Forças ucranianas provocam retirada de unidades russas na Crimeia

Em um novo revés para as forças russas, operações bem-sucedidas da Ucrânia levam à retirada de unidades do 29º Exército, enquanto ataques noturnos continuam contra alvos estratégicos.

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28/04/2026, 05:21

Autor: Felipe Rocha

Uma unidade militar russa em chamas, com fumaça densa e chamas elevadas sob o céu noturno, destacando imagens de satélite que mostram a intensidade do incêndio. Em uma esquina da imagem, pode-se ver um drone ucraniano sobrevoando a área, simbolizando a persistente vigilância sobre as operações militares russas na Crimeia.

As tensões entre Rússia e Ucrânia continuam a escalar, com recentes desenvolvimentos que indicam uma mudança no equilíbrio do conflito. Em 26 de abril de 2023, um porta-voz das Forças de Defesa do Sul ucranianas, Vladislav Voloshin, anunciou que a Rússia foi forçada a retirar unidades do 29º Exército da linha de frente, especificamente na região de Ternaty, após um aumento da pressão militar ucraniana. Este movimento reflete tanto a perda de capacidade ofensiva dos russos na área quanto a necessidade de reabsorver suas forças em campos de treinamento.

A luta em curso na Ucrânia, agora com mais de 1520 dias, mostrou ser um campo de batalha dinâmico, com operações em diversas frentes. As informações de Voloshin revelaram que as unidades retiradas foram deslocadas para campos de treinamento próximo a Amrosiivka, na região de Donetsk, que permanece sob controle russo. O comandante russo, diante da resistência ucraniana e perdas significativas, também está reassentando suas forças, tentando manter a pressão em outras áreas, especialmente nos arredores de Velyka Novosilka.

Embora a retirada de algumas unidades seja um sinal de fragilidade na posição russa, o porta-voz destacou que as batalhas continuam a ser intensas em diferentes direções, com um total de 241 confrontos registrados nas últimas 24 horas. Notavelmente, a área de Pokrovsky tem sido um foco de atividade, onde as forças ucranianas conseguiram repelir 55 tentativas de ataque das forças invasoras.

Este cenário se complica ainda mais ao considerar os próprios números de perdas das tropas russas. No mesmo dia, fontes indicaram que a Rússia registrou 1.180 novos mortos e feridos, além de 276 veículos e tanques danificados ou destruídos. O total estimado de perdas das forças russas desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022, agora se aproxima de 1,3 milhão de militares, juntamente com uma perda preocupante de equipamento, incluindo tanques e sistemas de artilharia.

Por outro lado, a atividade de mísseis na Crimeia permanecerá uma preocupação significativa. Um recente ataque noturno foi relatado em Mezhgorye, onde uma unidade militar russa, que abriga mísseis "Iskander", pegou fogo, conforme imagens de satélite registradas pelo grupo de monitoramento "Vento da Crimeia." Esse ataque representa um desdobramento crítico, uma vez que os mísseis "Iskander" têm sido utilizados pela Rússia para lançar ataques em cidades ucranianas.

Essa mudança de postura tática não é apenas uma questão de movimentação no campo de batalha, mas ressalta a contínua luta pela superioridade estratégica. O incômodo das forças russas em manter suas unidades de combate ativa é evidente, uma vez que precisam simultaneamente defender posições e reorganizar exércitos em meio às pressões ucranianas.

Além disso, a Ucrânia tem se mostrado eficaz em suas operações noturnas, trazendo avatares de drones para vigiar e atacar, ofuscando a assimetria de força que a Rússia detinha no início do conflito. O debate sobre o uso de drones tem se intensificado, com especialistas sugerindo que a Ucraniana deve continuar explorando suas capacidades com esses novos sistemas de combate, o que gera a necessidade de cada vez mais inovação no campo militar.

Neste cenário de mudanças constantes, os desafios para a Rússia são grandes. O questionamento sobre as capacidades operacionais e a moral de suas tropas emergem como fatores críticos que podem influenciar o futuro próximo do conflito. À medida que as forças ucranianas continuam a pressionar, permanece no ar a dúvida sobre quão eficaz a Rússia será ao reestruturar suas manobras em resposta à resistência determinada e inovadora da Ucrânia.

A guerra, que já devastou milhões de vidas e alterou geograficamente a região, está longe de encontrar uma resolução. Com o desenrolar dos eventos cada vez mais imprevisível, a comunidade internacional observa de perto, enquanto fazendas, vidas e nações inteiras permanecem envolvidas em um conflito que, ao que tudo indica, ainda está longe de um desfecho.

Fontes: Ukrinform, Ukrainska Pravda, BlueSky

Resumo

As tensões entre Rússia e Ucrânia aumentam, com a Rússia sendo forçada a retirar unidades do 29º Exército da linha de frente na região de Ternaty, devido à pressão militar ucraniana. Essa movimentação reflete a perda de capacidade ofensiva das forças russas, que estão reabsorvendo suas tropas em campos de treinamento. A luta na Ucrânia, que já dura mais de 1520 dias, continua intensa, com 241 confrontos registrados nas últimas 24 horas, especialmente na área de Pokrovsky, onde as forças ucranianas repeliram 55 tentativas de ataque. Enquanto isso, as perdas russas se acumulam, com 1.180 novos mortos e feridos, e um total estimado de 1,3 milhão de militares perdidos desde o início do conflito. A atividade de mísseis na Crimeia também representa uma preocupação, com um ataque recente a uma unidade militar russa que abriga mísseis "Iskander". A Ucrânia, por sua vez, tem se mostrado eficaz em operações noturnas utilizando drones, desafiando a assimetria de forças que existia no início da guerra. O futuro do conflito permanece incerto, com a comunidade internacional observando de perto a situação.

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