente em períodos de festividades, quando as janelas de oportunidade para os criminosos parecem ser mais amplas.

Fontes: Folha de São Paulo, BBC News, The Guardian

Resumo

A polícia alemã investiga um audacioso assalto que ocorreu durante o feriado de Natal, resultando no roubo de cerca de 35 milhões de dólares em dinheiro, ouro e joias de um banco. O crime, descoberto em 30 de dezembro, ocorreu enquanto o banco estava fechado, sugerindo um planejamento meticuloso por parte dos ladrões. A gangue usou uma furadeira de grande porte para acessar os cofres e parece ter tido conhecimento avançado sobre a segurança do local. Testemunhas relataram ver pessoas carregando sacolas volumosas e um Audi RS6 preto foi registrado nas câmeras de segurança, levantando suspeitas de ligações com gangues conhecidas. Especialistas em segurança estão alarmados com a eficácia do roubo, que se assemelha ao famoso caso de Hatton Garden, em Londres. A situação destaca a fragilidade dos sistemas de segurança bancária e levanta questões sobre a proteção de bens valiosos em instituições financeiras, especialmente durante períodos festivos. A expectativa é que a investigação traga à tona não apenas os responsáveis, mas também reflexões sobre a segurança dos bancos.

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